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As notícias com Nadine Soares.
Bom dia, começamos com as presidenciais. André Ventura não recusa o voto dos membros do grupo neonazi 1143. O candidato presidencial desvaloriza e fala em deslealdade jornalística, até porque quer o voto dos portugueses comuns. O grupo 1143 tem estado na ordem do dia. Ontem, 37 membros foram detidos com antecedentes criminais e ligações a grupos de ódio internacionais. Entre os detidos, estão três militantes do CHEGA, que já foram candidatos pelo partido de André Ventura em eleições. Foi, por isso, tema de ontem na grande entrevista da RTP. André Ventura negou qualquer ligação ao grupo, mas não rejeitou quaisquer votos.
O relevante é esse grupo dizer que me vai apoiar? Bom, então nesse caso, temos que ver quem são os apoios dos outros candidatos todos. Uma coisa qualquer. Vitor, francamente, se fizerem isso com todos os candidatos, não há candidatos que resistam.
Mas não está a desvalorizar nada?
Eu não estou a desvalorizar nada. Eu estou a dizer que não faz sentido, é deslealdade jornalística. Francamente, mas é a deslealdade jornalística ver assim: "Grupo neonazi apela ao voto em André Ventura". É verdade, mas também há muitos pensionistas com pensões-
Mas o senhor pode chegar aqui, André Ventura, e dizer: "Eu recuso o voto dessas pessoas."
Vitor, eu não tenho que recusar. As pessoas que quiserem votar em mim, vão votar. Quem ganha eleições, quem vai a eleições. Eu quero o voto dos portugueses comuns.
André Ventura entrevistado ontem à noite na RTP. O candidato presidencial admite também que está a contar com o voto dos social-democratas na segunda volta. André Ventura desvaloriza os apoios, que se têm multiplicado ao candidato apoiado pelo PS, António José Seguro. Diz que no dia 8 de fevereiro sabe bem onde a direita moderada vai colocar a cruz no boletim de voto.
Eu sei que o povo social-democrata vai votar em mim. Isso eu sei. O país tinha várias escolhas à direita para poderem disputar com o espaço socialista esta eleição. Escolheram-me a mim, não escolheram outro. O trabalho que temos que fazer agora é evitar que um socialista chegue à Presidência da República, é evitar que o socialismo, com todos os males que trouxe, de corrupção, de desorganização do Estado, de despesismo, de bancarrota.
Nesta entrevista à RTP, Ventura admitiu ainda dificuldades em debater com António José Seguro, acusa o oponente de não ter qualquer ideia que se conheça. O CDS vai adotar uma posição de neutralidade na segunda volta das eleições presidenciais. O partido recusa apoiar qualquer candidato. É uma posição revelada em comunicado. O vice-presidente Álvaro Castello-Branco sublinha, já em entrevista à Agência Lusa, que o CDS está afastado de qualquer um dos candidatos da segunda volta.
O CDS não está próximo de nenhum dos candidatos que o povo português legitimamente quis colocar em confronto na segunda volta. O CDS combate o socialismo e o CDS rejeita o populismo. Por isso, e em coerência, o CDS não terá nenhum empenhamento orgânico, nem institucional nesta segunda volta, nem dará apoio a qualquer um dos candidatos.
São declarações de Álvaro Castello-Branco, vice-presidente do CDS, em declarações captadas pela Agência Lusa. E nesta linha, Luís Montenegro insiste também em não tomar partido de nenhum dos candidatos na segunda volta das presidenciais. O primeiro-ministro esteve esta quarta-feira no debate quinzenal, defendeu que não é o governo que vai a votos no dia 8 de fevereiro, acabou a ouvir apelos de apoio por parte do CHEGA e críticas da Iniciativa Liberal, que já tem vários membros com apoio declarado a António José Seguro. Vasco Maldonado Correia.
A primeira volta já lá foi e a segunda está para chegar. E por isso, Pedro Pinto, líder parlamentar do CHEGA, lembra palavras antigas do primeiro-ministro para perguntar de que lado vai estar.
Montenegro considera que o maior problema na política portuguesa é mesmo o socialismo. Ó senhor primeiro-ministro, nós estamos de acordo. E agora?
Ora, Montenegro continua a recusar envolver-se na segunda volta, mas pega nos votos de vários candidatos para dizer que o espaço do governo continua igual.
No espaço político central, a votação esteve dispersa por vários candidatos.
Já o líder parlamentar social-democrata, Hugo Soares, aponta para contradições no discurso do Chega.
O senhor deputado vem aqui fazer um flic-flac à retaguarda. Já não há medo que Montenegro entre na campanha e até dava muito jeito que o primeiro-ministro apoiasse o vosso candidato.
Mariana Leitão lamenta que o PSD tenha mantido o apoio a Marques Mendes na primeira volta. Alerta para as consequências dessa decisão.
Impede, no futuro, que se implementem as reformas que o país precisa e o senhor primeiro-ministro sabe disso. E no fundo, coloca o país perante um quase abismo político.
À esquerda, Isabel Mendes Lopes, do LIVRE, não percebe por que Montenegro não se posiciona.
Se não se consegue escolher entre um democrata e alguém que quer abertamente quebrar as regras e quebrar com o regime, está também a falhar aos nossos concidadãos.
O líder do PS não quis falar em presidenciais. José Luís Carneiro apontou falhas ao governo na saúde e diz que voltou atrás com a palavra na carga fiscal.
Nunca, nunca, nunca, nunca, nunca, nunca aumentar os impostos. Pois, senhor primeiro-ministro, eu tenho aqui as duas portarias que aumentaram os impostos sobre os combustíveis e que aumentaram os impostos sobre a habitação.
José Luís Montenegro, alvo de críticas à esquerda e à direita no primeiro debate quinzenal, depois da primeira volta das presidenciais.
Vasco Maldonado Correia, com os destaques do debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República. E Marcelo Rebelo de Sousa vai voltar a ser militante do PSD e é já a partir de março, quando deixar de ser chefe de Estado. A revelação foi feita pelo próprio numa reunião com os eurodeputados em Estrasburgo. O Presidente da República aproveitou, na despedida das instituições europeias, para deixar vários recados em público e em privado. Miguel Viterbo Dias.
E uma dessas revelações privadas é de que vai voltar a ter cartão de militante do PSD, que tinha deixado na São Caetano à Lapa, quando se candidatou a Belém Marcelo Rebelo de Sousa esteve num encontro com eurodeputados e ao que foi relatado ao Observador, o ainda presidente da República diz que já perdeu a mão do comentariado. Também nesse encontro, o chefe de Estado mostrou-se um adepto do centro moderado, ao dizer que começou com o governo mais à esquerda de sempre, o da geringonça, e termina com aquele que tem o apoio parlamentar mais à direita, o de Luís Montenegro. Já em Ione, aos jornalistas, o chefe de Estado elogiou os portugueses por fazerem pontes impossíveis e no plano nacional desvaloriza eventuais conflitos politicopartidários.
As pedradas, mesmo quando são entre portugueses, descobre-se depois que é uma pedra mole, é uma pedra de lioz, calcária, que é muito mais flexível e maleável, não fere tanto.
Marcelo Rebelo de Sousa, perto do seu deserto, mas antes de deixar o lugar, ainda vai procurar visitar os Açores, a Madeira, Espanha e o Vaticano.
Miguel Viteiro Dias, em Estrasburgo, a acompanhar a sessão solene dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia. Noutros temas, está a chegar a depressão Ingrid. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou a faixa costeira de Portugal continental sob aviso laranja, entra em vigor já esta quinta-feira. E no sábado passa a vermelho. De acordo com Patrícia Gomes, meteorologista do IPMA, hoje piora, principalmente no centro e norte do país, e a chuva não vem sozinha.
Vamos ter também uma intensificação do vento, principalmente nas regiões do litoral norte, com rajadas previstas até 75 km/h. A neve e a agitação marítima serão os parâmetros mais significativos. A agitação marítima já se faz sentir em quase toda a costa ocidental.
O IPMA prevê ainda uma pequena descida de temperaturas e as mínimas vão estar abaixo dos 10 graus na maior parte dos distritos. Amanhã, há nova descida dos termômetros. Na atualidade internacional, Mark Rutte diz que a soberania da Gronelândia não foi tema em reunião com Donald Trump. O secretário-geral da NATO esteve reunido com o presidente norte-americano à margem do Fórum Davos, na Suíça. Em declarações à Fox News, Rutte revelou que foi abordada a proteção do Ártico, o que inclui a Gronelândia, mas questões de soberania não estiveram na discussão. Mark Rutte defende que é necessário proteger esta região dos interesses dos chineses e dos russos. E depois deste encontro, Trump anunciou um princípio de futuro acordo sobre a Gronelândia, que ao concretizar-se pode evitar a imposição de tarifas norte-americanas a países europeus. Este entendimento tem como objetivo reforçar a segurança na região do Ártico. E terminamos no desporto. O Benfica perdeu na Liga dos Campeões contra a Juventus por 2 x 0. Gols marcados na segunda parte da partida, foram dois gols em nove minutos. Pavlídis desperdiçou uma grande penalidade ao atirar para o lado. Esta derrota coloca em risco a continuidade da equipa portuguesa na competição. Precisa de vencer na recepção ao Real Madrid e mesmo assim tem de esperar pelos resultados das outras equipas. Na reação ao jogo, José Mourinho considerou que a equipa fez tudo para ganhar, mas só vence quem marca gols.
No futebol, ganha quem marca. E há mil exemplos de equipas que fazem pouco pra ganhar, mas ganham, e outras equipas que fazem tanto pra ganhar e não ganham. Eu acho que nós hoje fizemos muito pra ganhar, com as nossas limitações, fazemos um jogo forte, só que nos últimos 20 metros é preciso ser objetivo, é preciso, como eu às vezes digo, partir a baliza.
A análise de José Mourinho, técnico do Benfica. As Águias vão receber o Real Madrid no Estádio da Luz, já na próxima quarta-feira, dia 28, às 20h. Fica por aqui este noticiário, mas deixe-se ficar. Já a seguir, conferência de imprensa.