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Bom dia, meu nome é João Gama, hora para as notícias das 7:00 na Rádio Observador. O presidente da República considera que as condições da reprivatização da TAP salvaguardam a posição do Estado na empresa, a partir de São Tomé e Príncipe. Marcelo Rebelo de Sousa esclareceu também que foi previamente informado pelo primeiro-ministro sobre o processo de venda de 49,9% da companhia aérea. O chefe de Estado recorda que esta não será a primeira vez que a TAP é privatizada e diz que as condições estabelecidas pelo governo de Luís Montenegro preservam os interesses do Estado.

É uma solução, primeiro, que salvaguarda a posição dos trabalhadores. Segundo, que salvaguarda a prevalência de Portugal e do Estado português, que é minoritária à parte estrangeira, seja de um ou de dois candidatos, ou três, os que forem. Depois, porque há certamente uma preocupação de encontrar uma solução que seja rápida, mas também muito respeitadora de procedimentos.

Já quanto à possibilidade de se recuperar o dinheiro investido na companhia aérea, 3,2 mil milhões de euros durante a pandemia, Marcelo Rebelo de Sousa defende que é prematuro falar em valores e que é preciso esperar para ver. O presidente da República está em São Tomé e Príncipe, país que hoje assinala 50 anos da sua independência. Além de Marcelo, também estão presentes nas celebrações o presidente da República de Guiné-Bissau, o presidente do Gabão e representantes dos governos de Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial e também da Nigéria. O governo vai avançar então com a venda de menos de metade da TAP e José Luís Carneiro reforça que o Estado deve manter uma participação na companhia aérea. Apesar de concordar com a privatização da TAP, o secretário-geral do PS acredita que a companhia aérea deve garantir o serviço público nacional e ligações dos países à diáspora e que isso se faz mantendo o Estado na empresa.

Entendemos que a TAP para crescer tem que se abrir ao investimento privado, investimento com competência técnica e com capacidade financeira e, por outro lado, que garanta que o Estado português continue a ter uma palavra a dizer naquelas que são funções relevantes da companhia aérea. Por um lado, continuar a garantir que o hub está localizado em Lisboa, ponto um. Temos que fazer com que ela faça a relação com a nossa diáspora, que se encontra em todas as regiões do mundo, e tem também que ser um fator de coesão, garantindo e assegurando o serviço público aos Açores e à Madeira.

José Luís Carneiro, que aponta ainda outras críticas ao governo, diz que há uma descoordenação da emergência médica e quer ouvir o chefe de Estado-Maior da Força Aérea com caráter de urgência na Assembleia da República.

Há uma descoordenação total em relação à coordenação da emergência médica. Há entidades do Estado que sacodem as suas responsabilidades para outros setores da administração. A defesa diz que é com a saúde, a saúde diz que é com a defesa e por isso o Partido Socialista acabou de pedir uma audição com caráter de urgência ao chefe de Estado-Maior da Força Aérea para procurar, por um lado, saber que planos é que estão previstos para esse apoio à emergência médica.

O líder socialista avisa que quer levar o assunto ao debate sobre o Estado da Nação na próxima quinta-feira, também no Parlamento. São declarações de José Luís Carneiro à margem da apresentação da candidatura autárquica do Partido Socialista à Câmara Municipal do Bombarral. Mariana Leitão confia no crescimento da Iniciativa Liberal nas próximas eleições autárquicas, mas reconhece que conquistar Câmaras vai ser difícil. Na entrevista à Agência Lusa, aquela que é a candidata única à liderança da Iniciativa Liberal, assegura que o objetivo do partido é crescer nas eleições autárquicas de 12 de outubro. Contudo, não fixa uma meta eleitoral. A candidata liberal reconhece que presidir uma Câmara é um objetivo, por enquanto, longínquo.

Presidente de Câmara nesta fase acho muito difícil. Agora, vamos estar em mais Câmaras, ou portanto, vamos nos candidatar a mais Câmaras, a mais assembleias municipais, a mais assembleias de freguesia do que há quatro anos. Parece-me que, comparativamente com há quatro anos, o nosso resultado será bastante melhor. Portanto, vamos crescer, vamos nos implementar mais no território, o que também é muito relevante, e acho que esse já é um objetivo muito ambicioso e que eu estou muito confiante que vamos conseguir alcançar.

Declarações de Mariana Leitão, candidata única à liderança da Iniciativa Liberal, será a próxima líder dos liberais, uma liderança confirmada na Convenção Nacional do partido, que está marcada para o dia 19 de julho, próximo sábado, em Alcobaça. Seguimos com uma notícia Observador. Os obstetras contratados para o Hospital Garcia de Horta, em Almada, vão ganhar mais 40% em relação ao salário normal. No total, seis médicos obstetras que aceitaram deixar o setor privado para integrar, a partir de setembro, o deficitário serviço de ginecologia e obstetrícia do Hospital Garcia de Horta, em Almada. Estes novos médicos vão ter acesso a vagas carenciadas, criadas através de um decreto-lei em julho de 2015 pelo governo então de Pedro Passos Coelho, que tem como objetivo atrair médicos para zonas cronicamente deficitárias. Isto vai permitir os profissionais obterem o rendimento mensal cerca de 1.300 € brutos acima do salário base. O Observador apurou que a tutela vai conceder uma autorização para que, fora de concurso, o ULS Almada-Seixal possa firmar contratos com três médicos restantes ao abrigo destas vagas carenciadas. O Observador questionou também o Ministério da Saúde sobre de que forma poderão entrar seis médicos em vagas carenciadas quando existem apenas três lugares, mas não obteve, até agora, qualquer resposta. O presidente da Associação dos Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, apela ao governo para que o problema das urgências obstétricas na margem sul do Tejo fique resolvido antes de setembro. À Rádio Observador, Xavier Barreto diz que uma solução viável seria, por exemplo, a criação de urgências regionais, que permitiria resolver a falta de recursos.

O diretor-executivo tem dito que concorda com as urgências regionais. A própria ministra assumiu agora muito recentemente

O nosso apelo é que passem rapidamente à prática. No nosso entender, não há nenhuma razão para esperarmos até setembro. É claro que isto levanta problemas políticos, portanto também não podemos ignorar. E o que nós temos pedido é que as diferentes forças políticas assumam este consenso, que analisem com rigor e detalhe as alternativas que estão à nossa disposição, que concordem com a solução, para que depois não utilizem isto como arma de arremesso político.

As declarações de Xavier Barreto em entrevista esta tarde à Rádio Observador. Nos últimos cinco anos, as instituições de saúde sinalizaram mais de 500 casos de negligência de bebês com menos de dois anos. Houve 60 recém-nascidos e bebês abandonados. É uma edição do jornal Público deste fim de semana. Os dados são da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens, que mostram que instituições como hospitais ou centros de saúde atuam sobretudo nos primeiros meses de vida do bebê. Entre 2020 e 2024, os casos sinalizados mais do que duplicaram de 69 para 172. Abre este sábado o serviço de urgência básica do novo Hospital de Sintra, que vai ser inaugurado na próxima segunda-feira. O serviço está aberto a partir das 8h. Segundo o presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra, Carlos Chá, a atividade vai ser feita de forma faseada. O presidente do Conselho sublinha que os utentes que precisam de se deslocar ao serviço de urgência básica devem contactar primeiro o SNS 24. E fechamos a falar de desporto. Portugal está fora do Europeu de futebol feminino. A seleção feminina perdeu frente à Bélgica por duas bolas a uma, no último jogo da fase de grupos do Campeonato da Europa. Com este resultado, a equipa das Quinas falha a passagem aos quartos de final. Na conferência de imprensa, o selecionador nacional Francisco Neto assume a responsabilidade pela derrota e diz que Portugal teve vários erros individuais e também coletivos.

Hoje foi, sem dúvida nenhuma, o jogo onde conseguimos criar mais oportunidades, dominar mais o jogo, assumir mais o jogo em meio-campo adversário. Mas, ao mesmo tempo, uma das grandes ilações é que os erros nos penalizaram muito. Cometemos alguns erros individuais e coletivos, e isso intranquilizou-nos muito durante a competição. Os jogos têm que ser jogados em 90 minutos. Sofremos, em dois jogos, gols demasiado cedo para quem quer competir a este nível. E sem dúvida nenhuma, o responsável disso sou sempre eu.

Mea culpa do Francisco Neto, o selecionador nacional no Estádio de Sion, na Suíça. Neste Europeu, a seleção nacional não somou qualquer vitória e fica apenas o empate frente à Itália.