O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, comprometeu-se esta sexta-feira a “combater passo a passo” o novo chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, que descreve como “o arquiteto das políticas mais bárbaras e desumanas” da administração Trump.

“Donald Trump não aprendeu nada com a sua derrota histórica”, destacou Chuck Schumer nas redes sociais, poucos dias depois da derrota dos republicanos nas eleições intercalares, acrescentando que o Presidente norte-americano “não podia ter feito pior escolha” do que Stephen Miller, atual conselheiro do bilionário republicano e defensor de uma linha dura contra a imigração.

Os democratas manifestaram a sua indignação pela nomeação, afirmando que as eleições intercalares representaram também uma rejeição dos métodos brutais do ICE (agência de imigração), o organismo responsável pela campanha de deportações em massa defendida pela Casa Branca.

“Stephen Miller é um xenófobo perigoso e um extremista insano que tem sangue americano nas mãos”, realçou Hakeem Jeffries, líder dos democratas na Câmara dos Representantes, a câmara baixa do Congresso norte-americano.

Donald Trump nomeou o seu conselheiro Stephen Miller, um aliado fiel e representante da direita radical, para o influente cargo de chefe de gabinete da Casa Branca.

A escolha sinaliza uma disposição para o confronto, em vez da moderação, após a derrota do seu partido nas eleições intercalares.

Trata-se da primeira grande reestruturação após a vitória expressiva do Partido Democrata nas eleições intercalares, realizadas na terça-feira, um resultado interpretado como uma rejeição contundente dos dois primeiros anos do segundo mandato de Trump.

“O Stephen está comigo desde o início. Percebe as coisas. É um estratega político astuto”, frisou o Presidente norte-americano aos jornalistas na Casa Branca.

Na sua rede social, a Truth Social, Trump detalhou que Stephen Miller, de 41 anos, vai assumir na segunda-feira o lugar da atual chefe de gabinete, Susie Wiles, de 69 anos. Wiles passará a desempenhar outras funções na órbita do bilionário, mas fora do governo.