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Notícias às 19h na Rádio Observador com Carla Jorge Carvalho. O ativista conservador Charlie Kirk foi assassinado enquanto fazia um discurso perante milhares de pessoas. Era apoiante de Donald Trump. As autoridades ainda não identificaram o autor do ataque e o presidente dos Estados Unidos fala num momento sombrio para a história do país.

Charlie Kirk tinha 31 anos, era um conhecido ativista conservador pró-Trump, com grande influência nas redes sociais, sobretudo junto dos mais jovens. O próprio Donald Trump chegou a dizer que Charlie Kirk tinha sido um apoio fundamental para conseguir mais votos nas últimas eleições. O ativista foi morto com um único tiro enquanto fazia um discurso perante 3 mil pessoas numa universidade no Utah, numa iniciativa política. Este ataque já motivou reações de Donald Trump, Joe Biden, Kamala Harris e de vários líderes mundiais. E Rui Casanova, ainda há muitas dúvidas em torno deste ataque.

Desde logo, quem foi o autor do assassinato de Charlie Kirk? Está montada uma autêntica caça ao homem nos Estados Unidos. Isso porque as autoridades norte-americanas ainda não conseguiram identificar o atirador, que terá feito o disparo mortal a partir de um telhado perto da Universidade do Utah. A polícia anunciou nas últimas horas a detenção de dois suspeitos, mas foram entretanto libertados após interrogatório. O autor continua assim em fuga e as autoridades norte-americanas afirmam que estão a investigar. E logo após o ataque, instalou-se o pânico. É o som que ouvimos aqui em fundo, através de vídeos que estão a tornar-se virais nas redes sociais. Charlie Kirk estava a fazer um discurso perante cerca de 3 mil pessoas numa iniciativa política organizada por ele próprio. Ele era o fundador da Turning Point USA, uma organização pró-Trump, e no momento em que foi efetuado o disparo fatal, Charlie Kirk estava precisamente a falar sobre armas nos Estados Unidos. Sem identificação oficial do suspeito, as autoridades também ainda não conseguiram garantir ou apurar qual o verdadeiro motivo para este ataque, mas não duvidam, por enquanto, de que foi um ataque direcionado a Charlie Kirk.

E Rui, estão a surgir reações em todo o mundo, a começar pelo próprio presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump divulgou um vídeo nas redes sociais no qual lamenta o ataque contra Charlie Kirk, que descreve como um patriota.

"Estou cheio de dor e raiva em relação ao assassinato hediondo de Charlie Kirk no campus universitário no Utah. O Charlie inspirou milhões e hoje todos os que o conheciam e amavam estão unidos em choque e terror. Charlie era um patriota, dedicou a vida à causa do debate aberto e ao país que amava tanto, os Estados Unidos da América."

Joe Biden, antigo presidente norte-americano, também lamenta a morte de Charlie Kirk, assim como Kamala Harris, ex-vice-presidente e candidata a líder da Casa Branca. No mesmo sentido, o antigo presidente Barack Obama alerta que este tipo de violência não pode ter espaço nos Estados Unidos.

Mas as reações não se ficam pelos Estados Unidos.

A primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni, diz que a morte de Charlie Kirk é chocante e um homicídio atroz. Também o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, escreve na rede social X que os pensamentos esta noite estão com os entes queridos de Charlie Kirk e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, diz que Charlie Kirk foi assassinado por dizer a verdade e defender a liberdade. Por cá, André Ventura também recorreu às redes sociais. O líder do Chega escreve no X que Charlie Kirk foi barbaramente baleado à luz do dia e diz que a violência e o ódio da esquerda são iguais no mundo inteiro. E Mariana Leitão, líder da Iniciativa Liberal, diz que a morte de Charlie Kirk foi um ato chocante e inaceitável de violência política.

Rui Casanova, com as reações ao assassinato de Charlie Kirk, ativista político pró-Trump. Foi baleado enquanto fazia um discurso perante 3 mil pessoas numa universidade no Utah. A morte não foi imediata. O republicano foi transportado para o hospital depois de ter sido baleado. As equipas de emergência não conseguiram reverter a situação. A morte foi, entretanto, declarada. Foi o próprio Donald Trump a anunciar esta morte através de uma publicação na rede social Truth.

E este é um assunto também em destaque no site do Observador e que vamos continuar, claro, a acompanhar. Falamos agora do elevador da Glória. A empresa Main foi contratada pela Carris para reparar o elevador depois do descarrilamento de 2018, ou seja, o serviço foi contratado antes da Main ganhar o primeiro concurso para ficar com o serviço de manutenção.

Na altura, a Carris até tinha contrato com outra empresa para a prestação dos serviços de manutenção dos elevadores. O contrato não vinculava a Carris à realização de grandes reparações e a empresa escolheu outros fornecedores. A MMTC, também conhecida como Main, foi assim contratada para fazer uma reparação geral no elevador da Glória em 2018. Em maio desse ano, houve um descarrilamento sem consequências e, Nadino Soares, na altura, o incidente foi mantido em segredo.

Em 2018, o elevador da Glória descarrilou e não provocou danos pessoais ou no equipamento, mas revelou uma insuficiência na manutenção da via férrea e do rodado dos ascensores. Na sequência deste acidente, a Carris aumentou a exigência interna no padrão de manutenção de equipamentos e decidiu antecipar a reparação geral do elevador. O ascensor esteve parado pouco mais de um mês. O Observador confirmou que a empresa que realizou essa manutenção foi a MMTC, apesar da construção e manutenção eletromecânica ter um contrato de prestação de serviços em vigor com a Carris. Só a partir de 2019, e já depois de realizada a grande reparação na Glória, num valor de quase € 80 mil, é que a Main se apresentou pela primeira vez ao concurso de longo prazo. E de acordo com a informação recolhida pelo Observador, acabou por ganhar por ter um preço mais baixo. Há registro de contratos entre esta empresa e a Carris anteriores a 2018 em relação à manutenção de elétricos. Por exemplo, a Main também fez uma grande reparação em 2017 ao elevador da Bica, mas os contratos não foram publicados no Portal Base, porque a Carris justifica com o facto de operar num setor especial, o que dispensa a divulgação de contratos. Foi o argumento usado para não divulgar o ajuste direto feito para a manutenção dos ascensores, que entretanto foi publicado na plataforma.

E Nadine, continuam ainda muitas dúvidas sobre a manutenção dos elevadores, especialmente o da Glória. Sabe-se que a Carris tem contratos com empresas privadas para a manutenção regular dos ascensores, que excluem algumas áreas. Por exemplo, a via férrea é assegurada pelos serviços próprios da Carris.

No entanto, não foi possível confirmar, para já, que fornecedor fez a última grande reparação realizada em 2022, antes deste acidente que provocou 16 mortos. Também não há informação sobre quem fez a reparação intermédia do ano passado, quando foi instalado o cabo que cedeu no ponto de fixação. E é a cedência nesta parte do cabo, que ligava as duas carruagens, que foi destacada como a potencial causa do acidente numa primeira nota de investigação.

Nadine, faz com os detalhes dos processos de manutenção da Carris aos elevadores de Lisboa. Sabe-se agora que a empresa Mainf foi contratada pela Carris para reparar o elevador depois do descarrilamento de 2018.

Este é um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador e é assinado pela editora de economia Alexandra Machado e pela jornalista Ana Suspiro. Mais de 1 milhão de alunos começam hoje a regressar às aulas. O arranque do ano letivo fica, no entanto, marcado, mais uma vez, por problemas com os professores.

Os docentes ainda não estão todos colocados. Também não há contratos com os mediadores culturais e linguísticos, que são essenciais para a integração de alunos estrangeiros. Os problemas estendem-se ao pré-escolar, onde milhares de famílias continuam a bater-se com a falta de vagas. O ano letivo arranca também com algumas novidades. A disciplina de Cidadania e Desenvolvimento teve alterações nas aprendizagens essenciais. Os telemóveis são agora proibidos para os alunos do primeiro e segundo ciclo. A medida pode ser alargada aos estudantes do terceiro ciclo.

O Ministro da Educação, Ciência e Inovação vai estar esta manhã aqui na Rádio Observador, no "Sob Escuta", que começa logo a seguir ao Jornal das Nove. E Carla, no arranque de mais um ano letivo, as famílias fazem contas ao que se gasta.

Os alunos do ensino público têm manuais gratuitos, mas ainda assim, entre o material escolar necessário, as despesas são muitas. Maria Rego.

Chega setembro e com ele a famosa lista dos materiais.

Mochila, cadernos, estes dois, lápis, esferográficas, agendas.

Ana Fernandes tem duas filhas, Isabel, que vai para o sexto ano, e Márcia, que está já na faculdade. Os gastos no começo do ano são elevados.

Está na estimativa dos 150 para cima.

Mas tem em mãos a tarefa de tentar reciclar materiais de ano para ano.

Há sempre essa analogia dos materiais que tem para reutilizar e compro só o essencial.

A vinda à loja já é tradição e traz até um toque de nostalgia.

Sempre gostei, acho que é bonito. Acho que entusiasma um bocado o regresso às aulas e acho que isso é sempre bom, principalmente para os mais pequenos. Hoje em dia já não tenho aquela euforia de vir, mas gosto de vir com ela, principalmente, a mais pequena. Gosto de vir. Lembra-me muito dos meus tempos.

Para Juliana Castro, uma outra mãe com dois filhos no quarto e sexto anos, as contas são a dobrar.

Eu diria que é à volta de €400.

Entre estes dois?

Os dois, sim. Entre material escolar, encadernações, cadernos, rondou esse valor, seguramente.

Um valor que se torna muitas vezes um desafio.

É um esforço muito grande. De facto, a nível do orçamento familiar, pesa imenso neste mês de setembro, porque são mochilas. Não é só o material escolar, também é roupa, o equipamento de educação física. Não é fácil.

Nem sempre fácil para a carteira, mas um marco do regresso às aulas, a quem alguns já apelidam de Natal em setembro.

Reportagem da Maria Rego, que acompanhou várias famílias na preparação do ano letivo que arranca hoje.

Marcelo Rebelo de Sousa afirma que a União Europeia e a NATO estão solidários, mas não belicistas. É a reação do Presidente da República depois de drones russos terem violado o espaço aéreo da Polónia.

Marcelo Rebelo de Sousa afirma que não teme um escalar da violência. O Presidente da República fala no momento decisivo e defende que nesta altura o mais importante é garantir que a Europa se mantém unida.

Mais do que isso, naturalmente, não se pode fazer, porque depende muito daquilo que houver da parte de outros. Não há nenhuma iniciativa ofensiva da parte nem da NATO, nem de membros da NATO, nem da União Europeia. E, portanto, estamos solidários, mas não estamos belicistas.

Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, à margem de uma iniciativa na Universidade Católica. A Polónia denunciou uma incursão de drones russos no espaço aéreo e pediu uma consulta urgente dos aliados da NATO. As autoridades polacas garantem que abateram todos os drones.

São agora 7:11, Carla. Que outras notícias estão em destaque?

Catarina Martins é candidata a presidenta da República nas eleições de 2026. O anúncio é feito pela eurodeputada do Bloco de Esquerda numa carta enviada aos militantes do partido. Nesta carta, Catarina Martins começa por dizer que na corrida a Belém já estão os homens do costume. A antiga coordenadora do Bloco propõe-se, por isso, juntar forças e cuidar da democracia. Mais um dia de greve no Metro de Lisboa. Pela segunda vez esta semana, os trabalhadores voltam a cumprir uma paralisação. Reivindicam o aumento dos subsídios e alterações no horário máximo de trabalho semanal. Não foram decretados os serviços mínimos. Em França, cerca de 75 mil pessoas participaram nos protestos do movimento Vamos Bloquear Tudo. O governo anuncia a detenção de 540 manifestantes e afirma que os protestos não tiveram o impacto esperado. Ao longo do dia, os manifestantes saíram à rua, incendiaram um restaurante no centro de Paris, vandalizaram escolas e pegaram fogo a vários caixotes do lixo.