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São 8:02 . As notícias com Carla Jorge Carvalho. Luís Montenegro recusa ter cometido qualquer falha ética no caso Spin on Viva. Já Paulo Raimundo reforça que o primeiro-ministro devia ter-se demitido. São os destaques do primeiro debate para as eleições legislativas de 18 de maio. Os líderes da AD e da CDU começaram por falar sobre o caso da empresa da família de Montenegro. O líder da AD e primeiro-ministro insiste que não cometeu qualquer falha e lança uma questão.

O que é que me acusam? Digam.

Foi beneficiário.

Sinceramente.

Luís Montenegro foi beneficiário.

O que a minha atividade política sofreu, do ponto de vista da sua contaminação, de eu ter uma atividade profissional? Eu não tenho direito a ter profissão, eu não tenho direito a ter uma atividade profissional? E já agora, a minha família também não tem direito? É só isso.

Já Paulo Raimundo repete as acusações de incompatibilidade e defende que Luís Montenegro devia ter apresentado a demissão logo no primeiro momento.

O grande contributo que podia ter dado à democracia e ao sistema democrático era apresentar a demissão. Era isso que devia ter feito naquele sábado à noite. Entendeu que não era assim, entendeu que devia fazer uma fuga pra frente, desse ponto de vista.

Paulo Raimundo e Luís Montenegro estiveram no primeiro debate das legislativas na TVI e como seria de esperar, os dois discordaram sobre as prioridades para setores como a saúde ou a defesa. André Ventura recusa qualquer acordo com a AD sem mais explicações de Luís Montenegro. Já Inês Sousa Real acusa o Chega de ter feito tudo para tentar integrar o governo. São os destaques do outro debate da noite, decorreu na RTP3. Um debate com muitas críticas e muitas interrupções. André Ventura repete que enquanto Luís Montenegro não for mais transparente sobre o caso Spin on Viva, está fora de questão qualquer acordo.

Se o primeiro-ministro insistir em manter-se à margem de suspeitas graves que existem sobre ele, não explicar coisas como aquilo das contas, ter dinheiro em várias contas para não ter que as declarar, ou de poder comprar casas a pronto em nome dele e dos filhos. Quer dizer, isto faz lembrar o José Sócrates. Fazer um acordo com uma pessoa que insiste em não dar essas explicações, então que democracia é que temos? Então pra onde é que caminhamos? Pra que cada um faça o que quer?

A resposta qual é?

A resposta é que enquanto não houver clareza e transparência, nunca será nunca.

Durante o debate, o presidente do Chega acusou ainda o PAN de ser muleta do PS e do PSD. Inês Sousa Real rejeita e devolve as críticas a Ventura.

Quem andou atrás de Luís Montenegro pra fazer governo com Luís Montenegro e quase a pedidos joelhos pra formar governo, foi o André Ventura. Portanto, vir dizer que o PAN é uma muleta do PS ou do PSD, não cola.

Vocês tiveram uma coligação na Madeira, com Miguel Albuquerque. Vocês sustentaram a corrupção de Miguel Albuquerque.

O André Ventura convidou pra ser precisamente a candidata a presidente regional, da candidatura do Miguel Albuquerque, com a ajuda do PAN.

A líder do PAN acusa ainda o presidente do Chega de estabelecer ligações falsas entre imigração e criminalidade. E a Rádio Observador estreia hoje a hora da campanha, um novo espaço para acompanhar a atual situação política vai pro ar todos os dias a partir das 08:30. O governo começa esta manhã as reuniões com várias associações empresariais, por causa das tarifas de Donald Trump. Objetivo: avaliar o impacto das medidas nas empresas e na economia portuguesa, encontrar também medidas para as mitigar. As reuniões começam dentro de uma hora, às nove da manhã, no Ministério da Economia, com associações de vários setores, numa altura em que Donald Trump admite negociar com os vários países-alvo de tarifas, mas repete que não vai levantar as taxas.

Não estamos a olhar para essa hipótese neste momento. Temos muitos países a quererem negociar conosco. Tenho uma grande relação com o presidente Xi Jinping e um grande respeito pela China, mas eles não podem continuar com isto. Vamos falar com a China e com outros países para conseguirmos um acordo justo para os Estados Unidos, não um bom acordo para os outros. Agora é a América primeiro.

A América primeiro, apesar das ameaças de Donald Trump. Hoje as bolsas chinesas abriram em alta, também a bolsa de Tóquio recupera o fôlego, abre com uma subida de 5% depois de ontem ter caído mais de 7%. 08:07, já a seguir o desporto no Três Toques. Primeiro, que outras notícias estão em destaque, Carla. O conflito no Médio Oriente, Donald Trump garante que está a trabalhar com Benjamin Netanyahu num acordo para libertar os reféns retidos pelo Hamas em Gaza. O primeiro-ministro israelita foi recebido ontem à tarde pelo presidente norte-americano na Casa Branca. Trump repete que a guerra vai acabar num futuro próximo. A Amnistia Internacional alerta que a pena de morte continua a ser uma realidade bem presente em vários países, um pouco por todo o mundo. Mais de 1500 pessoas foram executadas em 2024. É um aumento de 32% face ao ano anterior. Esta é a conclusão de um relatório da Amnistia, que reconhece que o número real deve ser ainda maior. O Benfica é o novo líder do campeonato. O Sporting empatou ontem à noite em casa, um gol com o Braga, perdeu o primeiro lugar, ficou a dois pontos do Benfica, enquanto que o Braga ultrapassou o Futebol Clube do Porto no terceiro lugar. Música, fama e candidatas a Miss Portugal são ingredientes do quarto episódio do novo podcast Plus, o misterioso engenheiro Jardim, que já está disponível. E que conta a história de Jorge Jardim, empresário, político e agente secreto do governo português durante os anos 50 e 60. Jardim construiu uma rede de agentes e informadores e chegou mesmo a recrutar um dos cantores mais famosos de Portugal na altura, João Maria Tudela.

Jardim vê em Tudela material pra fazer dele um agente secreto da rede que ele já tinha montado. As viagens constantes, a pretexto da música, podem fazer do cantor um emissário e um portador eficaz de mensagens confidenciais, garantindo que chegam em segurança ao destino. E isso, claro, seria apenas uma pequena amostra das atividades que ele poderia vir a desempenhar. A oferta é aliciante. Tudela sente-se imediatamente atraído. Vai poder ganhar bem e viajar ainda mais do que já faz. E aceita a proposta.

E depois é ouvir Cantor, Espião e Playboy, é o título do quarto episódio do podcast Plus do Observador, o misterioso engenheiro Jardim, que já está disponível. E se for assinante do Observador, tem acesso antecipado à série completa. É uma série narrada pelo ator Lourenço Ortigão, com banda sonora original dos H.