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Seis horas. As notícias com Miguel Gato.
Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes voltaram a trocar duras acusações, desta vez no debate que reuniu ontem os 11 candidatos à Presidência da República na RTP. Os dois adversários continuam numa troca de palavras devido ao passado profissional do candidato apoiado pela AD, sendo que os outros candidatos, Miguel Viterbo Dias, também participaram nesta discussão.
O debate, contudo, voltou a marcar fricções entre dois candidatos.
Empresa JMF, empresa ACA e outras empresas que estão relacionadas com influências. Por exemplo, os painéis solares na Madeira, como é que foram?
São tudo insinuações.
Henrique Gouveia e Melo a lançar acusações a Marques Mendes, que aproveitou para responder.
Eu nunca fui facilitador de negócios. Eu sou uma pessoa íntegra e por isso manifesto aqui a minha indignação perante alguém que se especializou em atirar lama. A ordinarice.
O candidato apoiado pela AD a afirmar que nunca facilitou negócios e a ir mais longe na resposta ao almirante. No meio de tudo isto, António José Seguro acrescentou apenas:
Estou nesta campanha para elevar o debate.
O candidato apoiado pelo PS, que pode contar com o apoio adicional.
No que de mim depender, não será por mim que António José Seguro não será presidente da República de Portugal.
Mas apesar da intenção de Jorge Pinto, já adiantada pelo Observador, António Filipe garante que vai até ao fim.
A minha candidatura é para levar até ao fim, ponto final, parágrafo, porque a minha candidatura não é uma candidatura satélite.
E Catarina Martins desconfia das intenções.
Se Jorge Pinto queria consertar alguma posição, podia-me ter telefonado.
Se António José Seguro pode vir a ter apoio à esquerda, isso não é suficiente para escapar aos ataques de Gouveia e Melo.
Disse que o PS era um partido invisível de interesses no tempo do doutor António Costa e agora recuperou todos os costistas.
O almirante a recordar o passado partidário num debate em que esteve ao ataque. À direita, João Cotrim Figueiredo e André Ventura continuam a atirar a Marques Mendes.
Nós não precisamos de mais conversa de pactos, nem precisamos de um presidente que seja, com todo respeito, uma marioneta de Luís Montenegro.
Enquanto Cotrim Figueiredo reclama legados.
Com atenção, eu não me reclamei de herdeiro de ninguém. Revejo muito mais naquele exemplo que Francisco Sá Carneiro nos deu e, já agora, na coragem política de Passos Coelho também.
O debate a 11 na RTP, com acusações políticas entre praticamente todos os candidatos, mas com consenso final pela voz de Manuel João Vieira.
Gostei muito de estar aqui.
Miguel Viterbo Dias com os destaques das acusações políticas no debate entre 11 candidatos presidenciais, que foi transmitido pela RTP durante duas horas e meia. A discussão também esteve em cima da mesa sobre as desistências de candidaturas à esquerda. A situação na Venezuela também esteve em destaque, entre condenações da agressão norte-americana e aplausos ao fim de uma ditadura. Os candidatos partilharam preocupações com o futuro. Pede-se uma posição firme da Europa, até porque Miguel Cordeiro há a preocupação com os riscos que Portugal corre perante as intenções de Donald Trump.
A Venezuela é do outro lado do Atlântico, mas há candidatos que alertam para os riscos que podem ser bem próximos.
E receio bem que os mesmos argumentos usados para a Groenlândia possam ser usados sobre os Açores. A Europa tem que responder a isso, mas é que aí não pode haver a menor das tibiezas.
Tal como Cotrim Figueiredo, Jorge Pinto mostra preocupação com os Açores.
Ontem foi a Venezuela, o que é que será amanhã? A Groenlândia está na lista de vontade de ataques do Donald Trump. E quem nos diz se não vai ser os Açores?
Entre os riscos que se levantam perante a atuação dos Estados Unidos da América, Gouveia e Melo mostra currículo.
Eu considero que estou bem preparado e tenho conhecimentos de geoestratégia e de geopolítica que me ajudam a entender este mundo.
Manuel João Vieira alerta para um mercado que diz muito a Portugal.
Na Groenlândia, onde temos bacalhau, eu ainda hoje comi bacalhau à Brás e gostava de dizer que não gosto que os americanos lá estejam.
Catarina Martins pede clareza a Bruxelas.
Na Europa, deve haver uma articulação, uma cooperação para a segurança e para a defesa, ter opiniões titubeantes. É que é mesmo muito perigoso.
António José Seguro diz que uma reunião na Europa já vem tarde.
Já devia ter sido tomada a iniciativa, ao nível europeu, de haver uma convocação de uma reunião de líderes da NATO para apreciar a situação global.
Com os riscos em cima da mesa, questiona-se a posição do governo.
Quando não se condena, deixa de se ter qualquer autoridade política ou moral para invocar o direito internacional seja onde for.
Quando diz não condena, está a falar de quem?
O governo português, óbvio.
E se António Filipe quer uma condenação clara, Marques Mendes diz que o governo e o presidente da República disseram o que podiam e mostra preocupação com o futuro.
O importante é isto: o futuro da Venezuela tem que ser decidido pelos venezuelanos, em democracia, em liberdade, sem limitações e sem condicionamentos.
André Pestana ouviu Marques Mendes e quis lembrar Pedro Passos Coelho.
Eu nunca apoiei Nicolás Maduro nem tive relações políticas excelentes. Passos Coelho assumiu, isso é público.
Humberto Correia teve a última palavra e quis dizer que os Estados Unidos da América criaram um ciclo vicioso.
A América primeiro semeia o fogo e depois vende a água. A Europa tem que se unir e não se vergar em relação à América, sobretudo em relação à Groenlândia.
Miguel Cordeiro com o tema da Venezuela, que também marcou este debate de ontem na RTP. A presidente interina da Venezuela garante que o país não vai ser governado por nenhum agente externo. Resposta de Delcy Rodríguez às ameaças de Donald Trump. O presidente norte-americano prometeu que a líder iria pagar um preço mais alto do que Nicolás Maduro, caso não colaborasse com os Estados Unidos. Ora, Delcy Rodríguez diz que o futuro da Venezuela pertence a Deus e ao povo venezuelano e, por isso, rejeita que Caracas seja, a partir de agora, governado a partir de Washington. O ataque norte-americano na Venezuela terá matado cerca de 75 pessoas, segundo avançam fontes norte-americanas ao jornal Washington Post. Os números incluem soldados venezuelanos, cubanos e civis, também venezuelanos, sem diferenciar entre militares e civis. Do lado norte-americano, contabiliza-se menos de uma dezena de feridos e apenas dois deles ainda estão internados, informou o Pentágono ontem. A ministra dos Negócios Estrangeiros da Gronelândia anuncia que pediu, juntamente com a Dinamarca, uma reunião com os Estados Unidos para discutir as recentes declarações de Donald Trump sobre a eventual aquisição do território autônomo. O anúncio foi feito através de uma publicação no Facebook. Viviene Motzfeldt solicita um encontro com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. Na mesma publicação, pode ler-se que este não é o primeiro pedido feito para uma reunião deste gênero ao nível dos negócios estrangeiros dos países, encontro que não foi possível no ano de 2025, apesar dos esforços da Gronelândia e também da Dinamarca. Da noite de ontem surgiram mais declarações da administração Trump sobre este tema polêmico. A mais recente é a de Marco Rubio, que admite aos congressistas em Washington que Trump pretende mesmo comprar a Gronelândia e não invadir. Mas horas antes, a porta-voz da Casa Branca disse à CNN que o presidente dos Estados Unidos não descarta a via militar, caso seja necessário. No futebol, já é conhecido o primeiro finalista da edição deste ano da Taça da Liga, o Vitória Sport Clube de Guimarães venceu ontem à noite o Sporting por 2 x 1. Os dois gols dos vimaranenses foram apontados para lá do minuto 90, pelo mesmo jogador, Ndoye, enquanto o tento leonino foi marcado por Luís Suárez, ainda na primeira parte. No final do jogo, o treinador leonino, Rui Borges, não escondeu a tristeza pelo resultado e também não escondeu a tristeza por mais duas lesões no plantel leonino.
Um jogo competitivo, um jogo difícil de início ao fim, um jogo onde o Vitória acreditou até o final, acabou por conseguir ser feliz nesse sentido, onde na segunda parte poderíamos ter feito 2 x 0. Não fizemos, também por mérito do guarda-redes do Vitória, em alguns momentos. Por isso, depois foi o acreditar do adversário, é dar os parabéns ao adversário e seguir em frente. Triste, porque realmente às vezes parece que é um caso de estudo, o Sporting. Saímos daqui com mais duas lesões e isso deixa bastante triste.
Eduardo Quaresma e Joanídes saíram lesionados deste Sporting-Vitória, que terminou com o triunfo do conjunto de Guimarães. O técnico vimaranense, Luís Pinto, enaltece o feito da equipe, que está pela primeira vez na final da Taça da Liga.
A forma como sempre quisemos estar a disputar o jogo com coragem e era algo que nós tínhamos que conseguir para ter um resultado positivo contra um adversário com esta qualidade e capacidade. E desde o primeiro ao último minuto conseguimos isso. Na segunda parte, pelo menos por sensação, até conseguimos mais alto no campo, não tivemos que correr tantas vezes para trás como na primeira. Por isso, sim, além de tudo o resto, da organização, a alma vitoriana esteve presente e é algo que nos deixa felizes.
A alma vitoriana, que foi decisiva para este triunfo do Vitória Sport Clube, segundo as palavras de Luís Pinto. A final da Taça da Liga é no sábado. O Vitória vai encontrar o vencedor do encontro entre o Benfica e o Sporting Clube Braga, que é esta noite. Um jogo com relato em direto na Rádio Observador, a partir das 8 horas da noite.