Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As notícias com Nadine Soares. Bom dia, começamos pelo mau tempo. Marcelo Rebelo de Sousa admite que a explicação do Governo às populações não correu bem. Foi no final de uma reunião no posto de comando de Ourém, uma das zonas afetadas pela depressão Christine. O chefe de Estado considera que as explicações do Executivo sobre o impacto da tempestade não aconteceram da melhor forma.
Não é para dizer que o Governo esteve melhor ou pior. Há coisas em que esteve melhor e coisas que esteve pior. A explicação às pessoas, em muitos casos, não correu bem.
E, por isso, Marcelo Rebelo de Sousa defende que os apoios às famílias e empresas afetadas devem chegar nos próximos dias. O presidente da República, que garante que está de acordo com o primeiro-ministro sobre quais são as prioridades. Neste momento, Marcelo Rebelo de Sousa avisa que a revisão do PRR tem que ser focada nas consequências desta tempestade. O chefe de Estado, que admite que a prevenção pode ter falhado, mas acredita até que a resposta foi melhor do que nos incêndios de 2017.
Primeiro lugar, aprendemos que o trabalhar em equipe é fundamental. E o trabalho em equipe aqui, na resposta de conjugação de entidades, foi melhor do que há oito anos. Muito melhor. Aprendemos que era fundamental prevenir. E aqui pode ter falhado, porque a prevenção ficou aquém do que aconteceu, mas houve uma preocupação de prevenção. E agora está a haver para quinta-feira e para sábado.
O presidente da República, que vai continuar a visitar as zonas mais afetadas pelo mau tempo, hoje vai estar em Pedrógão. E a Proteção Civil dá conta de mais de 800 ocorrências até às 11 da noite. É o balanço mais recente. A chuva forte relacionada com a tempestade Leonardo já se faz sentir. De acordo com as informações dadas pela Proteção Civil, a agência usa queda de árvores ou estruturas, inundações, limpeza de vias ou deslizamento de terras, são as ocorrências mais registadas. Há também vários alertas para limpezas de via e sinalização de perigo. A região Centro e Lisboa Vale do Tejo mantêm-se as zonas mais afetadas. Na região de Leiria estão no terreno cerca de 500 operacionais, devido ao vento forte. Em Portugal continental estão mobilizados, no total, mais de 40 mil operacionais. Uma das zonas com inundações a esta hora é Oeiras. O presidente da Câmara esteve no terreno durante a noite e desvalorizou os problemas. Isaltino Morais diz que é comum a ribeira da Laje galgar. O autarca diz que as casas estão longe das zonas mais alagadas e que a única preocupação reside na Associação Desportiva de Oeiras.
Esta ribeira, não é preciso muita água, ali na zona do Jardim Municipal, transborda com frequência. É uma situação normal quando há chuva intensa. Por isso é que não é uma grande preocupação para nós, porque já estamos habituados a que transborde. Se realmente transvasar mais acima, pode provocar problemas ali na Associação Desportiva de Oeiras. Mas digamos que é o único equipamento suscetível de poder vir a sofrer alguma coisa com a cheia. Apesar de ser uma área urbana, as habitações aqui estão muito afastadas. Portanto, esse problema não se põe.
Isaltino Morais diz ainda que há mais de 200 meios no terreno atentos ao desenvolvimento do mau tempo. Só em Oeiras foram registadas quase 30 ocorrências durante a noite. É um balanço feito pelo comandante sub-regional da Grande Lisboa à Rádio Observador. Hugo Santos, que admite que é possível que estejam algumas estradas cortadas, mas garante que é uma situação até normal face à precipitação que se faz sentir.
Estamos a falar de inundações na via pública, fruto da precipitação intensa que se fez sentir. Não há assim grande impacto, principalmente nas vias principais, nem autoestradas, nem na marginal, nem nada disso. Estamos a falar de sarjetas entupidas, alguma insuficiência de drenagem nos sistemas de escoamento e como não estava a dar vazão, acabou por haver alguns alagamentos de vias naqueles sítios historicamente identificados, principalmente nas zonas mais baixas.
Hugo Santos, comandante sub-regional da Grande Lisboa, em declarações à Rádio Observador. As Forças Armadas anunciaram o reforço de botes para combater os efeitos da tempestade. Devido à previsão do agravamento do tempo, foram posicionados mais de 40 botes e respetivas equipas nas zonas de Coimbra, Tancos e Águeda, precisamente 42 botes. É o que indica o gabinete do chefe do Estado, maior general das Forças Armadas, em comunicado. Estas equipas estão a ajudar na desobstrução e limpeza de vias. A ministra do Ambiente e da Energia afirma que 10 mil euros são suficientes para uma primeira fase de reconstrução das casas afetadas pelo mau tempo. O primeiro-ministro anunciou que os donos das casas atingidas vão ter acesso a uma verba até 10 mil euros. Já a entrevista esta noite à CNN Portugal, a ministra Maria da Graça Carvalho esclarece que se trata de um valor suficiente para os estragos até agora observados.
Os casos que nós verificamos, tanto no distrito de Leiria como em vários locais afetados, o tipo de destruição é essencialmente os tetos ou parte dos tetos e é um valor que eu penso que é razoável para esta primeira reconstrução de uma habitação. Repor as telhas, muitas vezes não é todo o telhado, às vezes é todo o telhado, mas muitas vezes é parte do telhado e, portanto, os 10 mil euros serão uma boa ajuda para repor o telhado.
A ministra Maria da Graça Carvalho, em entrevista à CNN Portugal, entre hoje e amanhã fica disponível a plataforma online para que as pessoas possam pedir os apoios à reconstrução das casas. Falamos ainda das eleições presidenciais. A Comissão Nacional de Eleições indica que vão existir alterações pontuais nos locais de voto no próximo domingo, devido aos estragos da depressão Christine. Em comunicado, o porta-voz da CNE alerta os eleitores a informarem-se no próprio dia sobre onde votar, porque a mesa de voto pode ter sido alterada. Explica que a maioria das alterações se deve a estragos causados pelo mau tempo nos edifícios onde iria acontecer a votação. Até o momento, já solicitaram alteração do local de voto, municípios de 10 dos 18 distritos de Portugal continental e um da Região Autônoma da Madeira. Ainda nas presidenciais, António José Seguro continua na frente das sondagens, mas a distância de André Ventura começa a ser menor. É o que indica a mais recente sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica para o jornal Público, RTP e Antena 1. António José Seguro conta com 67% das intenções de voto. Já André Ventura aparece com 33%. António José Seguro, que já reagiu a esta sondagem, a estes dados, deixou um apelo ao voto, diz o candidato presidencial apoiado pelo Partido Socialista, que apesar das sondagens serem positivas, o resultado da eleição está longe de estar decidido.
Eu sei que é o meu receio, é que as pessoas pensem dessa forma e que digam: "bem, o meu voto não faz a diferença". Não é verdade. Faz toda a diferença. E por isso eu apelo a cada portuguesa e a cada português que no próximo domingo vão votar. É importante que fique claro que o país vai escolher um candidato, um presidente da República, o próximo presidente da República, mas também um caminho, um caminho de moderação, um caminho de diálogo. Eu venho para mudar, mas preciso do voto de cada português. É a isso que eu apelo. É melhor votarem no domingo do que ter dissabores na segunda-feira.
António José Seguro, em declarações à RTP esta noite em Lisboa. E um grupo de reitores está ao lado de António José Seguro na corrida à Belém por dar um papel essencial ao conhecimento. É uma declaração de apoio intitulada por "Defender a Democracia é Valorizar o Conhecimento". É subscrita por antigos e atuais reitores de universidades portuguesas. Entre os apoiantes de António José Seguro está Maria de Lourdes Rodrigues, a atual reitora do ISCTE, explica à Rádio Observador porque decidiu assinar este manifesto. Vamos escutar esse som de Maria Lourdes Rodrigues.
Há um movimento, uma dinâmica de apoio à candidatura de António José Seguro, que ao fim e ao cabo, também tem um símbolo de defesa dos valores da academia, de defesa dos valores da investigação, num momento que é um momento muito importante, em que aquilo que podemos estar a decidir com esta eleição é, de facto, a defesa da democracia, a defesa dos valores do humanismo, dos valores da academia, do pluralismo, da universalidade.
Já em relação ao opositor de António José Seguro, a reitora do ISCTE diz que não faz sentido que André Ventura se apresente como um candidato antissistema. Maria Lourdes Rodrigues, que é uma das subscritoras do manifesto que critica André Ventura e apoia, por isso, António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais. E terminamos na atualidade internacional. Donald Trump nega que o mais recente ataque a Kiev seja uma promessa quebrada por Vladimir Putin. A Rússia realizou o maior ataque do ano à capital ucraniana depois da semana de tréguas acordada entre Putin e Donald Trump para os ataques a Kiev e à central elétrica da Ucrânia ficarem suspensos. Estes ataques por parte da Rússia duraram quase cinco horas seguidas, deixaram 60% da cidade sem eletricidade. Volodymyr Zelensky acusou Vladimir Putin de faltar com a palavra, disse que aguardaria a reação norte-americana a pedir consequências. Ora, aí têm a reação. Donald Trump diz que o acordo era de domingo a domingo e por isso Vladimir Putin manteve a palavra, não quebrou qualquer acordo, apesar de ter atingido com força a capital ucraniana. Afirma ainda que é uma situação difícil, que apesar da suspensão apenas ter durado uma semana, os Estados Unidos aceitam qualquer coisa, mesmo que por um curto período de tempo. É a reação norte-americana citada pelos media internacionais. E é com a atualidade internacional que encerramos este noticiário. A informação está de volta às 06h30, mas deixe-se ficar já a seguir conferência de imprensa.