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Jornal das 7, na Rádio Observador, uma edição da jornalista Carla Jorge Carvalho. António José Seguro soma cada vez mais apoios à direita para a segunda volta das eleições presidenciais. Rui Moreira, que foi mandatário de Marques Mendes, é o nome mais recente a declarar que vai votar em Seguro no dia 8 de fevereiro.

Rui Moreira anuncia que vai apoiar firmemente António José Seguro e sublinha que é o candidato que lhe dá mais garantias. Em entrevista à SIC, o ex-presidente da Câmara do Porto afirma que não tem dúvidas sobre quem apoiar nesta segunda volta.

Estarei com António José Seguro nesta segunda volta. Sem nenhum desprimor para André Ventura, aquilo que é óbvio é que André Ventura disse, em tempo, que não queria ser presidente de todos os portugueses. Queria ser presidente apenas de alguns portugueses, o que é perfeitamente legítimo. Eu quero um presidente que seja presidente de todos os portugueses, daqueles que pensam como eu e daqueles que pensam de forma diferente. Portanto, esta é a minha forma de ver a vida e considero que António José Seguro é, neste momento, uma pessoa que me dá essas garantias e, por isso, irei apoiar firmemente a candidatura de António José Seguro à segunda volta.

Rui Moreira diz também que compreende a neutralidade manifestada por Luís Montenegro, que optou por não escolher nenhum dos lados. Nesta entrevista, assume ainda parte da derrota de Marques Mendes, visto que foi o mandatário nacional da candidatura apoiada pela AD.

Rui Moreira junta-se assim a vários nomes que já tinham demonstrado o apoio a António José Seguro para a segunda volta, sobretudo nomes à direita.

É o caso de Carlos Guimarães Pinto, da Iniciativa Liberal, ou de Cecília Meireles, do CDS. Os dois revelaram o sentido de voto em Seguro ontem à noite, no espaço de comentário na SIC. Também Rui Rocha e Mário Morim Lopes, da Iniciativa Liberal, já tinham declarado o apoio a Seguro. Os sociais-democratas José Eduardo Martins e Carlos Carreiras, que estava na campanha de Gouveia e Melo, também vão estar ao lado de Seguro, tal como Pedro Duarte, presidente da Câmara do Porto, ex-ministro do PSD, Francisco Rodrigues dos Santos, antigo presidente do CDS e apoiante de Gouveia e Melo, e José Miguel Júdice, mandatário de Cotrim Figueiredo, que declararam o apoio a Seguro logo na noite das eleições.

Já Isaltino Morais não revela em quem vai votar, mas deixa no ar a possibilidade de apoiar António José Seguro, garante que em André Ventura nunca vai votar.

Isaltino Morais esteve ao lado de Henrique Gouveia e Melo. Em entrevista à CNN Portugal, diz que ainda está a digerir os resultados deste domingo. Questionado sobre um eventual apoio a Seguro, garante apenas que em Ventura não vota.

Obviamente, pelo meu percurso, eu nunca votaria em André Ventura, como é óbvio. Portanto, para mim, isso está perfeitamente claro.

Portanto, votará António José Seguro.

Não disse em quem votava ainda. O que estou a dizer é que em André Ventura não votarei.

Sabe em quem não vota.

As eleições foram esta noite. Eu ainda estou a digerir a tristeza que me deu a votação que o almirante Gouveia e Melo teve. Portanto, eu diria que tenho que ir por uns dias, eu direi claramente em quem vou votar.

Isaltino Morais, em declarações da CNN de Portugal, o presidente da Câmara de Oeiras diz ainda que Luís Montenegro está em dificuldades face ao crescimento de André Ventura.

E perante tudo isto, André Ventura admite estar espantado com os apoios de dirigentes da Iniciativa Liberal a António José Seguro, mas não tanto com os do PSD.

Foi a entrevista à RTP. O candidato apoiado pelo CHEGA reconhece que tem um caminho estreito nesta segunda volta e critica o apoio de vários dirigentes da IL a Seguro.

Espanta-me mais alguns nomes da Iniciativa Liberal, francamente, porque achava, ou acho, que há uma abordagem por parte de dirigentes da Iniciativa Liberal de querer romper com o sistema em termos dos impostos. O PSD não me espanta que haja nomes. Eu percebi a intervenção moderada do primeiro-ministro, de procurar não tomar parte, mas não me espanta que os dirigentes do PSD estejam a apoiar o António José Seguro.

André Ventura, numa entrevista à RTP. Já António José Seguro considera que está a ser bem-sucedido no apelo que fez aos democratas para que o apoiem na segunda volta das eleições.

Representa que o apelo que eu ontem fiz está a ser bem-sucedido. Eu ontem apelei a todos os democratas, aos progressistas e aos humanistas para se juntarem a esta candidatura, que é uma candidatura pela liberdade e pela democracia, num momento muito exigente da vida do nosso país e da vida da Europa e até do mundo.

E vê também como uma resposta à atitude de Luís Montenegro.

Vejo estes apoios como manifestação de confiança e que correspondem a esse apelo que eu fiz. Fico feliz, muito feliz, e sei que há outros que estão em vias de ser também tornados públicos, isso é muito bom.

António José Seguro, em declarações aos jornalistas ontem, ao final da tarde. O candidato apoiado pelo PS vai voltar à campanha. Já esta manhã vai visitar uma unidade de saúde em Odivelas.

Os eventuais apoios na segunda volta são o tema do explicador desta manhã. São nossos convidados Rui Moreira e Carlos Carreiras, para ouvir depois do Jornal das Nove. O governo já antecipa uma vitória do candidato socialista na segunda volta. Apesar de Luís Montenegro ter declarado não apoiar ninguém nestas eleições, vê com tranquilidade uma futura convivência com António José Seguro.

Passado o choque do resultado de Marques Mendes, o executivo da AD assume que Seguro será provavelmente o próximo presidente da República e na equipe de Luís Montenegro, a ordem é para desdramatizar Rui Casanova.

A ideia é virar a página do mau resultado de Luís Marques Mendes e torcer para que António José Seguro seja tudo aquilo que os sociais-democratas acreditam que vá ser: um presidente cooperante. Uma figura influente da área da AD, ouvida pelo Observador, diz mesmo que Luís Montenegro fez o que tinha a fazer e que o governo tem até março, data da tomada de posse do presidente, para enfrentar o novo ciclo político. Aliás, entre sociais-democratas, já abriu a caça aos ministros remodeláveis. Uma fonte do governo diz, no entanto, que não vale a pena tentar adivinhar quem vai sair, porque isso só está na cabeça do primeiro-ministro.

Rui, o Executivo está também à espera de alguns sinais por parte de António José Seguro.

Sim, um elemento do núcleo duro de Luís Montenegro diz que Seguro tem de fazer a sua parte e dar algum sinal de abertura ao centro-direita moderado já nesta campanha, sendo que, pelo perfil que tem, pelo percurso que fez no PS e que mostrou na campanha, os sociais-democratas não acreditam que Seguro se esteja a candidatar para ser um obstáculo permanente a Luís Montenegro. Aliás, há mesmo a convicção de que vai ter de mostrar independência face ao Partido Socialista para garantir a reeleição daqui a cinco anos.

Sendo que uma vitória de André Ventura já é vista com a maior apreensão pelo governo.

Sobretudo numa altura em que o presidente do Chega já aproveita para se autoproclamar como o novo líder da direita. Ainda assim, entre os sociais-democratas ouvidos pelo Observador, há quem tente desvalorizar a ameaça, perguntando quais seriam, na realidade, os efeitos práticos de uma eleição de Ventura em termos constitucionais. O que vai fazer? Dissolve os parlamentos de três em três meses? É a pergunta que fazem nesta altura. Seja como for, não falta quem faça contas aos votos que tiveram Cotrim, Gouveia e Melo e mesmo Marques Mendes. Esses eleitores podem preferir votar em André Ventura numa corrida contra um representante da esquerda.

Rui Casanova, com os cenários com que o governo está a trabalhar neste momento, a coabitação com o socialista António José Seguro ou com André Ventura, que quer substituir o PSD enquanto partido liderante à direita.

Este é o artigo em manchete a esta hora no site do Observador e assinado pelos jornalistas Mariana Lima Cunha e Miguel Santos Carrapatoso. Depois das presidenciais, o governo volta ao trabalho com o pacote laboral na agenda para hoje. O primeiro-ministro recebe esta tarde em São Bento o secretário-geral da CGTP. Tiago Oliveira reforça que a central sindical vai exigir a retirada das alterações ao Código de Trabalho promovidas pelo Executivo.

Depois da greve geral de 11 de dezembro, a CGTP pediu a Luís Montenegro uma reunião para negociar a proposta apresentada pelo governo. Entretanto, a data da reunião foi adiada por duas vezes. Foi remarcada para hoje. O primeiro-ministro e o líder da CGTP encontram-se logo à tarde com a presença da Ministra do Trabalho. Tiago Oliveira, em declarações à Rádio Observador, repete que o objetivo é só um: fazer cair o pacote laboral.

Nesta reunião, o que nós vamos exigir é a retirada do pacote laboral e a partir daí vamos voltar a entregar amanhã ao governo as propostas que a CGTP apresentou, que a própria ministra, numa reunião que teve com a CGTP, disse que o governo não se revia em nenhuma das propostas da CGTP. Mas se diz que não se revê, é porque a CGTP apresentou propostas e tomou posição e está a tomar um lado. E amanhã iremos apresentar essas propostas novamente e vamos lutar por essas propostas. Vamos lutar pela redução dos horários de trabalho, contra a precariedade, pela contratação coletiva, pela valorização dos salários.

Tiago Oliveira, que questionado pela Rádio Observador sobre a possibilidade de uma nova greve, caso a reunião não corra como esperado, diz apenas que todas as formas de luta continuam em cima da mesa.

Carla, também é dia de negociações na saúde. A Federação Nacional dos Médicos vai começar hoje uma ronda negocial com o governo. Em cima da mesa vai estar a avaliação e a progressão dos médicos.

A primeira reunião está marcada para esta tarde no ministério. Vai contar com a presença do novo presidente da FNAM, André Gomes, que assumiu a liderança este fim de semana. A ex-presidente Joana Bordalo e Sá explica que o encontro vai ser decisivo para avaliar o compromisso do governo com o protocolo assinado no início do ano.

Continuam a ser matérias estruturais e centrais para a Federação Nacional dos Médicos a reintegração do internato médico na carreira, a revisão da jornada semanal de trabalho, a reposição dos dias de férias perdidos, a proteção da parentalidade e a negociação de um regime de dedicação exclusiva, opcional e devidamente valorizado. Portanto, nós entramos neste novo ciclo, neste novo triênio, com uma estabilidade interna, com uma experiência acumulada e com foco total na defesa dos médicos e do SNS.

Joana Bordalo e Sá, agora vice-presidente da FNAM, em declarações à Agência Lusa, a marcar esta reunião às 16h no Ministério da Saúde.

São agora 19h10, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de terça-feira?

Estão bem os dois portugueses envolvidos no acidente ferroviário em Córdoba, em Espanha. A informação é confirmada à Agência Lusa pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. O acidente aconteceu domingo à noite, envolveu dois comboios de alta velocidade. De acordo com as autoridades, há registro de pelo menos 40 mortos e cerca de 150 feridos. Entretanto, foi encontrada uma junta partida na linha onde ocorreu o descarrilamento. Em dia em que faz um ano que Donald Trump tomou novamente posse, a Amnistia Internacional alerta para uma trajetória perigosa nos Estados Unidos. A Organização de Defesa dos Direitos Humanos denuncia uma escalada autoritária e alerta para a erosão de direitos no país. No relatório, a Amnistia acusa a administração Trump de práticas repressivas contra a liberdade de expressão, bem como ataques à separação de poderes. Volodymyr Zelensky avisa que a Rússia está a preparar um novo ataque em grande escala na Ucrânia. O presidente ucraniano adianta que recebeu relatórios dos serviços de informação russos sobre planos de ataque. O aviso foi feito ontem à noite. Zelensky pede à população para que esteja vigilante.