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Cinco horas. As notícias com Miguel Pina Andrade.

O julgamento do agente da PSP que matou Odair Moniz na Cova da Moura chega hoje ao fim. A leitura do acórdão está marcada para às 15h30 no Tribunal de Sintra. O agente Bruno Pinto fica hoje a saber se é condenado pelo crime de homicídio de que está acusado, depois de na última sessão o Ministério Público ter pedido a condenação, considera que o polícia não agiu em legítima defesa. Ao longo do julgamento foram ouvidas várias testemunhas, incluindo agentes da PSP, que estiveram na Cova da Moura na madrugada da morte de Odair Moniz, em outubro de 2024. Foram ouvidos também vizinhos que assistiram ao momento em que Odair Moniz caiu no chão, depois de ter sido atingido com dois tiros, e ainda inspetores da Polícia Judiciária que participaram na investigação. Pelo menos quatro pessoas morreram depois de um ataque russo massivo a Kiev. Há relatos de explosões na capital ucraniana e mais de 20 pessoas ficaram feridas depois de um ataque russo ao mosteiro Pechersk Lavra, que se incendiou esta madrugada. Isto é o que avança a CNN Internacional. As autoridades locais apelaram aos residentes na área para procurarem abrigo. O ataque aéreo com drones atingiu um símbolo espiritual e cultural da capital ucraniana e danificou a rede elétrica, deixou 140 mil pessoas sem energia. O autarca da cidade afirma numa mensagem no Telegram que o fogo afetou casas e carros. O mosteiro, um monumento classificado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, foi seriamente danificado. Kiev estava a ser alvo de ataques massivos com mísseis, segundo testemunhos recolhidos pela agência Reuters. A Alemanha, a França, o Reino Unido e a Itália estão disponíveis para levantarem sanções ao Irão, posição que surge depois do anúncio de um memorando de entendimento entre Washington e Teerão. Os quatro países consideram vital que as negociações detalhadas entre os Estados Unidos e o Irão sejam concluídas com sucesso e que o acordo seja implementado de forma rápida e abrangente. Numa declaração conjunta, anunciam que estão preparados para levantar as sanções, em resposta a medidas claras e verificáveis do Irão em relação ao programa nuclear. Manifestam ainda disponibilidade para colaborar com os Estados Unidos, o Irão e a Agência Internacional de Energia Atômica e sublinham que o Irão nunca deverá adquirir uma arma nuclear. O acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão vai ser assinado na sexta-feira, na Suíça. É o que anuncia o chefe de governo do Paquistão. Escreve na rede social X que após intensas negociações, o Paquistão tem o prazer de anunciar que o acordo de paz foi alcançado. Donald Trump confirmou também a assinatura deste acordo. O presidente norte-americano escreve na rede social Truth, de forma taxativa, que o acordo com a República Islâmica do Irão está agora concluído. Donald Trump dá os parabéns a todos os envolvidos nas negociações e garante que o documento prevê, com efeito imediato, a abertura do estreito de Ormuz, bem como o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos. O Irão ainda não se pronunciou oficialmente sobre o acordo de paz anunciado por Trump e pelo primeiro-ministro paquistanês. No entanto, e de acordo com o New York Times, a emissora estatal iraniana afirma, em tom glorioso, que os Estados Unidos foram forçados a aceitar o fim da guerra. O secretário-geral das Nações Unidas já reagiu a este anúncio. Na rede social X, António Guterres saudou o acordo de paz, descreve-o como um passo crucial. Também no X reagiu o primeiro-ministro britânico. Keir Starmer afirma que está convicto de que a liberdade de navegação sem restrições deve ser restabelecida no estreito de Ormuz. Acrescenta que o Irão não deve ter uma arma nuclear nunca. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, diz que os líderes do G7 vão discutir a reabertura a longo prazo no estreito de Ormuz. Vão também analisar as consequências do acordo de paz, o apoio ao Líbano e também a conclusão de um acordo sobre as atividades nucleares e balísticas no Irão. O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também falou este domingo sobre o acordo de paz. Barack Obama diz ter dúvidas quanto à eficácia do acordo. Para o antigo presidente norte-americano, nada garante que este acordo venha a trazer mais benefícios em relação ao que já estava estabelecido anteriormente.

"É duvidoso que qualquer acordo que venha a surgir seja significativamente diferente ou represente uma melhoria substancial em relação ao acordo que já tínhamos e que funcionou durante muito tempo antes de nós, Estados Unidos, sairmos dele. Por isso, o que espero é que os bombardeamentos parem e que as pessoas comuns deixem de sofrer as consequências da guerra."

Declarações do antigo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em entrevista à ABC News, sobre o anúncio da assinatura do acordo de paz que decorre na Suíça esta sexta-feira. Paulo Raimundo lançou um desafio a Luís Montenegro, quer que o primeiro-ministro retire o pacote laboral já no próximo debate quinzenal no Parlamento, na quinta-feira. O secretário-geral do PCP diz que Luís Montenegro faria um grande serviço ao país se retirasse o pacote laboral da equação.

Eu acho que um grande serviço que o senhor primeiro-ministro podia fazer ao país na próxima quarta-feira, é retirar o pacote laboral e poupar o país a isto. Não tem jeito nenhum. Os únicos que defendem hoje o pacote laboral, além do senhor primeiro-ministro e membros do governo, são os senhores da Iniciativa Liberal e do CDS, o Chega, envergonhado, mas defende, e depois são as confederações patronais. Não vai sobrar para as confederações patronais o pacote laboral, não vai sobrar a precariedade para os membros das confederações patronais, não vai sobrar os justimentos de justa causa para os membros das confederações patronais.

O secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, questionado sobre a última reunião entre Luís Montenegro e André Ventura, acusa o Chega de não ter credibilidade no posicionamento relativo ao pacote laboral. Ora, Paulo Raimundo afirma que se o Chega for coerente, vai votar contra.

Se nós pudéssemos levar em conta a palavra do Chega, se fosse uma palavra credível, não havia nenhuma razão sequer para ser agendado. Certo? Mas como a gente não pode levar em conta a palavra do Chega, estamos sempre à espera de tudo. Há uma coisa que eu sei: o Chega, segundo aquilo que tem afirmado, vai votar contra. Ora, se vai votar contra, o pacote laboral está chumbado, não há nenhuma alternativa.

O secretário-geral do Partido Comunista, Paulo Raimundo, em declarações aos jornalistas sobre a discussão da reforma laboral do governo. Olhamos agora para o Mundial de Futebol. O treino da Seleção Nacional foi cancelado devido a um aviso de tempestade. Os protocolos de segurança das autoridades locais para este tipo de eventos obrigaram ao cancelamento do treino. Depois de chegar ao Gardens North County District Park, local onde iria decorrer este treino, a equipa da Seleção Nacional recolheu para local seguro. Depois, os jogadores realizaram um treino de ativação física num pavilhão coberto. É a notícia de fecho deste jornal das 17h. A informação está de regresso às 17h30. Até já.