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As notícias com Miguel Gato.
O Parlamento começa hoje a discutir a proposta do orçamento do Estado para o próximo ano. O debate arranca às 15h, com uma intervenção do primeiro-ministro Luís Montenegro. O primeiro-ministro está há 11 dias sem uma intervenção pública sobre os protestos pela habitação, bem como a intervenção da PSP sobre os manifestantes, pelo que é esperado que seja confrontado pelos partidos da oposição sobre estes dois temas. Este é um debate que também deverá ficar marcado pela discussão sobre o aumento do custo de vida. O debate prolonga-se até amanhã, dia em que o orçamento será votado na generalidade. A aprovação está garantida graças à abstenção do Partido Socialista. Já a votação final global está marcada para o dia 24 de novembro. Enquanto dentro do Parlamento se debate o orçamento do Estado, os manifestantes pela habitação vão protestar em frente à Assembleia da República. A decisão foi tomada esta noite em assembleia popular. Depois da manifestação, já confirmada para o dia de hoje, o movimento explica que vai permanecer junto ao Parlamento para realizar uma assembleia popular e a possibilidade de uma nova acampada vai ser decidida esta noite. Não há, portanto, certezas sobre se os manifestantes vão ou não pernoitar junto à Assembleia da República, mas ficou a promessa de que vão ser montadas algumas tendas de forma simbólica. Informações apuradas pelo Observador. No Porto, esta noite os manifestantes decidiram mudar o local do protesto. Foram da Praça Dom João I para a Praça da Trindade, nas traseiras da Câmara Municipal do Porto, com o objetivo de chamar a atenção para o caso de um casal que foi ameaçado de despejo. A acompanhar este protesto, esteve esta noite a jornalista do Observador, Laura Figueiredo.
Foi uma noite de protesto relativamente calma aqui no Porto, contrariamente ao habitual. A assembleia popular aconteceu esta segunda-feira na Praça da Trindade, que fica nas traseiras da Câmara Municipal. E isto porque o movimento da Acampada Porto aliou-se ao movimento Habitação Hoje. Os dois movimentos uniram-se para denunciar os problemas de habitação na cidade, ao mesmo tempo que procuram também uma solução para um casal de campanha ameaçado de despejo há três anos. Foi este o principal tema do protesto de hoje e também o tema levado à assembleia municipal por um dos membros da Habitação Hoje. Ora, Pedro Duarte, o autarca, não participou nesta assembleia por ter outra reunião na área metropolitana. Enquanto decorreu esta assembleia municipal, que acabou perto da meia-noite, foi sendo transmitida cá fora, nas traseiras, na Praça da Trindade, enquanto os cerca de 100 manifestantes que aqui permaneciam assistiram a esta assembleia. No final, quando os vereadores deixavam a Câmara Municipal, os manifestantes entoaram alguns cânticos a dizer: "Despejos não, há mais despejos". E, por agora, depois de terminada a assembleia municipal, está a desmobilizar o protesto.
O retrato desta noite no Porto, trazido aqui pela jornalista Laura Figueiredo. O ministro dos Negócios Estrangeiros sai em defesa das forças de segurança e diz que uma coisa é o direito à manifestação, outra é a ocupação do espaço público. Paulo Rangel sublinha que as pessoas têm o direito à normalidade nas ruas. Foram declarações ontem à noite, em entrevista à TVI.
Há lugar para os manifestantes se manifestarem, mas não para ocuparem o espaço público, porque os outros também têm direitos constitucionais. As pessoas que têm lojas no Rossio ou na Praça Dom João I também têm direito a que esse espaço possa ser usado por aqueles que são os seus potenciais clientes. Portanto, é possível compatibilizar os direitos de todos. Aqui eu tenho visto um ou outro constitucionalista que está de má fé, porque, atenção, não existe só o direito à manifestação. Má fé, porque qualquer pessoa que tenha estudado direito constitucional sabe que há colisões de direitos. Agora, as pessoas que querem passear no Rossio também têm direito a passear, e não a que ele esteja ocupado.
Declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, na TVI. Já o secretário-geral do Partido Socialista foi ontem à noite questionado sobre como agiria perante os protestos se ainda estivesse no cargo de Ministro da Administração Interna. O líder do PS recusa responder diretamente a essa questão.
Se fosse ministro, significaria que haveria um outro primeiro-ministro, e com outro primeiro-ministro, nunca teríamos assistido àquilo a que estamos a assistir. Ou seja, aquilo a que estamos a assistir é um governo insensível, que se está a passar e a viver nas praças, nas cidades deste país, tem uma causa profunda, e a causa mais profunda é que o governo tomou políticas, adotou políticas que agravaram os problemas, que já eram problemas, naturalmente, em Portugal e noutros países do mundo.
José Luís Carneiro, à margem de um debate do Partido Socialista ontem em Braga. O secretário-geral do PS volta a apelar a que o governo deixe cair a nova lei do arrendamento. A Provedora de Justiça pediu ontem à PSP, com caráter de urgência, informações sobre a carga policial da madrugada de domingo, sobre os manifestantes que acamparam na Praça Dom Pedro IV, em Lisboa, no Rossio, e também na Praça Dom João I, no Porto. Hoje é dia de eleições legislativas em Israel e as urnas já abriram em todo o país. Mais de 7 milhões de israelitas são chamados às urnas nas primeiras eleições desde o ataque do Hamas do 7/10/2023. As últimas sondagens apontam para uma eleição renhida entre o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o antigo general Gadi Eizenkot. Os últimos estudos de opinião têm revelado um empate técnico entre os dois candidatos. O resultado vai ser conhecido esta noite e a Rádio Observador vai realizar uma emissão especial em simultâneo, em vídeo, no YouTube e também na rádio. Donald Trump reagiu aos resultados das eleições presidenciais brasileiras O presidente norte-americano falou ontem numa eleição que parece manipulada.
"Não tomei partido, mas francamente pareceu mais uma eleição manipulada. Não tomei partido, mas foi uma péssima imagem para o mundo. As eleições têm de ser incontestáveis e, para mim, aquilo teve muito mau aspecto. Não apoiei nenhum candidato, nem nada do gênero, mas acompanhei as eleições. Pareceram tão corruptas."
As palavras do presidente norte-americano ontem aos jornalistas. No Brasil, o candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, diz que vai ser o líder da oposição, ao mesmo tempo que reforça que o Partido Liberal vai avançar com uma ofensiva jurídica para revogar a eleição ganha por Lula da Silva. No desporto, Harry Kane é oficialmente o melhor jogador do mundo. Foi o grande vencedor da Bola de Ouro ontem à noite. O avançado inglês superou a concorrência de Kylian Mbappé e também de Lamine Yamal, que completaram o pódio. Kane teve uma temporada de grande destaque, marcou 73 gols em 65 jogos ao serviço do Bayern de Munique. Nota também para os portugueses que foram destacados neste ranking da Bola de Ouro, que estiveram presentes na lista de 30 melhores jogadores do mundo. São quatro: Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e também Bruno Fernandes. Ainda no futebol, o Benfica venceu ontem à noite o Santa Clara por 2 x 1 e reforça o segundo lugar do Campeonato Nacional. As Águias estão agora com mais quatro pontos do que o Sporting e a cinco do líder Futebol Clube do Porto. O treinador Marco Silva destaca a boa reação do Benfica, que começou a perder ontem nos Açores.
A equipa respondeu bem, não de uma forma totalmente consistente ao longo dos 45 minutos da segunda parte. Em espaços, após a vantagem, poderíamos e ainda devíamos ter controlado melhor o jogo com bola, mas nem sempre é possível ganhar a jogar muito bem. Hoje ganhámos de uma forma um pouco diferente, mas eu gostei da reação da equipa. Gostei muito da reação da equipa na segunda parte. O que eu lhes pedi ao intervalo, eles conseguiram colocar dentro do campo, acima de tudo, um pouco mais de calma, porque nós temos que ter, mesmo quando parece tudo difícil para nós, nós temos que ter mais calma e temos que ter mais personalidade para encarar esses momentos de frente como equipa.
Análise de Marco Silva à vitória do Benfica ontem no campo do Santa Clara. Já Petit, técnico dos açorianos, fala num resultado que foi injusto. O jogo terminou com muita confusão dentro do relvado. Houve cinco expulsões, entre as quais de John Duran, do Benfica, e também Luís Fernando, do Santa Clara. Foram os dois jogadores que foram expulsos. O Benfica vai exigir ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol a despenalização do avançado John Duran, por considerar que as imagens das televisões comprovam que a expulsão do jogador foi injustificada.