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Bom dia, Viseu. Notícias às 7 com Carla Jorge de Carvalho. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos não encontra evidências de que os preços dos combustíveis subam mais depressa em Portugal do que descem e afasta a tese de um aproveitamento por parte das gasolineiras. O estudo foi pedido pelo governo e já chegou ao gabinete da Ministra do Ambiente e de Energia. O pedido de Maria da Graça Carvalho foi feito em junho. O anúncio do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão fez baixar o preço do crude, mas em Portugal, os preços finais dos combustíveis não refletiram imediatamente a baixa das cotações do petróleo. A ministra deu 20 dias ao regulador para analisar os preços da gasolina e do gasóleo desde 2024. A ERSE conclui agora que não há evidências do chamado efeito foguete-pluma, Miguel Gato.

Ou seja, Carla, não há evidências de que os preços subam sistematicamente como uma flecha, mas depois baixem devagar como uma pluma. No comunicado enviado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, conclui-se que a evolução dos preços em Portugal é explicada, sobretudo, pela mudança das cotações internacionais do gasóleo e da gasolina já refinados, e não diretamente pela evolução do preço do petróleo bruto. A ERSE indica que nos primeiros sete meses do ano, os preços evoluíram globalmente em linha com os custos internacionais da compra da gasolina e do gasóleo. Reconhece que houve diferenças temporárias no ritmo a que os preços foram refletidos na bomba. No entanto, sublinha que essa diferença nunca foi persistente. Estas conclusões acompanham a supervisão dos preços que é feita todas as semanas pela entidade reguladora, que nunca encontrou irregularidades ou abuso de margens na fixação dos preços finais dos combustíveis.

Miguel Gato, com as conclusões da ERSE à evolução do preço dos combustíveis, que foi pedida pela Ministra do Ambiente e Energia. Maria da Graça Carvalho chegou a admitir que se fossem encontradas distorções graves no mercado, poderia avançar com uma proposta de fixação excepcional de margens máximas em componentes que formam o preço de venda ao público. O relatório da ERSE não aponta, no entanto, para isso. Depois de uma descida acentuada do preço dos combustíveis nesta semana, a próxima deve ficar marcada por uma nova subida. E falamos agora do caso do jovem de 15 anos que terá matado a mãe, no Dafundo, em Oeiras. Os vizinhos revelam que havia discussões constantemente e no dia da morte dizem ter ouvido gritos. A Polícia Judiciária está a investigar. A morte terá ocorrido na quarta-feira à noite, na sequência de uma discussão. O jovem terá asfixiado a mãe, de 33 anos, em casa. Ficou com o corpo durante a noite e ontem à tarde entregou-se à PSP. Em casa, estava também a irmã do suspeito, de quatro anos, que já foi acolhida e acompanhada pelas autoridades. O Observador esteve no local, falou com vários vizinhos, explicam que a família tinha se mudado há pouco tempo e dão conta de gritos e discussões o dia todo. Revelam também que viram o jovem a passar com a irmã na rua, de mãos dadas, ontem à tarde, antes de ser conhecido o homicídio. Uma outra vizinha adianta que a família era do Brasil e fala numa aparente normalidade.

Conhecer, não. Não fiz amizade com eles, nem nada. Mas de vez em quando, assim que mudaram pra cá, eu vendo o time brasileiro jogando e eles de camisa amarela. Eu perguntei: "São brasileiros?" "Sim, somos brasileiros." E de vez em quando, a senhora estava lá na janela, fumando. E fazia assim pra mim. E eu sempre via o rapazinho lá dentro de casa, pra lá e pra cá. Ontem à noite, por exemplo, ele estava correndo dentro de casa, inclusive com a criança. Mas sinceramente eu não sei, não conheço.

O testemunho de uma vizinha desta família que falou ontem à tarde aos jornalistas. A PSP entregou o jovem de 15 anos à Polícia Judiciária. O suspeito esteve em casa durante várias horas, saiu acompanhado pelos inspetores. Era já noite, sem estar algemado. Foi depois levado por um carro da PJ. Carla, importa perceber o enquadramento jurídico deste caso, tendo em conta que estamos a falar de um menor. O suspeito de matar a mãe tem 15 anos, portanto, de acordo com a lei tutelar educativa, qualquer intervenção fica a cargo do Tribunal de Família e Menores. Ele terá agora de ser identificado pela Polícia Judiciária, caso o pai, representantes legais ou quem tiver a guarda, não garanta que o jovem comparece perante a autoridade judiciária, pode ser detido fora de flagrante delito. É o que indica a lei tutelar educativa, que se aplica aos jovens até aos 16 anos. Até esta idade, o menor, entende-se, não comete crimes, mas é lhe aplicado um processo tutelar educativo. E foram estas as regras que levaram a uma condenação num caso semelhante do jovem de 14 anos que matou a mãe em Vagos. Sim, foi há quatro meses. O adolescente foi condenado pelo Tribunal de Família e Menores de Aveiro a três anos de internamento em regime fechado num centro educativo, ou seja, ficou com a pena máxima, de acordo com a lei. Este é o artigo que faz manchete, é a história no site do Observador. Ainda o caso do ministro da Administração Interna. A Polícia Judiciária diz estar disponível para investigar as imagens da viatura da Constrobarcelos, que foi vista junto à casa do diretor financeiro da instituição. Em causa estão os relatos dos vizinhos de Álvaro Pires, que à CNN Portugal garantem ter visto a carrinha da Constrobarcelos junto à casa do diretor financeiro da PJ durante meses e que a empresa de João Carvalho fez, de facto, trabalhos na residência pessoal do responsável pela Judiciária, tal como tinha acontecido com Luís Neves. O diretor financeiro da PJ já veio negar que estas obras tenham acontecido, mas os vizinhos garantem que viram o próprio empreiteiro várias vezes junto à casa de Álvaro Pires. A Polícia Judiciária diz-se agora disponível e interessada em recolher osOs testemunhos e analisar as imagens captadas pelos vizinhos relativamente a este caso. Lembrar que na semana passada a Direção Nacional da Judiciária confrontou o atual diretor financeiro, Álvaro Pires, com as alegadas ligações à empresa Constro Barcelos, mas recusou, nessa altura, avançar com qualquer procedimento disciplinar contra o dirigente. As fragatas italianas que Portugal vai comprar a Itália têm um valor 25% superior ao que a Marinha italiana vai pagar para adquirir navios semelhantes. O Ministério da Defesa justifica este valor de compra superior com a inflação. A notícia é avançada hoje pelo semanário "Expresso". Há dois anos, o governo italiano adquiriu dois navios por €750 milhões a unidade. A Marinha portuguesa vai pagar mais de mil milhões por cada plataforma. Em declarações ao "Expresso", uma fonte do gabinete do Ministro da Defesa confirma o valor superior para a compra destas fragatas, mas justifica-se, diz que tal deve-se ao fator inflação. Isto porque as aquisições de armamento financiadas pelo programa europeu Safe são pagas pelo preço que os bens teriam daqui a quatro anos, ou seja, em 2030. Por causa da polêmica relacionada com a aquisição destas fragatas, PSD e CDS pediram ontem uma audição do ministro Nuno Melo, na Assembleia da República. Os partidos que suportam o governo querem dissipar quaisquer dúvidas sobre a notícia do "24 Horas", que dá conta do afastamento de uma empresa portuguesa do processo de compra das três fragatas. O ministro da Defesa já anunciou que vai processar este órgão de comunicação social, assim como o presidente do Chega, André Ventura, e o deputado Pedro Frazão, pelas críticas que ambos fizeram a Nuno Melo após o conhecimento desta notícia. E é neste contexto de pressão que Luís Montenegro discursou hoje na Festa do Pontal, que marca a reentrada política do PSD. Além das polêmicas que têm afetado o governo, o ano fica marcado pelas tempestades, incêndios e também pelos efeitos das guerras. O PSD abre mais logo este período de reentrarias partidárias com a Festa do Pontal em Cortega, que este ano assinala os 50 anos. O ponto alto vai ser o discurso do primeiro-ministro e presidente do PSD, que no ano passado foi criticado por participar na festa enquanto o país atravessava um período crítico de incêndios. Este ano, as críticas continuam, com Luís Montenegro pressionado e à procura de um novo fôlego. Carlos Pedro.

São dois os ministros da equipe governativa de Luís Montenegro que estão em xeque depois de um ano exigente, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, e também o ministro da Educação, Fernando Alexandre. Mas não é só isso que atormenta o governo e as polêmicas já vêm de muito antes, ainda do primeiro ciclo de poder, interrompido, entretanto, pelo caso Spin off Viva. Há mais, desde logo, a própria Festa do Pontal do ano passado, que se revelou desastrosa para a imagem política do PSD, com Luís Montenegro a festejar e anunciar o regresso da Fórmula 1 em Portugal, numa altura em que o país enfrentava o período crítico dos incêndios. Montenegro acabaria por cancelar as restantes férias para coordenar a resposta aos fogos. Desta vez, este ano, antecipou-se e adiou as férias, à exceção de uns dias que passou entre família e amigos no Algarve. Entre a derrota nas presidenciais com o apoio a Luís Marques Mendes e o comboio das tempestades, que obrigou à saída de Maria Lúcia Amaral, Luís Neves, o terceiro mai de Montenegro e o substituto de Maria Lúcia Amaral, não se tem revelado menos problemático. As polêmicas em torno do ministro e ex-diretor da PJ, a juntar-se ao caos criado nos exames nacionais, deixam às portas do Pontal o governo em apneia.

E o mais provável é que venha a ter de lidar com duas comissões de inquérito e também várias investigações e outras tantas auditorias. Carlos Pedro, olhar aqui para a forma como Luís Montenegro chega a esta Festa do Pontal logo à noite, é a reentrada política do PSD. E este artigo também está em destaque a esta hora no nosso site. Na véspera de fim de semana, amanhã volta a ser de tempos de espera elevados. No Algarve, os doentes urgentes estão com mais de seis horas de tempo de espera médio. Em Lisboa, o tempo de espera é de quase cinco. Estes tempos têm se mantido elevados ao longo da semana. Os administradores hospitalares explicam que em causa está a dificuldade em completar escalas por causa do período de férias. Olhando para o portal do SNS, podemos constatar que na Grande Lisboa, o tempo de espera médio para uma primeira observação de um doente urgente é de quatro horas e quarenta e cinco minutos. No Algarve, a situação é mais crítica. O tempo médio de espera ultrapassa as seis horas para doentes com pulseira amarela. Na região Centro, a espera é inferior, três horas e cinquenta minutos. Ainda assim, no Alentejo, o portal do SNS dá conta de um tempo de espera médio de duas horas para doentes urgentes. Situação mais calma a Norte. Doentes com pulseira amarela esperam cerca de uma hora para a primeira observação nas urgências do SNS. Ainda na saúde, os técnicos de emergência pré-hospitalar do Instituto Nacional de Emergência Médica anunciaram ontem que vão avançar com uma greve de dois dias já no próximo mês. A paralisação vai acontecer nos dias 14 e 28 de setembro. O presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar pede a demissão do presidente do INEM, que acusa de recusar o diálogo com os trabalhadores. Destaque agora neste jornal das 19h para o conflito no Médio Oriente. O vice-presidente dos Estados Unidos acusa o Irão de não honrar compromissos. J. D. Vance garante que os Estados Unidos vão conseguir cumprir os objetivos de manter o petróleo e o gás baratos para os norte-americanos. Ainda assim, alerta que os iranianos são imprevisíveis, o que dificulta as negociações.

Bem, o que eu posso dizer com confiança é que acredito que isto terminará com os Estados Unidos numa posição mais forte, com o Irão sem armas nucleares e com o Estreito de Ormuz novamente num estado em que os preços do petróleo e do gás sejam estáveis para o povo americano. Creio que a questão aqui, Will, é que os iranianos por vezes assumem compromissos que não honram, fazem o acordo e depois não o cumprem.

Declarações do vice-presidente norte-americano em entrevista à CBS News. Estes avisos surgem no dia em que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos afirma que o país vai aplicar sanções económicas nunca antes vistas na história do Irão. São temas para analisarmos no "O Domínio da Guerra", com o Major-General Arno Morais, depois das 19h30. O Benfica garantiu a presença no playoff de acesso à Liga Europa. Os encarnados empataram 1x1 na Escócia frente ao Hearts, mas o resultado foi suficiente para seguirem em frente. Pois foi, porque o Benfica beneficiou da vitória por 6x1 na primeira mão, no Estádio da Luz. O treinador Marco Silva fala, por isso, num objetivo cumprido.

É uma realidade, missão cumprida. Vínhamos aqui para ganhar, o nosso objetivo era ganhar. Acho que na primeira parte demonstrámos isso. E na segunda parte não conseguimos mostrar tão simples como isso. Temos de estar mais positivos em relação ao que foi a primeira parte. Mais uma vez ficou provado que alguns destes jogadores ainda não têm condição para jogar 90 minutos, é claro, para jogar como nós queremos jogar e vamos ter que jogar. Hoje a nossa pressão não funcionou tão bem, não fomos uma equipa tão pressionante como temos sido e para pressionar tem que sair das pernas, tem que sair do corpo e nós temos que conseguir fazê-lo.

As declarações de Marco Silva no final do jogo frente ao Hearts, na Escócia. O Benfica vai agora jogar contra o Aarhus, da Dinamarca, na primeira mão do playoff de acesso à Liga Europa. Já na Liga Conferência, o Braga empatou 0x0 contra o Dinamo Minsk, na Bielorrússia. O resultado também é suficiente para avançar na qualificação. O Braga vai agora jogar contra o Austria de Viena na próxima ronda. E no campeonato, o Sporting recebe mais logo o Vitória de Guimarães. Rui Borges confirma que Luiz Suárez está convocado. É o jogo que abre a segunda jornada do campeonato, o primeiro em casa para o Sporting, que se estreou na Liga com um empate na Amadora. A semana fica marcada pela polêmica em torno de Luiz Suárez, devido a alegados conflitos dentro do balneário. Rui Borges desvaloriza, diz que o internacional colombiano está convocado e reforça que qualquer atleta que não treine bem, não vai a jogo.

Jogador do Sporting, está a treinar desde o dia que nós dissemos que ele tinha que treinar. Treina bem, vai a jogo, não treina bem, não vai a jogo. Não houve qualquer episódio, está convocado para amanhã. Treinou bem. Em relação ao jogo, aquilo que é o Estrela, não empatámos por Luiz, empatámos por tudo, todos. Não há aqui um só culpado, o maior culpado será sempre o treinador e eu assumirei sempre essas culpas, sem qualquer problema. E com toda a humildade, não há problema nenhum.

Rui Borges, na conferência de imprensa que lança o jogo com o Vitória Sport Clube de Guimarães. O técnico deixa um aviso sobre a qualidade do Vitória, fala numa equipa muito forte. O jogo em Alvalade está marcado para as 20h15. Tem relato e comentários aqui, em direto na Rádio Observador. 19h15, Carla, que outras notícias estão em destaque nesta manhã de sexta-feira? A PSP quer que a venda de louro prensado a simular droga seja criminalizada. A polícia sublinha que esta prática é conhecida há mais de 20 anos e lamenta o vazio legal que dificulta o combate ao fenômeno. Questionada, a Plácidia Luz, a direção nacional da PSP, garante que já fez diversas propostas de alteração legislativa. O tema regressa à agenda na sequência do incidente desta semana na Baixa de Lisboa, onde uma turista foi atingida por uma bala perdida, depois de um desacato entre dois grupos que se dedicavam precisamente à venda de louro prensado. O PSD quer excluir as famílias monoparentais das licenças pagas a 100%. O partido apresentou uma proposta de alteração à petição que está em discussão no Parlamento e que pretende aumentar a licença parental inicial dos atuais cinco para seis meses, pagos a 100%. O governo admite acolher esta proposta de alargamento do prazo, mas o PSD não quer abranger as famílias monoparentais nesta nova legislação. A notícia é avançada hoje pelo Jornal de Notícias. As autoridades croatas confirmam que vão retomar hoje as buscas pelo quarto cidadão português desaparecido na Croácia, depois do naufrágio de um barco insuflável. As autoridades admitem que mais de 40 horas depois do acidente, a probabilidade de encontrar a pessoa com vida é mínima. Do grupo de quatro pessoas, duas foram resgatadas quarta-feira. Ontem foi encontrado sem vida o corpo de um dos jovens desaparecidos. Subiu para 281 o número de mortos na sequência do sismo que atingiu a Colômbia no início desta semana. Há ainda a registar cerca de 4 mil feridos, quase 400 desaparecidos e 44 mil famílias desalojadas. O presidente da Colômbia afirma que a busca por sobreviventes é prioridade absoluta das equipes de resgate, que contam com o apoio de ajuda internacional. As cidades de Cali e Pereira registam o maior número de vítimas mortais. E neste jornal, ouvimos ainda Rosalía. Olá! Simpatia. A pessoa quando chega é sempre assim. É assim, comprimenta. Rosalía esteve no Brasil para dois concertos e partilhou imagens dos bastidores. Houve uma fotografia que saltou logo à vista, porque é possível vê-la acompanhada do grande Caetano Veloso. Ela que já repetiu várias vezes que é fã de Caetano Veloso, recebeu o artista no camarim. Há imagens partilhadas nas redes sociais, vê-se ambos. Eles tiveram ali que trocar umas palavrinhas antes do concerto. Antes do concerto. E depois, já no palco, uma homenagem. Rosalía fez uma homenagem ao cantor, cantou uma música dele, diz que é uma grande fã e que também já tinha ido ver um concerto de Caetano Veloso e que ficou muito impressionada. Como não? Fazer uma música a dois. Isso era bem bonito. Não era?

Boa ideia.

Será que foi sobre isso que eles falaram?

E um álbum de duetos.

Ui! Ui! Melhor ainda. Olá.

Bem.

Olá.