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As notícias com Carlos Pedro.
Bom dia, Jornal das 7 na Rádio Observador. A começar pelo futebol. Benfica e Futebol Clube do Porto estreiam-se hoje na edição deste ano da Primeira Liga, um dia depois de o Sporting ter escorregado na Reboleira diante do Estrela da Amadora. Os Leões estiveram a vencer por 2 x 0, com gols de Salazar e Joanides, mas os últimos 20 minutos foram de pesadelo para a equipa de Rui Borges. Leandro Antonetti reduziu, Benito igualou, com muitas culpas para Rui Silva. Ao cabo dos primeiros 90 minutos da temporada, o primeiro escorregão, o técnico Rui Borges pede mais à equipa.
Acabamos por ser penalizados claramente com dois erros. Tivemos 70 minutos muito bons, uma primeira parte onde dominamos e controlamos o jogo. Uma segunda parte onde entrámos muito bem e até aos 70 minutos, é certo que depois de mexer na equipa onde a gente queria mais do que robustez é frescura, porque estávamos a sentir que alguma malta estava a cair um bocadinho em termos físicos, foi quando caímos também em termos coletivos. Isso não pode acontecer. Não pode ser desculpa a quebra física, porque nós fisicamente estamos muito bem e demonstrámos isso hoje aqui. Temos de ser é muito mais equilibrados e muito mais competitivos. Tínhamos que dar muito mais e temos que dar muito mais. Estamos no Sporting e eles têm que dar muito mais, eles têm que perceber isso e que sirva mesmo de aviso pra todos.
Do outro lado, o sentimento no final do jogo era outro. Pepa fala numa partida emotiva e destaca a confiança da equipa do Estrela.
Acima de tudo, é potenciar ao máximo quem temos e não estar à espera de quem chega, mas sim trabalhar com tudo com os que temos, que deram hoje uma resposta fantástica, um pouco à imagem daquilo que fazem todos os dias. Depois, às vezes, somos mais felizes ou menos felizes. Hoje fomos na primeira parte, ali uma situação ou outra, na segunda, senti que até poderíamos ter virado o jogo, mas acabou por ser um jogo muito emotivo e bem disputado.
Obrigado, Pepa. Se para o Sporting o arranque foi complicado, o mesmo não se pode dizer do Estrela. Um ponto para cada lado. Na próxima jornada, o Sporting defronta o Vitória em casa. Já o Estrela mede forças com a equipa do Alverca. Azar para uns, sorte para outros. O campeão em título, Futebol Clube do Porto, recebe esta tarde, a partir das 18h, o Alverca. Farioli não vai poder contar com dois jogadores. Óscar Pietrzewski e Alberto Costa estão de fora por lesão, mas, por outro lado, o central Bednarek recuperou da lesão que o afastou da Supertaça e vai a jogo esta tarde no Dragão. Farioli falou ainda de mercado de transferências na conferência de imprensa de ontem para deixar uma garantia: Rodrigo Mora não quer sair do Futebol Clube do Porto.
Tive apenas um jogador que veio ter comigo questionando sobre a possibilidade de sair. Digamos que um falou diretamente comigo, outro sei que também manifestou esse interesse. Nenhum dos envolvidos é Rodrigo Mora.
Já do lado da equipa ripadetjana, Sérgio Ferreira, que no ano passado foi campeão de juniores com os azuis e brancos, diz que o Alverca tem tudo o que precisa para ser competitivo.
Logicamente, não estamos no nosso melhor ou num ponto perfeito, mas a verdade é que já temos as armas suficientes e temos a competência suficiente para ser competitivos e é esse o nosso ponto de partida para este jogo e para todos. Ou seja, antes de vencermos, temos que competir. É importante jogar cada segundo, cada bola, cada duelo, cada passe, cada remate.
As antevisões de Sérgio Ferrari e Francesco Farioli na antecâmara do Futebol Clube do Porto e Alverca, para ouvir aqui na Rádio Observador a partir das 18h. Logo a seguir, há Benfica-Académico de Viseu. As Águias fazem o quarto jogo oficial da temporada e à porta fechada. Os comandados de Marco Silva não começaram bem, mas desde a derrota em St. Gallen seguiram-se duas goleadas a contar. Agora para o campeonato e contra o recém-promovido Académico, o técnico do Benfica espera dificuldades. Marco Silva lamenta ainda que o jogo seja jogado à porta fechada.
Retirar 65 mil pessoas ou 60 mil pessoas de um estádio de futebol, se achamos que é assim que vamos resolver problemas, estamos completamente enganados. Acho que temos muitos bons exemplos pela Europa de como contrariar algumas coisas que não são boas e se não são boas, há que atuar diretamente e não é interditando ou não permitindo que os adeptos estejam no estádio e que o jogo seja à porta fechada que vai resolver o que quer que seja. Simplesmente, e eu não entendo, retiraram isso não só ao Benfica e ao próprio Académico de Viseu, é o próprio espetáculo. É ir por caminhos que, na minha opinião, não vão resolver nada.
De Viseu vem um conjunto que regressa à elite das elites do futebol português 37 anos depois e vem com vontade de fazer história. Bruno Pinheiro admite que a ausência de público pode jogar a favor da equipa de Viseu.
Acho que, de fato, a multidão galvaniza os jogadores. Esperemos que a sua ausência possa equilibrar um bocadinho mais as contas entre as duas equipas. E teremos certamente um jogo diferente pra apresentar do adversário de ontem que o Benfica teve e esperemos que essas diferenças possam criar mais problemas ao Benfica do que os adversários têm causado até agora.
O Benfica-Académico de Viseu não terá adeptos no estádio, mas o clube encarnado já anunciou o alargamento da fan zone no exterior do recinto para quem quiser ir fazer-se ouvir no apoio às Águias. Pode ouvir também aqui na Rádio Observador, a partir das 20h30, este jogo entre Benfica e Académico de Viseu. Também às 20h30 iniciam-se outros dois jogos: Gil Vicente-Rio Ave e Amoreirense-Sporting de Braga. Vamos à atualidade internacional. Irão e Omã estão perto de um acordo para criar uma nova rota de navegação no Estreito de Hormuz, mas Teerão deixa claro que esse entendimento não significa, por si só, a reabertura do estreito e coloca condições aos Estados Unidos. Beatriz Félix.
Teerão endurece o discurso e transforma antigas exigências em condições para a reabertura do estreito. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional avisa que Ormuz só será reaberto quando e se os Estados Unidos mudarem de comportamento. Os iranianos querem garantias de que os Estados Unidos não vão voltar a ameaçar o Irão, nem mesmo os aliados, e exigem o fim da guerra e a retirada das forças militares norte-americanas da região. Querem também o levantamento do bloqueio naval aos portos iranianos e das sanções, bem como a libertação dos ativos iranianos congelados e uma compensação integral pelos danos provocados pela guerra. O alto responsável de segurança iraniano garante ainda que o Irão nunca vai ceder, nem a nível militar, nem em negociações. Esta é uma posição que pode complicar as conversações numa altura em que falta pouco mais de uma semana para que termine o prazo de 60 dias do memorando de acordo para se chegar a um acordo definitivo para o Estreito de Ormuz.
A jornalista Beatriz Félix com as condições exigidas pelo Irão aos Estados Unidos para a reabertura do estreito de Ormuz. O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, garante que o Irão não pretende cobrar taxas pela passagem em Ormuz, ainda assim admite desconfiança em relação a Teerão.
A nossa expectativa é que a quantidade de petróleo e gás que sai do Golfo seja a mesma que se verificava antes do início do conflito. Foi isso que os iranianos nos disseram que pretendem fazer. É também isso que toda a coligação do Golfo quer fazer. Mas como sabem, não confiamos apenas, verificamos. Na verdade, não nos baseamos nas palavras das pessoas, mas sim em ações. É claro que há algumas pessoas dentro do regime iraniano que falam em impor portagens. Os iranianos disseram-nos que não têm planos para impor taxas no estreito de Ormuz, mas, mais uma vez, vamos esperar para ver quais serão, de facto, as ações que vão tomar.
O vice-presidente dos Estados Unidos, o J.D. Vance, em entrevista à Fox News, diz ainda que os norte-americanos conseguiram destruir o programa nuclear iraniano. Já que falamos em Ormuz, a ministra do Ambiente diz que a entidade reguladora dos serviços energéticos ainda não justificou o porquê dos combustíveis demorarem mais a descer do que a subir. O prazo termina na próxima semana, altura em que se espera uma descida no preço dos combustíveis. Maria da Graça Carvalho garante que se os portugueses não ficarem satisfeitos com a resposta da ERSE, o governo pode intervir.
É muito importante as pessoas perceberem, porque se não ficarmos contentes com essa resposta, o governo, o Estado, tem meios para poder intervir nos preços.
A ministra do Ambiente e Energia, na tarde de ontem, em Fár mara e da Graça Carvalho, anunciou ainda que o Algarve vai ter uma nova unidade de valorização energética de resíduos. Quase três centenas de operacionais continuam empenhados no combate às chamas em Carrazeda de Anciães. O incêndio que deflagrou na tarde de ontem em Linhares entrou em resolução já durante esta madrugada, perto das 2h30 da manhã. Em curso continua o incêndio de Parambes. O fogo deflagrou pouco depois das nove da noite e chegou a ter duas frentes ativas. As chamas lavram em terrenos com acessos difíceis, o que tem colocado dificuldades aos bombeiros. Ainda assim, nas últimas horas, o vento tem dado tréguas e as temperaturas também desceram com o cair da noite. A Rádio Observador, fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, adianta que o combate às chamas está a decorrer de forma favorável. Falamos ainda da Lei do Retorno. José Luís Carneiro está de acordo com a posição do presidente da República, que enviou o diploma para o Tribunal Constitucional. António José Seguro admitiu ter reservas em relação ao tempo máximo de detenção de imigrantes em situação ilegal em território português, mas também quanto às normas relativas aos menores de idade. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, elogia a decisão do chefe de Estado.
Eu queria concentrar a minha mensagem nestes temas que acabei de referir. Esse tema está muito bem decidido e sobre o qual não me quero pronunciar.
Mas tem dúvidas também sobre ele, tal como o senhor Presidente tem?
Não, eu estou de acordo com a decisão que o senhor Presidente da República tomou.
Um tema bem decidido, diz José Luís Carneiro, que escusou entrar em grandes comentários sobre a questão. O líder socialista aproveitou ainda a visita às festas do povo de Campo Maior para lançar farpas ao primeiro-ministro.
Peripécias. Aquela que mais me surpreendeu nas últimas horas foi mesmo termos um primeiro-ministro que jurou a pés juntos que não ia de férias e ver o primeiro-ministro em férias com o líder parlamentar. E essa é uma peripécia que mostra bem o modo como nós deveremos olhar para aquilo que são os compromissos e a palavra do primeiro-ministro.
Em causa as fotografias de Luís Montenegro na praia, no Algarve, ao lado do líder do grupo parlamentar do PSD, Hugo Soares, e também ao lado da família. Ainda a propósito da Lei do Retorno, o presidente da República insiste na necessidade de combater a imigração ilegal em Portugal e de respeitar a dignidade das pessoas. O chefe de Estado recusou, ainda assim, comentar a decisão de remeter o decreto para o Tribunal Constitucional. António José Seguro diz que as razões de ter pedido a fiscalização preventiva do diploma já estão todas explicadas e não vê motivos para insistir no tema.
As razões estão todas explicadas na fundamentação que enviei. Como sabe, eu sou contra a imigração clandestina. É preciso combater ferozmente a imigração ilegal. Precisamos de regular a nossa imigração e precisamos de defender as nossas fronteiras. E nada disto é incompatível com tratarmos com dignidade as pessoas, designadamente menores e crianças.
As explicações do presidente da República no final da visita às festas do povo de Campo Maior. Fecha assim este jornal. A informação regressa às 19h30.