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Taofara, são 8 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O governo vai dar mais tempo à UGT para analisar as propostas de alteração à lei laboral. A central sindical saúda a maior abertura da Ministra do Trabalho para negociar, mas mantém a greve e vai entregar hoje o pré-aviso.

A Ministra do Trabalho e a UGT reuniram-se ontem, não conseguiram chegar a acordo sobre as alterações à lei laboral, a fim de evitar a greve de 11 de dezembro. Apesar disso, o secretário-geral da UGT diz que saiu satisfeito da reunião porque a Ministra do Trabalho mostrou-se disponível para negociar. Mário Mourão também promete abertura para o diálogo e recorre a uma expressão popular para o demonstrar.

Há muita pedra para partir mesmo. E pedra dura. Eu não falo em acordos. Os acordos só depois de chegarmos ao final desta discussão. E os acordos eu não posso admiti-lo, quem tem que admiti-lo são os órgãos da UGT, que são eles que autorizam a UGT a subscrever um acordo. Agora, há disponibilidade para continuar a trabalhar. Ninguém deve abandonar o diálogo.

O secretário-geral da UGT no final da reunião com a Ministra do Trabalho, Mário Mourão, adianta que vai entregar hoje ao governo o pré-aviso de greve. É um momento que está marcado para o 12h30. Já a Ministra do Trabalho adianta que vai dar tempo à UGT para analisar as propostas do governo. Também promete diálogo, apesar de deixar críticas à forma como o processo está a decorrer.

O governo, naturalmente, tudo fará e neste momento está a fazer, num ambiente que, na verdade, se pode encarar como quase de ruptura de negociações. Apesar de tudo, o governo persiste em manter a postura de diálogo e depois o resultado, naturalmente, não depende só do governo. Nós estamos a fazer este acordo é tripartido.

Maria do Rosário Palma Ramalho avisa ainda que se a greve geral se mantiver, não vai ser realizada a reunião de concertação social que está prevista com todos os parceiros sociais. Essa reunião está marcada precisamente para 10 de dezembro, a véspera da greve geral.

Os administradores hospitalares defendem a criação de um registo único e centralizado para evitar fraudes na saúde. Isto depois de várias notícias relacionadas com esquemas no sector.

Foram noticiados ontem os casos da inscrição de imigrantes ilegais no SNS, que levou à detenção de duas funcionárias. Também o episódio da detenção de uma médica suspeita de conduzir um esquema de fraude de prescrição indevida de Ozempic, que pode ter lesado o Estado em € 3 milhões e ainda os pagamentos avultados a dermatologistas do Santa Maria por cirurgias extra. À entrevista à Rádio Observador, Xavier Barreto aponta grandes falhas na comunicação entre serviços e tutelas e, por isso, defende a criação de novos mecanismos.

Se porventura nós tivéssemos partilha de informação entre o Ministério da Administração Interna e as plataformas informáticas onde os registos são feitos com o serviço de saúde, nós não precisávamos de ter trabalhadores a verificar papéis para saber se a pessoa deve ou não ser inscrita. Eu acho que em muitos casos falta, certamente, mecanismos que evitem a fraude logo à partida. Em vários destes casos, estamos a falar de crime. Não estamos sequer a falar de má prática. A falta de registos clínicos centralizados que tenha toda a informação do doente e que isso seja comum a todo o sistema de saúde, incluindo o sector público, privado e social, permitiria descobrir um conjunto de situações de fraude que, eventualmente, nos estejam agora a escapar.

Declarações de Xavier Barreto à Rádio Observador. O presidente da Associação de Administradores Hospitalares defende que é necessário um registo único e centralizado para reforçar a moralidade dos serviços de saúde.

Ainda na saúde, os médicos tarefeiros querem ser integrados no Serviço Nacional de Saúde.

A intenção foi transmitida pelo porta-voz da Associação de Médicos Prestadores de Serviços, no final da reunião com a Ordem dos Médicos. Nuno Figueiredo e Sousa garante que os médicos estão unidos nesta missão.

O que sai desta reunião é precisamente a união dos médicos. Como podemos ser integrados no Serviço Nacional de Saúde, porque esse é o nosso intuito. Essa é a nossa vontade, ser integrados no Serviço Nacional de Saúde.

O porta-voz da Associação de Médicos Prestadores de Serviço, no final da reunião com o bastonário da Ordem, no Porto, Carlos Cortes, diz que a reunião correu bem e diz que os médicos tarefeiros têm sido abusados pelos hospitais.

Quase 95% dos portugueses usa ferramentas de inteligência artificial no dia a dia. O ChatGPT é a ferramenta mais utilizada e as empresas tecnológicas são quem mais recorre à IA em Portugal.

São as conclusões de um estudo sobre inteligência artificial da consultora Magma Studio, feita em parceria com a Confederação Empresarial de Portugal. A investigação recolheu quase 3 mil respostas entre junho e outubro deste ano. O estudo aponta que a inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia emergente e passou a fazer parte do quotidiano da maioria dos profissionais. Nadine de Fáz.

95% dos inquiridos já recorrem a ferramentas de inteligência artificial pelo menos uma vez e quase 74% fazem-no semanalmente. Já quase metade dos inquiridos utiliza a IA todos os dias. O ChatGPT é a ferramenta mais utilizada, com quase 90% das referências. O estudo mostra que as áreas profissionais que mais utilizam a inteligência artificial estão relacionadas com os setores de tecnologia, suporte ao cliente e marketing e comunicação. A criação de conteúdos lidera a utilização destas ferramentas, seguido-se da investigação e de estudantes que utilizam IA para trabalhos académicos. Estes inquiridos revelam que já existem rotinas consolidadas com recurso à inteligência artificial. No entanto, há ainda alguns sinais de atraso. Apenas 30% dos participantes acreditam que as empresas estão a utilizar IA generativa de forma estratégica. O principal obstáculo à evolução é a falta de conhecimento. Quase 65% dos inquiridos dizem não ter realizado qualquer formação sobre o tema no último ano e admitem ter pouca ou nenhuma preocupação relativamente à substituição de postos de trabalho por IA. Quase um terço dos profissionais inquiridos não sabe em que áreas a inteligência artificial já está a ser utilizada no meio de trabalho. O estudo conclui que os principais problemas de adaptação passam pelo desconhecimento do impacto destas ferramentas no mercado laboral e a falta de comunicação interna das empresas.

Nadine de Fáz com os detalhes deste estudo sobre o impacto da inteligência artificial. Quase 95% dos portugueses utilizam ferramentas de IA no dia a dia.

São agora 08h07. Daqui a pouco, há Momentos de Glória para ouvir. Primeiro, Carla, que outras notícias marcam esta manhã.

Os deputados começam hoje a debater e votar o orçamento do Estado para 2026, na especialidade. A maratona vai prolongar-se por cinco dias, termina com a votação final global a 27 deste mês. Entre as propostas de alteração, destacam-se medidas relacionadas com o aumento das pensões e o fim ou a isenção de algumas portagens. Um apagão está a afetar esta manhã várias partes da cidade de Paris, está a provocar constrangimentos em linhas de metro e em alguns comboios suburbanos. A informação foi avançada pela Sky News, entretanto confirmada por uma operadora de rede francesa, que não avança a origem para esta falha de energia. A empresa diz, no entanto, esperar que a eletricidade seja restabelecida ainda esta manhã. Ataques do exército israelita na região de Khan Yunis mataram pelo menos quatro pessoas nas últimas horas, informação avançada pela Al Jazeera. Entretanto, a Human Rights Watch acusa Israel de crimes de guerra e contra a humanidade. Em causa está a expulsão de milhares de palestinianos de três campos de refugiados na Cisjordânia, no início deste ano.