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Já vamos ao ponto de situação em Coimbra, que pode ter cheias centenárias. Mas primeiro, Carla, um alerta para quem vai na estrada. Está cortado o trânsito na A1, junto a Vila Franca de Xira.
Uma medida tomada por precaução, pelo risco de queda de um placar informativo, é o que avança a fonte da Guarda Nacional Republicana. O corte já dura desde 5h40 da manhã, junto às portagens de Vila Franca de Xira, no sentido sul-norte. A mesma fonte indica que ainda não há uma estimativa sobre quanto tempo vai demorar até ser restabelecida a normalidade na Autoestrada do Norte. Esta situação está a obrigar a um desvio para a Estrada Nacional 10, que liga Cacilhas e Sacavém. É uma notícia que tem poucos minutos. Vamos continuar a acompanhá-la nos próximos jornais.
E agora sim, a Proteção Civil registou cerca de uma centena de ocorrências durante a madrugada. Nenhuma significativa, mas as autoridades continuam, sobretudo, atentas a Coimbra e também à Grande Lisboa.
É o que indica o comandante José Costa, da Proteção Civil, à Rádio Observador, num balanço feito há instantes.
Os efeitos expectáveis são cheias em cursos d'água. Neste momento, com o fenômeno previsto para a zona da Grande Lisboa e Península de Setúbal, o impacto será, sobretudo, de cheias rápidas e, portanto, a precipitação poderá causar cheias rápidas e o comportamento, todos nós já sabemos, com inundação, por exemplo, de garagens e outros espaços que fiquem abaixo da conta.
Como dissemos, as atenções estão, sobretudo, viradas para Coimbra. A presidente da Câmara Municipal alerta para a possibilidade de cheias que qualifica de centenárias e avisa que esta manhã podem ser retiradas de casa cerca de nove mil pessoas, caso se confirmem as piores previsões. Mas Luís Soares, em direto da Baixa de Coimbra, para já, tudo normal e com pouco movimento na rua.
Sim, aparentemente, esse apelo de Ana Abrunhosa para que as pessoas não saíssem de casa tem sido mais ou menos cumprido. Eu tenho andado aqui pela Baixa de Coimbra e efetivamente há muito pouco movimento, há pouco trânsito, há também poucas pessoas na rua, poucas pessoas nos cafés ou mesmo aqui também no mercado, na Rua da Sofia, que é uma das principais ruas aqui da Baixa de Coimbra, um café onde está pouca gente, mas o senhor João já se precaveu. Espera mesmo que nesse pico das 15h, que a água chegue até aqui e, por isso, já tomou as medidas necessárias.
Estamos preparados. Retirámos todos os bens que estavam nos arrumos, que estão no subcavo, numa zona inferior ao solo. E fizemos isso ontem à noite, antes que aconteça o pior.
Mas parece que está tudo normal, não é?
Neste momento, está tudo normal, mas o pico vai chegar e a água vai ter um refluxo no açude, vai voltar para trás e isso é que vai entrar na cidade mais baixo.
Isso já tinha acontecido aqui nos últimos anos ou nem por isso?
Não tem acontecido, mas agora com o aumento das chuvas, não está a ser suficiente. O caudal da água está a aumentar muito e está a se alastrar. Faz falta uma barragem.
O senhor João, que falou comigo aqui no mercado de Coimbra, aqui na Rua da Sofia, com algumas lojas que se vê que se prepararam também, têm alguns sacos de areia na parte baixa, para evitar que a água possa entrar. Mas o fact é que ao longo aqui desta zona baixa, também ali do outro lado do rio, na zona de Santa Clara, está tudo normal. As viaturas estão nas zonas mais perto do rio, não foram retiradas. Também aqui o trânsito continua a decorrer com normalidade. Nas pontes também o trânsito está normal, as pontes não estão cortadas, pelo menos não mais do que aquilo que já estavam. E nesta zona baixa, a expectativa é que, de facto, esse pico seja por volta das 15h, mas para já vai correndo a vida normal, apesar do pouco movimento aqui na Baixa de Coimbra.
Pouco movimento para já registrado em direto pelo Luís Soares, que está em Coimbra. É uma das zonas mais afetadas pelo mau tempo, ainda sem a perspectiva das tais cheias centenárias que foram ontem pré-anunciadas pela presidente da Câmara, Ana Abrunhosa. Espera-se uma nova atualização a qualquer momento. Ora, há pouco, neste jornal, ouvimos a forma como a Proteção Civil antecipava a possibilidade de cheias, quer em Coimbra, quer em Grande Lisboa. Agora sim, temos a oportunidade de ouvir o comandante José Costa, da Proteção Civil, que há pouco fez um balanço à Rádio Observador.
Entre a meia-noite e as 7h, verificaram-se 92 ocorrências relacionadas com a meteorologia adversa. Maioritariamente, quedas de árvore, que foram 33, e também inundações, que foram 23. As regiões mais afetadas: região Centro, com 39 ocorrências, e depois a região de Lisboa e Vale do Tejo, com 37 ocorrências. Envolvidos foram 316 operacionais e 117 meios terrestres.
Foi o balanço feito há instantes à Rádio Observador pela Proteção Civil. A expectativa, nesta altura, é que durante o dia de hoje, o continente se mantenha sob aviso amarelo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera para chuva, vento e queda de neve. Uma situação que deve melhorar amanhã, sem chuva e com o IPMA a prever o regresso do sol.
São agora 08h05. Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
Um incêndio industrial na Siderurgia Nacional, no Seixal, esta manhã. A informação foi confirmada à Rádio Observador pela Proteção Civil e pelos Bombeiros Mistos do Seixal. O fogo deflagrou num armazém da empresa Ecometais, com o alerta para as chamas a ser dado pouco depois das 06h30 da manhã. No local, estão operacionais de várias corporações de bombeiros. O Ministério Público abriu um novo inquérito sobre a casa de Luís Montenegro, em Espinho, à suspeita de fraude fiscal. Em causa está uma possível discrepância entre os custos da construção e o que foi declarado. A informação é avançada pelo semanário Expresso. Recorda-se que já tinha havido um primeiro inquérito sobre a casa do primeiro-ministro, por causa de alegados benefícios fiscais indevidos, mas o processo foi arquivado em dezembro de 2024. A Conferência de Segurança de Munique arranca hoje, vai contar com mais de 60 chefes de Estado e de Governo, incluindo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Portugal é representado por Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros. O Benfica joga hoje nos Açores, frente ao Santa Clara. A partida abre a jornada 22 do campeonato. Os encarnados vão tentar aproximar-se dos rivais e sabem que não podem perder mais pontos. Este jogo está marcado para às 18h30. Terá relato e comentários em direto aqui na Rádio Observador.