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Vamos às notícias. Jornal das 7 com a Carla Jorge de Carvalho. Começamos com a situação dos incêndios em Portugal. Carla, foi dominado esta madrugada o fogo na Guarda. As chamas consumiram 4 mil hectares ao longo de 40 quilômetros.

O incêndio que tinha começado na segunda-feira foi dominado à 01:00. É o que confirma a Proteção Civil. Atingiu os concelhos vizinhos de Almeida, Pinhel e Sabugal, percorreu 40 quilômetros, consumiu 4 mil hectares. O comandante João Rodrigues alerta para reativações e, por isso, avisa que as próximas horas ainda vão ser críticas.

Os próximos dias, essencialmente durante esta semana, mais quatro dias, sabemos que serão desfavoráveis para aquilo que é o risco de incêndio rural e, portanto, temos que limitar ao máximo aquilo que é o potencial que é este incêndio, que tem uma área afetada já de cerca de 4 mil hectares e um perímetro de 40 quilômetros. Portanto, temos que limitar ao máximo o potencial de reativação dele.

O comandante sobreregional de Emergência e Proteção Civil das Beiras e Serra das Estrelas, João Rodrigues, em declarações esta noite aos jornalistas. A A25 e a Estrada Nacional 16 chegaram a estar cortadas ontem à tarde, foram entretanto reabertas. A esta hora continuam no terreno mais de 500 operacionais, apoiados por 170 viaturas para as habituais operações de rescaldo.

As atenções viram-se agora para um outro incêndio, desta vez em Vale de Passos, no distrito de Vila Real.

Começou ontem à tarde e está a ser combatido por mais de 400 operacionais e 130 viaturas. Ontem chegaram a estar no local nove meios aéreos, mas deixaram de atuar ao anoitecer. A Proteção Civil afirma, num ponto de situação feito nas últimas horas, que o incêndio tem três frentes ativas, mas que não há localidades em perigo. As chamas consomem uma zona de mato extensa na zona de Cabeço. A Estrada Nacional 213, que liga Vale de Passos a Chaves, estava cortada na zona do incêndio.

E volta hoje a Portugal a equipe enviada pela Proteção Civil para ajudar no combate aos incêndios em Espanha.

Esta equipe foi mobilizada no fim de semana na sequência de um pedido de apoio de Espanha. Mais de 120 operacionais e 40 viaturas foram ajudar a combater as chamas perto de Madrid. Em comunicado, a Proteção Civil destaca que estes operacionais portugueses ajudaram na proteção de pessoas, bens e patrimônio natural. Já a equipe enviada para França regressa amanhã. Uma vez mais, estes operacionais foram mobilizados ao abrigo do mecanismo de Proteção Civil da União Europeia. Em Espanha, os incêndios continuam estabilizados e não houve avanços durante a noite. Situação semelhante em França, com as autoridades a falarem numa noite calma e com o incêndio controlado.

O ministro da Administração Interna promete falar em breve sobre os casos que o têm envolvido, mas a estratégia de Luís Neves e de Luís Montenegro é de esperar que a maior onda de críticas passe para então quebrar o silêncio.

Apesar do desgaste e da pressão política, o primeiro-ministro entende que a única forma de preservar o ministro é esperar que as notícias se esgotem ou se tornem repetitivas e então, aí sim, pôr Luís Neves a falar. Ainda ontem, o líder do PS pediu uma reunião com Luís Montenegro para esclarecer os casos que envolvem o responsável pela administração interna. Essa reunião não tem data para acontecer. O Observador ouviu vários elementos do governo. Para todos eles, o caso Spinum Viva é a prova de que a estratégia do silêncio pode resultar. Miguel Gato.

Até porque o governo acredita que não faltará muito até que a opinião pública se canse desta bolha político-mediática e que as discussões sobre faturas das obras, hectares do monte ou do tanque-piscina do ministro acabem por gerar indiferença ou até alguma empatia para com o alvo de todos os ataques, Luís Neves. Um elemento do governo pergunta mesmo se algum português acha normal que a casa do ministro da Administração Interna tenha sido filmada com drones. Este elemento do executivo considera que tal como aconteceu com a polêmica da casa de Luís Montenegro em Espinho, aqui também se ultrapassaram todas as linhas.

E então, Miguel, qual é a estratégia do governo?

O executivo acredita que o ministro vai conseguir reduzir o caso do aterrado e todas as dúvidas que ainda existem sobre ele a uma ideia de que se houve algum problema no processo, foi apenas o da informalidade. O antigo diretor da Polícia Judiciária haverá de reconhecer que não fez tudo bem, como aliás já fez na história sobre as obras do amigo empreiteiro no monte alentejano, mas há também de garantir que o fez apenas para resolver um problema. Com isto, aposta-se dentro do governo que a opinião pública há de compreender que seria um absurdo sacrificar um ministro por um assunto considerado menor.

Aliás, uma das peças desse puzzle já começou a surgir. A CNN revelou ontem que terá partido do diretor financeiro e do patrimônio da PJ a iniciativa de pedir ao empreiteiro de Barcelos que ficasse com o aterrado.

Sendo que Luís Neves deu apenas o aval a confirmar se o caso pode mudar de figura e será aproveitado pelo governo para atirar à credibilidade de todos aqueles que acabaram por criticar o ministro. É claro que esta tese vai ter de ser corroborada por todos e não podem surgir mais notícias comprometedoras. Aliás, no governo concede-se que esta não é a estratégia de comunicação perfeita, mas é neste momento a possível. Recorde-se que num primeiro momento Luís Neves decidiu desvalorizar o caso. A seguir, acabou por agravar a situação quando deu três entrevistas no mesmo dia, apesar de ter garantido a Luís Montenegro que seria capaz de esvaziar o caso. Um elemento do governo ironiza mesmo, diz ao Observador que quem vem de fora da política acha que é tudo muito fácil e que basta ir à televisão dizer umas coisas, mas como se viu, não é.

Miguel Gato, com a estratégia que o governo está a seguir para segurar o ministro da Administração Interna, ninguém esconde que o caso foi e é desgastante, mas todos acreditam que há de ser ultrapassado. Acredita-se dentro do governo que se o ministro da Administração Interna conseguir ter um verão relativamente tranquilo em matéria de incêndios, em contraste com o que está a acontecer em Espanha e França, arrisca-se até a receber o carimbo da competência

Falamos agora do caso do gabinete de André Ventura na Assembleia da República, alvo de um alegado assalto e ato de vandalismo. Continuam as contradições sobre a cronologia dos acontecimentos.

Houve duas pessoas que chegaram ontem de manhã bem cedo às salas de trabalho do Chega, uma funcionária responsável pela limpeza e o deputado Francisco Gomes. André Ventura garante que a responsável da limpeza chegou ao gabinete momentos antes do deputado. Isto contraria as informações iniciais que apontavam para uma chegada dos dois pela mesma hora, às 7h00. É o que explica a jornalista de política do Observador, Mariana Lima Cunha.

As primeiras informações a que nós tivemos acesso, de fontes que acompanharam este processo, diziam-nos que o deputado Francisco Gomes era a primeira pessoa que tinha chegado à sala do Chega. As informações que vêm do próprio Chega e que foram adiantadas por André Ventura, foi que a responsável pela limpeza tinha chegado ainda antes do deputado e que tinha falado com a GNR, que está sempre ali a fazer a segurança da Assembleia da República 24 horas por dia. Isto é um aparente detalhe muito importante para explicar se aquele cenário é encontrado primeiro por uma pessoa alheia ao Chega, que não tem qualquer interesse na situação, ou se é uma parte do Chega, neste caso um deputado, uma vez que isto é um caso um bocadinho rocambolesco e que veio logo levantar algumas sugestões à boca pequena de que poderia ter sido uma encenação, por exemplo.

A jornalista de política do Observador, Mariana Lima Cunha, está na história do dia de hoje. A investigação está a cargo agora da Polícia Judiciária, mais concretamente da Unidade Nacional de Contra-Terrorismo. André Ventura afirma que foram roubados documentos relacionados com a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves e também sobre o primeiro-ministro.

Tem também destaque na história do dia desta quarta-feira e também a fazer manchete a esta hora no site do Observador. Há mais uma polêmica a estalar no futebol português. Nas últimas horas foram divulgados áudios do presidente da Federação Portuguesa de Futebol a atacar árbitros e também com polêmicas declarações sobre o Benfica.

Em causa, pequenos áudios de conversas de Pedro Proença, quando era ainda presidente da Liga, em encontros com clubes, que começaram ontem a circular na internet e foram divulgados pelo jornal "Record". Nestes registros sonoros, pode ouvir-se o atual presidente da Federação Portuguesa de Futebol a criticar a arbitragem em Portugal. Proença considera que tirando três ou quatro juízes, os árbitros no futebol português são todos muito fracos. As críticas estendem-se ao antigo presidente do Conselho de Arbitragem, José Fontelas Gomes, que Pedro Proença diz que cresceu num bairro de lata e que não é tão competente como ele. No terceiro áudio, entretanto divulgado, Pedro Proença surge também em tom ameaçador para com Fernando Seara, então presidente da Assembleia Geral do Benfica. Proença diz também que das 32 vezes em que foi chamado à Polícia Judiciária, 27 foram por causa de processos do Benfica.

Para já, todas as partes envolvidas recusam fazer qualquer comentário sobre este assunto.

A Federação Portuguesa de Futebol diz que não faz comentários sobre gravações ilegais de conversas privadas. Já a Liga de Clubes recupera aquilo que tinha escrito há quase um mês, quando emitiu um comunicado em que solicitava a Pedro Proença esclarecimentos adicionais sobre o setor da arbitragem. Fernando Seara, ex-presidente da Mesa da Assembleia Geral do Benfica, também recusa comentar os áudios em causa. Esta é uma polêmica que surge numa altura em que existe uma investigação aberta pela Polícia Judiciária, na sequência de uma queixa por suspeitas de corrupção na nomeação de árbitros em jogos da Primeira Liga de Futebol. Na segunda-feira, o presidente do Futebol Clube do Porto, André Villas-Boas, pediu a suspensão do mandato de Luciano Gonçalves, o atual presidente do Conselho de Arbitragem.

É um tema que vai estar em destaque depois do meio-dia, numa edição especial do programa "Sem Falta", conduzida pelo Miguel Cordeiro, com vários convidados, entre eles estará também Pedro Henriques. Que outras notícias, Carla, estão a marcar esta manhã de quarta-feira?

Um dia decisivo para o processo de privatização da TAP. A Air France-KLM e a Lufthansa têm até hoje para apresentar propostas vinculativas para a entrada no capital da companhia aérea portuguesa. As propostas finais vão definir o valor do investimento e o plano estratégico para o futuro da empresa. De acordo com o jornal "Eco", a TAP vale atualmente entre 1,9 e 2,1 mil milhões de euros, ou seja, cinco vezes mais do que no anterior processo de privatização, em 2015. Os Estados Unidos lançaram ataques em conjunto com a Arábia Saudita contra grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque. A operação surge depois de um ataque iraniano com mísseis contra uma base norte-americana na Jordânia. A Casa Branca acusa estes grupos de atacar alvos norte-americanos e também a infraestrutura energética da Arábia Saudita. Vamos agora a promessas que são cumpridas. Vocês são pessoas de palavra?

Claro que sim. Depois do remédio.

Claro. Esquece a pergunta.

Por que me tomas?

Mesmo que esta promessa inclua uma tatuagem?

É uma que nunca faria, por isso.

Uma promessa que nunca se faria. Fazer promessas que não se podem cumprir. Eu acho que essa é a regra.

Prometo fazer promessas.

Só promessas que não posso cumprir.

Esta envolveu o jogador espanhol da seleção, Marco Cucurella. O que é que foi? O que ele disse?

Ele disse que ia fazer uma tatuagem com a cara do treinador Luís de la Fuente.

Disse e fez.

Epa!

Já foi revelada.

Tem o meu voto.

Tem o teu voto. Cucurella tatuou o retrato do selecionador que levou Espanha a campeã mundial.

Algum sítio estranho, não. Ele já tem algumas.

Define um sítio estranho.

Onde não se possa mostrar. Não sei.

Ele mostrou.

No couro cabeludo.

Não, foi na parte de trás do braço esquerdo. É um pequeno retrato de Luís de la Fuente, quase como se fosse uma caricatura, e tem a taça na mão. E agora vai ter que viver com isto.

Muito bem, homem de palavra.

Depois altera. Quando mudar o selecionador, faz ali.

Risca. Risca possível. Ou faz-lhe um bigode, uma coisa assim. Marco Cucurella a mostrar que é um homem de palavra. E tu, Bruno, tatuavas Roberto Martínez se fosse jogador da seleção?

Claro. Bastava passar a fase de grupos. Isso não posso dizer aqui. Daqui a nada, quando fecharmos os microfones, já vos digo.

Muito bem, notícia de fecho no Jornal das 7.