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São 7 horas. As notícias com João Gama.
Bom dia. Horas depois de os Estados Unidos bombardearem as principais centrais nucleares do Irão, mísseis iranianos voltam a atingir Israel. Voltam a ouvir-se sirenes no centro e no norte do país. As Forças de Defesa Israelita dizem que foram lançados perto de 30 mísseis iranianos na última hora. A cidade de Haifa é uma das 10 localidades que foram atingidas. As equipes de resgate estão no terreno. Pelo menos 11 pessoas ficaram feridas, 10 são feridos ligeiros. Em Tel Aviv, cinco feridos estão a ser tratados no hospital, dois são crianças. O espaço aéreo israelita está neste momento fechado. São ataques que acontecem depois do aviso de Teerão. O líder da diplomacia iraniana, Abbas Araqchi, já tinha avisado que os ataques norte-americanos terão consequências duradouras e Teerão reserva todas as opções para retaliar. O ataque dos Estados Unidos aconteceu esta madrugada. Donald Trump fala num momento histórico para o mundo e ameaça com mais ataques se a paz não chegar, e rapidamente. Bombardeiros norte-americanos atacaram com bombas antibunker as principais centrais nucleares do Irão, Fordow, Natanz e Isfahan. Na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos fala numa operação necessária e garante que, a partir de agora, a capacidade nuclear do Irão está neutralizada.
Há instantes, as Forças Armadas americanas levaram a cabo ataques de alta precisão nas três principais centrais nucleares do regime iraniano. Todos nós ouvimos falar delas e da estrutura do horror que elas representam. O nosso objetivo era destruir a capacidade nuclear do Irão, que é o maior Estado patrocinador do terror no mundo.
Declarações de Donald Trump na Casa Branca, na Sala Oval da Casa Branca. O presidente dos Estados Unidos classifica os ataques desta madrugada como históricos, diz que outros alvos podem ser eliminados numa questão de minutos e ameaça, desta forma, o regime de Teerão.
Ou há paz, ou há tragédia ainda maior para o Irão. Lembrem-se que ainda há muitos alvos por abater. Os alvos de hoje eram os mais difíceis de todos, mas se a paz não vier rapidamente, vamos atrás de todos os outros alvos com a mesma precisão e força. A maior parte dos outros alvos no Irão podem ser também abatidos em minutos. Não há outro poder militar como o nosso.
As declarações de Donald Trump na Casa Branca, nos Estados Unidos. Horas depois, na rede social Truth Social, o presidente norte-americano voltaria a deixar ameaças ao Irão. Escreve que qualquer retaliação contra os Estados Unidos terá uma resposta ainda maior. Quem também já reagiu foi Benjamin Netanyahu, diz que a promessa de eliminar o programa nuclear do Irão foi cumprida e agradece a intervenção dos Estados Unidos. O primeiro-ministro israelita diz que está alinhado com Donald Trump e que apenas a força pode garantir a paz no Médio Oriente.
A história vai lembrar que o presidente Trump cravou o regime mais perigoso do mundo. A liderança de Donald Trump criou um pilar para guiar o Médio Oriente para o futuro da prosperidade. Eu e o presidente Trump costumamos dizer que a paz vem através da força. Primeiro vem a força e depois a paz. E hoje os Estados Unidos agiram com muita força. Presidente Trump, obrigado. O povo israelita agradece.
A reação de Israel. Já as autoridades iranianas asseguram que os danos sofridos pelas centrais nucleares são diminuídos, até porque os complexos já teriam sido evacuados e os materiais nucleares já teriam sido retirados desde o início do conflito, há mais de uma semana, com Israel. O Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irão, assegura que os danos que os Estados Unidos vão sofrer em resposta serão muito maiores do que qualquer dano que o Irão venha a sofrer. Na análise, o historiador Bruno Cardoso Reis acredita que o ataque desta madrugada se tratou de uma intervenção cirúrgica nos Estados Unidos. O historiador diz, por isso, que pode ser ainda cedo para assumir esta ofensiva como a entrada americana definitiva no conflito no Médio Oriente.
Isto corresponde a uma escalada e um alargamento do conflito, ou seja, temos os Estados Unidos a envolverem-se não apenas na defesa de Israel, mas envolverem-se militarmente de forma ofensiva, atacando o programa nuclear. Para já, parece ser esse o grande alvo. Para já, os sinais parecem ser que é um envolvimento mais limitado. Sabemos que só os Estados Unidos têm aviões que mais ninguém tem, estes B-2, que são aviões altamente avançados, muito difíceis de detectar também, bombardeiros estratégicos também de muito longo alcance. Tendo em conta a postura de Donald Trump, que se apresentou como candidato à paz, parece-me que, e também tendo em conta os instintos políticos de Donald Trump, no fundo, isto corresponde muito à vontade dele ter algum protagonismo, poder declarar uma vitória. E nessa lógica, o que seria lógico seria Donald Trump tentar evitar um envolvimento maior.
A retaliação do Irão é agora esperada. Bruno Cardoso Reis lembra que o regime de Teerão tem várias opções e vários grupos militares espalhados pelo Médio Oriente.
É preciso saber se o Irão vai retaliar, como é que vai retaliar. Aí tem vários meios, milícias armadas por todo o Médio Oriente Em si mesmo enfraquecidas, mas desde o Iraque ao Hezbollah no Líbano, os Houthis no Iémen, podem atacar alvos americanos, bases americanas. Sabemos que temos oito grandes bases, as mais importantes com mais tropas, à volta de 40 mil soldados, 30 mil estão em três bases, basicamente no Kuwait, no Bahrain e no Qatar, que estão a poucas centenas de quilómetros do Irão. Podem atacar a navegação, fechar, por exemplo, o Estreito Ormuz, isso bloquearia a saída de todo o petróleo e gás do Golfo. Isso tem a desvantagem também afetar países como a China. E eventualmente ainda há sempre esta possibilidade de ataques terroristas. Sabemos que no passado, através destes grupos armados, também ataques terroristas, sobretudo visando interesses ligados a Israel.
Análise de Bruno Cardoso Reis, historiador, comentador aqui na rádio "O Observador", ao ataque norte-americano desta madrugada. Os Estados Unidos bombardearam as três principais centrais nucleares do Irão. Donald Trump assegura que a capacidade nuclear do país está neste momento neutralizada. Noutros temas, o PCP e o Bloco de Esquerda exigem ao governo explicações sobre os aviões norte-americanos que estão neste momento na base das Lajes, nos Açores. O motivo ainda não foi esclarecido. O PCP pede um pronto e urgente esclarecimento e acusa o governo de estar alinhado com o militarismo e a guerra. Para Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, Portugal não pode voltar a ter as mãos manchadas.
É bom que não se repita a triste figura que aconteceu aquando do Iraque, quando o nosso território e as Lajes foram a reunião da vergonha, a reunião da mentira, a reunião da hipocrisia, teve como consequência milhões de mortos no Iraque, 500 mil crianças mortas às bombas desses tais libertadores. E é bom que se diga, território nacional não pode ficar mais uma vez com as mãos manchadas, não pode ser mais uma vez cúmplice da guerra.
Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, a dizer que Portugal não pode voltar a ser cúmplice da guerra. O Bloco de Esquerda questiona também esta noite o primeiro-ministro sobre se estes aviões norte-americanos na base das Lajes estão a apoiar os ataques de Israel ao Irão. Da parte do Partido Socialista, José Luís Carneiro, candidato único a secretário-geral, considera também que é necessário que o governo venha a prestar esclarecimentos. Declarações ao final desta tarde.
É importante que o governo possa ter um diálogo institucional com os partidos da oposição para procurarmos compreender em que se enquadram esses movimentos. Já sabemos que estão 10 aviões estacionados, há oito que estão em operação e portanto julgo que o deputado eleito pelos Açores, Carlos Francisco César, fez um pedido de informação que parece-me oportuno saber do que é que se trata, para também estarmos todos conscientes destas responsabilidades internacionais do Estado português. E estou convencido que o governo dará essas informações.
Declarações de José Luís Carneiro. Noutras notícias a marcar esta manhã de domingo, cinco pessoas ficaram feridas num espetáculo de pirotecnia em Salvaterra de Magos, um incidente que aconteceu por volta das 11 da noite, quando uma caixa de fogo de artifício tombou na direção das pessoas que se encontravam no local, o que acabou por provocar cinco feridos, todos eles já transportados para o hospital. No desporto, Portugal foi eliminado do Campeonato da Europa de sub-21 de futebol. A seleção portuguesa foi derrotada pelos Países Baixos por uma bola a zero. O golo neerlandês surgiu já na fase final do encontro, aos 84 minutos. É assim o resultado que dita a eliminação da seleção nacional do Campeonato da Europa de sub-21. É o ponto final deste jornal das 07:00. Voltamos já a seguir às 07:30 para atualizar toda a informação.