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São 06h00. As notícias com Nadine Soares.

Bom dia. O Presidente da República promulgou o diploma do governo para alargar o prolongamento dos contratos de concessão de três casinos, uma decisão tomada sem Luís Montenegro, Algarve, Espinho e Póvoa de Varzim, medida aprovada horas antes, nesta segunda-feira, em Conselho de Ministros. O Presidente da República fez questão de mencionar que o encontro foi presidido pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, devido às férias do líder do governo. Ou seja, o primeiro-ministro não participou na deliberação, como tinha anunciado. É o que frisa Marcelo Rebelo de Sousa, já que a Solverde, atual concessionária das zonas do Algarve e Espinho, foi cliente da Spinon Viva, antiga empresa familiar de Luís Montenegro. E olhamos agora para as presidenciais. António José Seguro está satisfeito com a presença do PS na campanha, mas assegura que não há contaminação. O candidato sublinha a natureza suprapartidária da candidatura, menos de uma semana antes do arranque oficial da campanha para as eleições presidenciais. António José Seguro esteve reunido com o secretário-geral do PS. O candidato a Belém agradece o apoio do partido, mas frisa que não o atrapalha absolutamente em nada.

Pelo contrário, vejo isso com uma grande naturalidade e, no meu caso, com satisfação. Por quê? Porque esta é uma campanha de candidatos. São candidaturas suprapartidárias. Aliás, a nossa Constituição diz com muita clareza. É a única eleição em que os partidos não podem apresentar candidatos. Agora, os partidos fazem parte do nosso sistema político, são essenciais ao nosso sistema político. E o fato de eles se pronunciarem apoiando candidatos é algo que eu valorizo como positivo. E, portanto, não há contaminação. Nem o doutor José Luís Carneiro se deixa contaminar por mim, nem eu me deixo contaminar pelo Partido Socialista.

António José Seguro, que aproveitou ainda para protestar contra a decisão da Comissão Nacional de Eleições de deixar os candidatos excluídos pelo Tribunal Constitucional nos boletins de voto do dia 18 de janeiro. António José Seguro saiu da reunião com José Luís Carneiro a saber que o líder do PS vai marcar presença na campanha do socialista já no próximo domingo, dia 4. E para André Ventura, os boletins de voto devem ser alterados, embora a Comissão Nacional de Eleições diga que isso não é possível. O candidato a Belém, apoiado pelo Chega, afirma que não quer votos desperdiçados, sublinha que todo o cuidado é pouco.

Não é por estar um aviso à entrada da escola ou do sítio onde se vota a dizer: "Atenção, estes três candidatos não contam", que não há pessoas que vão votar e que o seu voto será inútil. Em democracia, nenhum voto é inútil, mesmo que seja num candidato menos votado. Portanto, eu acho que isso ainda se pode resolver.

André Ventura, nesta segunda-feira, numa ação de campanha em Vila Nova de Milfontes, no Conselho de Odemira, diz que vai procurar resolver a situação da forma mais diplomática e menos contestatária. Dos boletins de voto para as presidenciais, vão constar nomes de candidatos excluídos, porque o sorteio e o grafismo dos boletins foi feito antes da validação final das candidaturas. Dos iniciais 14 candidatos, só 11 acabaram elegíveis, sendo que ainda há recursos no Tribunal Constitucional, mas mandam as regras que os boletins têm de estar prontos no dia 1 de janeiro. As críticas de Catarina Martins vão no mesmo sentido. Considera que a presença de candidatos não confirmados nos boletins de voto é um absurdo. A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda pede que se alterem os prazos legais.

Eu acho muito difícil explicar que não tenha sido ainda possível arranjar a forma de ultrapassar esse problema. Se o problema é de prazos, alterem-se os prazos. Se o problema é de procedimentos, alterem-se os procedimentos. Mas reparem, ter num boletim de voto nomes de pessoas que não se candidatam é um absurdo.

E noutras reações, João Cotrim Figueiredo diz que é uma daquelas consequências infelizes de um processo eleitoral que há muito precisava de ser revisto. Luís Marques Mendes fala em desleixo do Estado. Henrique Coveia Melo antecipa uma confusão entre os eleitores na hora de votar com nomes de candidatos não elegíveis no boletim de voto. A Comissão Nacional de Eleições já lamentou esta situação. Na atualidade internacional, Donald Trump deixa o aviso ao Hamas: se não desarmarem, vão enfrentar o inferno. É uma ameaça do presidente norte-americano deixada na conferência de imprensa que sucedeu à reunião com o primeiro-ministro israelita, onde discutiram a segunda fase do plano de cessar-fogo em Gaza. Questionado sobre se pediu a retirada das tropas israelitas antes do desarmamento do Hamas, Donald Trump diz que o grupo palestiniano vai ter um período de tempo muito curto para abdicar das armas.

Bem, falámos sobre o Hamas e falámos sobre o desarmamento. E eles terão prazo muito curto para se desarmarem. E veremos como isso vai funcionar. O Steve Witkoff e o Jared Kushner ficarão responsáveis por isso do nosso lado, mas se eles não desarmarem como concordaram em fazer, porque eles concordaram com isso, então haverá um inferno para eles. E nós não queremos isso. Não estamos à procura disso, mas eles têm que desarmar dentro de período de tempo bastante curto.

Donald Trump frisou ainda que Israel tem cumprido com o acordo de cessar-fogo e diz que a paz conseguida no Médio Oriente é para ser mantida. Já o primeiro-ministro israelita revelou que Donald Trump vai receber o Prêmio de Paz de Israel pelos esforços levados a cabo para acabar com a guerra na faixa de Gaza. A Rússia denunciou o alegado ataque ucraniano à residência oficial de Vladimir Putin. Kiev nega, mas Donald Trump dá o benefício da dúvida a Moscovo. O líder norte-americano confirma que soube do alegado ataque à residência do presidente russo através do próprio. Trump afirma que é a pior altura para este ataque.

O presidente Putin contou-me bem cedo manhã e ele disse que foi atacado. Não se esqueçam que eu parei o envio de mísseis Tomahawk à Ucrânia. Uma coisa é ser ofensivo, outra é atacar a casa dele. Não foi o tempo certo para fazê-lo. E eu soube diretamente do presidente Putin e fiquei muito chateado. Nós vamos descobrir. Vocês estão a dizer que pode não ter acontecido? Talvez, mas o presidente Putin me disse sim.

Moscovo alega que Kiev enviou 91 drones para um ataque à residência oficial de Putin, supostamente todos abatidos. Do lado ucraniano, o presidente Volodymyr Zelensky rejeita as acusações do Kremlin.

Outra mentira da Federação Russa. Ficou claro que ontem tivemos uma reunião com Trump e é claro que para os russos, se a Ucrânia não tiver nenhum escândalo com os Estados Unidos, então nós temos progresso e isso para eles é um falhanço. Eles estão simplesmente a preparar-se para lançar ataques, provavelmente na capital e provavelmente em edifícios do governo.

Depois de se ouvir as duas versões da história, os Estados Unidos dizem que vão investigar esse alegado ataque. E morreram duas pessoas no ataque norte-americano a um navio no Oceano Pacífico. As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram esta segunda-feira um ataque contra um navio suspeito de tráfico de drogas. A partir de uma publicação nas redes sociais esta noite, o SOUTHCOM, o Comando Sul dos Estados Unidos, afirma que morreram dois homens alegadamente narcotraficantes. Nenhum militar das Forças Armadas dos Estados Unidos ficou ferido. É o 30° ataque norte-americano no Pacífico desde o início de setembro, o primeiro ataque letal desde há uma semana, quando Donald Trump afirmou que os Estados Unidos tinham acabado uma grande instalação como parte de uma campanha de pressão contra a Venezuela. E olhamos ainda para o desporto. O Futebol Clube do Porto venceu o Aves por 2 x 0, no Estádio do Dragão. Isto num jogo a contar para a jornada 16 do campeonato. Os dois gols foram marcados por Samu aos 48 e aos 64 minutos de jogo e no final da partida, o treinador dos Dragões, Francesco Farioli, considera que a vitória foi justa para os azuis e brancos.

Depois de ver no início do jogo que eles seguiram uma estratégia clara, que é absolutamente respeitável, e o que eles têm de fazer não é fácil, quando se sabe que cada pontapé de baliza demorava mais de um minuto a jogar e tentavam abrandar o ritmo. Por isso, não foi fácil entrar no ritmo. Acho que a segunda parte foi melhor, abordamos com mais iniciativa e isso levou ao resultado, que acho bem merecido.

Declarações de Francesco Farioli, treinador dos Dragões. O Porto soma assim a 15° vitória no campeonato e mantém a invencibilidade, tornam a carimbar o primeiro lugar isolado no campeonato com uma vantagem de cinco pontos sobre o segundo lugar, Sporting, e alargam a distância para o terceiro lugar, o Benfica, que estão a 10 pontos acima dos encarnados. O próximo jogo de futebol do Futebol Clube do Porto é já este domingo, o primeiro dia do ano, frente ao Santa Clara, em São Miguel, nos Açores. É uma partida que pode acompanhar com relato e análise aqui na Rádio Observador. É o ponto final deste noticiário, mas deixe-se ficar. Já a seguir, conferência de imprensa.