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Pressão nove e um. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Aníbal Cavaco Silva considera que Henrique Gouveia e Melo não tem qualificações para ser presidente da República. Alerta mesmo que se o almirante for eleito, Portugal enfrenta um risco de instabilidade e, por isso, declarou o apoio a Luís Marques Mendes na corrida a Belém.

Num artigo de opinião esta manhã no Observador, Cavaco Silva deixa rasgados elogios a Marques Mendes, destaca o bom senso e a experiência política do candidato apoiado pelo PSD. Em sentido contrário, afirma que não conhece Henrique Gouveia e Melo, mas entende que o almirante poderá ser motivo de instabilidade para o país, precisamente pela falta de experiência política. Miguel Gato.

As eleições presidenciais do dia 18 de janeiro surgem numa altura de grande incerteza e complexidade. Por isso, Aníbal Cavaco Silva afirma que Portugal precisa de um presidente da República capaz de garantir estabilidade política, construir pontes e facilitar consensos. O ex-chefe de Estado e também antigo primeiro-ministro defende que Luís Marques Mendes é a melhor escolha para o país, por ser uma pessoa com bom senso e experiência política, em contraste com Henrique Gouveia e Melo. Cavaco Silva até elogia o trabalho feito pelo almirante no processo de vacinação da Covid-19, mas ao mesmo tempo afirma que há muitos oficiais das Forças Armadas que seriam capazes de desempenhar igualmente bem essa tarefa. Diz também que não é o processo da vacinação que qualifica alguém a ser presidente da República. Cavaco Silva vai mais longe e alerta mesmo que Portugal enfrenta um risco de instabilidade se Gouveia e Melo for eleito para o Palácio de Belém. O antigo presidente do PSD entende que o almirante não tem as competências nem as qualificações para chefiar o Estado português no quadro internacional que se avizinha para os próximos anos.

Miguel Gato com os destaques do artigo de opinião publicado por Aníbal Cavaco Silva no Observador, intitulado: "Porque voto em Luís Marques Mendes para presidente da República". Neste artigo, o ex-chefe de Estado e ex-primeiro-ministro ignora todos os outros candidatos a Belém, foca-se apenas em Marques Mendes e em Gouveia e Melo e sublinha que ir votar no dia 18 de janeiro é muito importante para o futuro de Portugal.

Na análise, o editor de política do Observador fala num ataque direcionado e estratégico por parte de Cavaco Silva a Gouveia e Melo, que ajuda Luís Marques Mendes.

Rui Pedro Antunes explica que o apoio de Cavaco a Marques Mendes já era expectável e destaca as críticas do ex-presidente da República ao almirante.

A maior ajuda de Cavaco Silva não é propriamente um apoio que era esperado. Eles são amigos. Em 2020, Marques Mendes apresentou o livro de Cavaco Silva, creio que foi sobre a sua experiência como primeiro-ministro. Essa amizade é conhecida e dão-se muito bem, até do ponto de vista, têm uma boa química do ponto de vista da vida política e, portanto, é mais ou menos expectável. A grande vantagem aqui foi, de facto, este ataque, que é um ataque direcionado, é um ataque pensado e estratégico. E aí eu creio que a ajuda acaba por ser diferente daquilo que seria expectável. Ainda há dias vimos um apoio, creio que era do Morais Sarmento, que era um apoio: "Luís Marques Mendes, porque é o melhor destes". E Cavaco Silva não é isso. Ele, de facto, dá uma dupla ajuda, porque não só é-

Fende e ataca.

Exatamente.

A análise de Rui Pedro Antunes, o editor de política do Observador, há instantes no "Ivan Tsare" desta manhã.

Este artigo de opinião de Cavaco Silva pode ser lido na íntegra no site do Observador. Vamos voltar à análise ao texto no Contracorrente, para ouvir, como sempre, depois do jornal das 10. E continuamos a falar das eleições presidenciais. António José Seguro volta atrás e diz que afinal é um homem de esquerda, da esquerda moderna e moderada.

Sendo que numa entrevista ao jornal Público, o candidato apoiado pelo PS recusou assumir um posicionamento político concreto, disse que não queria ser metido numa gaveta. Agora, em entrevista à RTP, corrige a declaração, assume que é de esquerda e reconhece que teve um momento infeliz.

Em relação a essa entrevista, nem sempre nós estamos nos nossos melhores momentos. E às vezes há infelicidade nas respostas. E, portanto, eu pertenço àquela esquerda moderada, àquela esquerda moderna, que se afirma com soluções concretas para os problemas das pessoas. Mas mais importante, de onde eu venho, é para onde quero ir. Eu quero ser o presidente de todos os portugueses.

Ainda na corrida a Belém, Luís Marques Mendes e Gouveia e Melo já recusaram o desafio de André Ventura de fazer um debate entre candidatos unicamente sobre saúde. Marques Mendes fala em politiquice. Gouveia e Melo acusa o líder do Chega de aproveitamento político. Já João Cotrim Figueiredo, em entrevista à SIC, garante que não pretende desistir a favor de nenhuma candidatura e espera conseguir os votos dos indecisos.

Afinal, o PS só vai propor um aumento permanente das pensões se o governo avançar com um bónus no próximo ano. A proposta vai ser apresentada hoje no Parlamento, no dia em que terminou o prazo para os partidos avançarem com alterações ao Orçamento de Estado.

O Observador teve acesso ao texto. Nesta proposta, o PS defende que se houver algum suplemento extraordinário em função da margem orçamental, como o governo tem defendido, então esse valor, qualquer que seja, deve tornar-se permanente e ser incluído nas pensões a pagar em 2027, mas aí já não será pago de uma vez, em forma de bónus, mas sim repartidos por cada mês numa atualização efetiva das pensões.

Carla, o PS garante que a proposta não põe em causa o equilíbrio das contas públicas.

É o entendimento do partido, uma vez que o próprio governo tem afirmado que só avança com o bónus se houver margem orçamental. Como dissemos, este é o último dia, hoje, para os partidos apresentarem propostas de alteração ao Orçamento do Estado. Até ontem à noite, já tinham dado entrada na Assembleia da República mais de mil. São menos cerca de 300 do que no ano passado. A maioria das alterações foi apresentada pelo Chega. A votação final do orçamento está marcada para daqui a 20 dias. Será no dia 27 de novembro.

E este é um artigo também em destaque a esta hora no site do Observador. São 09h07. Hoje no Explicador recebemos Rui Gomes da Silva, ministro do governo-sombra do Chega para a Justiça. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora.

A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares revela que a integração dos cuidados prestados aos utentes entre os centros de saúde e os hospitais melhorou no último ano. É a principal conclusão de um estudo desta associação, que é apresentado hoje. Os gestores hospitalares reconhecem, no entanto, que há um longo caminho a fazer para concretizar a reforma da organização do SNS, iniciada em 2024 e que integra numa única unidade os cuidados primários e os cuidados hospitalares. O presidente da Assembleia da República promove hoje uma reunião de trabalho no Parlamento para discutir a reforma na Justiça. É um encontro que conta com membros de todos os partidos com assento parlamentar. Está marcado para começar daqui a pouco, às 09h30 da manhã. A sessão deve iniciar-se com uma declaração de José Pedro Aguiar Branco, seguida de uma intervenção da ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice. O aeroporto de Liège, na Bélgica, voltou a suspender temporariamente os voos por causa de um drone. O aeroporto voltou a reabrir, entretanto. Este é o segundo incidente do gênero esta semana. O ministro do Interior da Bélgica pediu ao primeiro-ministro que convoque urgentemente o Conselho de Segurança Nacional. É mais um dia de chuva. Hoje há sete distritos sob aviso amarelo do IPMA. São eles Viseu, Leiria, Coimbra, Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro. A chuva deve prolongar-se durante o fim de semana. São estas as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.