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Trabador, São Novaras. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O Ministro da Educação culpa a RTP pela polêmica sobre estudantes pobres e quer uma investigação ao caso. Queixa-se que foi vítima de um ataque cobarde e vil. A RTP noticiou na semana passada que Fernando Alexandre tinha dito que as residências universitárias se degradam mais por serem utilizadas por estudantes com menores rendimentos. Em entrevista ao jornal "Eco", o ministro diz que a estação pública se comportou como as redes sociais e quer que a direção do canal tome medidas para perceber o que se passou.

Eu acho inacreditável. Aliás, acho que a direção da RTP deve explicar isso. Por que a RTP esteve presente na sessão toda e entrevistou-me no fim e escolheu um trecho que eu não acho que seja apenas por acaso. Espere, não foi incompetência? Não foi apenas incompetência? Eu acho que a RTP tem que explicar se foi só incompetência. Eu acho que a direção da RTP tem que ir atrás disso e tem que perceber por que a jornalista que fez esta reportagem escolheu aquele trecho. Porque se as pessoas estiveram na sessão, ninguém na sessão ficou com a ideia que a RTP passou.

E, por isso, o ministro da Educação exige explicações à direção da RTP, queixa-se de ter sido alvo de um ataque cobarde. Este caso gerou uma onda de indignação, sobretudo à esquerda. O líder parlamentar do PS chegou mesmo a pedir a demissão do ministro se não viesse retificar as declarações. Catarina Martins e Jorge Pinto rejeitam desistir da corrida a Blán em favor de António José Seguro. Os dois candidatos tiveram frente a frente ontem à noite na RTP. Neste debate à esquerda, os candidatos tentaram afastar a ideia do voto útil, até porque para Catarina Martins, o pensamento de António José Seguro continua a ser incerto em várias matérias.

Há muitas vezes o discurso de que escolhermos o mal menor trava o mal maior. E a escolha do mal menor só tem feito com que o mal maior cresça. Por quê? Porque não aparece ninguém com coragem de dizer às pessoas: "É verdade que isto não está bem. É verdade que nós temos uma crise do regime democrático, mas não é uma crise que seja o ódio a resolver, porque é uma crise do acesso à habitação, é uma crise do acesso à saúde, é uma crise do custo de vida", e é preciso fazer essa afirmação. E se nós desistirmos, nestas eleições, de fazer essa afirmação e de combater por esse reinventar do país que dê esperança às pessoas, então nós podemos chamar de esquerda, mas não é esquerda de certeza.

Já Jorge Pinto, que chegou a admitir desistir a favor de Seguro, recupera agora a ideia de não colocar os ovos todos no mesmo cesto e diz que é importante eleger um presidente da República de esquerda.

Eu durmo descansado quando a minha consciência me deixa dormir descansado. E a minha consciência diz-me, neste momento, que aquilo que estou a fazer é ao serviço do país, que os temas que estou a pôr em cima da mesa e felizmente a conseguir marcar agenda, é ao serviço do país. É isso que eu vou continuar a fazer. Eu quero é que quem passe à segunda volta esteja também ele com a consciência descansada de que fará um bom serviço aos portugueses. E repito, os pontos como a defesa da Constituição vão estar em cima da mesa. A ameaça de uma golpada, de uma revisão constitucional drástica, apenas à direita e à extrema-direita, sem que isso tenha passado pelo voto dos portugueses, é uma ameaça real.

Jorge Pinto e Catarina Martins, num debate em que assumiram estarem próximos em várias matérias, a Europa acabou por ser o tema de maior discórdia, com o candidato apoiado pelo Livre a acusar Catarina Martins de querer sair da União Europeia.

Eu sei que Catarina Martins, há uns anos, numa moção que era a primeira subscritora dentro do Bloco de Esquerda, dizia, e deixe-me confirmar para não citar erradamente, que era um projeto condenado. Eu espero bem que o projeto europeu não seja um projeto condenado, porque nós precisamos muito dele no momento em que, de um lado, Donald Trump, do outro lado, Vladimir Putin, tentam definir aquilo que é o futuro da Europa e, sobretudo, tentam acabar por dentro e por fora com este projeto europeu, que, repito, nós devemos estar, porque precisamos dele e precisamos de liderar. Portugal deveria liderar esse esforço dentro do projeto europeu.

Já a bloquista rejeita que exista unidade dentro do bloco europeu.

Eu acho que o projeto europeu vai sendo desenhado com vozes divergentes. A unidade europeia não existe. Ou seja, não é uma coisa garantida, não existe. É uma disputa política, como todas, e democrática. E eu acredito que Portugal deve participar dessa construção, ou seja, nós não somos espectadores da União Europeia, somos construtores da União Europeia. E sou crítica do momento em que, infelizmente, a população europeia não teve nem o debate, nem a decisão que devia ter sobre passos europeus, que houve noutros países.

Mais logo será a vez de Henrique Coveia Melo e Luís Marques Mendes estarem frente a frente na TVI. Vai ser o último confronto a dois. E depois disso, todos os candidatos voltam a encontrar-se no debate das rádios marcado para dia 2 de janeiro, às 21h30. O frio e o mau tempo vieram para ficar, pelo menos até à véspera de Natal. Para os próximos dias, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê temperaturas baixas acompanhadas de chuva e nevoeiro. E será assim um pouco por todo o país. No litoral, as temperaturas podem descer até aos dois graus, no interior podem ir até aos três negativos e nas terras altas, depois do nevão deste fim de semana, o fenômeno deve continuar, pelo menos até ao Natal, como explica a meteorologista Paula Leitão.

Hoje e nos próximos dias vamos continuar com o tempo bastante frio. Os aguaceiros serão mais frequentes hoje e ainda podem ser ocasionalmente acompanhados de trovoada e de granizo. Durante a noite é preciso acautelar a situação do nevoeiro. Há condições para formação de nevoeiro, principalmente nas regiões do interior. Temos ainda a queda de neve. Será a cotas acima dos 600, 800 metros de altitude. A Serra da Estrela está coberta de neve. Também deverá haver neve nas serras da região norte, nos pontos mais altos, acima dos 600, 800 metros de altitude.

A meteorologista do IPMA, Paula Leitão. O tempo vai melhorar na véspera de Natal, mas as temperaturas voltam depois a descer Voltamos atenções para a atualidade internacional. O presidente dos Estados Unidos nomeou um enviado especial para a Gronelândia para que a ilha passe a ser um estado norte-americano. Apesar de se tratar de um território da Dinamarca, Donald Trump continua a defender que a Gronelândia é essencial para a segurança norte-americana e que deve passar a ser dos Estados Unidos, depois de no passado já ter tentado comprar o território, nomeou agora o governador de Louisiana para voltar a negociar com o governo dinamarquês a compra da Gronelândia. A imprensa russa denuncia um ataque ucraniano na região de Krasnodar. Foram atingidos portos e navios. É o que está a avançar esta manhã a agência estatal TASS. Não há registro de feridos ou mortos na sequência do ataque. Já a agência Reuters noticia que um general russo foi morto por um ataque com uma bomba colocada num carro nas últimas horas. Está a ser investigada a hipótese do dispositivo ter sido colocado no automóvel pelos serviços secretos ucranianos. E o ataque acontece um dia depois do encontro entre as delegações dos Estados Unidos e da Ucrânia, na Flórida. Uma reunião construtiva, de acordo com o presidente ucraniano. Na rede social X, o líder ucraniano explica que estão a ser dados passos concretos para o fim da guerra, apesar de lamentar os sinais negativos vindos da Rússia. O mesmo repto foi lançado por Steve Witkoff. O enviado especial de Donald Trump garante ter tido conversações positivas com representantes ucranianos e europeus com vista a um cessar-fogo. Na análise esta manhã, o investigador Francisco Proença Garcia faz um balanço positivo do encontro e diz que a responsabilidade está agora do lado de Moscovo.

O facto de haver conversas já é um balanço positivo. Envolve a grande potência, os Estados Unidos. É nos Estados Unidos, é com os ucranianos. Está a ser feito um esforço. Falta a aceitabilidade daquilo que for proposto por parte dos russos. E penso que não têm vontade nenhuma de ter nem um cessar-fogo. Acho que aquilo que eles estão a fazer neste momento é ganhar tempo e mostrar ao Trump que eles estão envolvidos. Quem está a criar dificuldades são os europeus, que agora financiaram por mais dois anos a Ucrânia e os ucranianos que não querem ceder território.

Francisco Proença Garcia esteve esta manhã no gabinete de guerra. Apesar de Zelensky ter afirmado no sábado que os Estados Unidos tinham proposto a presença da Rússia neste encontro na Flórida, o Kremlin garante que não houve conversas trilaterais. Em Espanha, o Partido Popular, de centro-direita, venceu as eleições na Estremadura, enquanto os socialistas tiveram o pior resultado sempre nesta região, historicamente à esquerda. O politólogo Diogo Noivo diz que os resultados são cartão vermelho a Pedro Sánchez. As eleições autonómicas deste domingo ditaram uma guinada à direita na Estremadura. O Partido Popular reuniu cerca de 43% dos votos, mais do que toda a esquerda junta. Já o Vox, de extrema-direita, obteve o melhor resultado de sempre na região, quase 17%. Para o politólogo Diogo Noivo, a última noite serve como um sinal para o governo de Pedro Sánchez.

As eleições autonómicas na Estremadura têm, de facto, uma leitura nacional, porque ocorrem numa circunstância, num contexto muito marcado pelos múltiplos casos de corrupção, peculato, tráfico de influências, abuso de poder, que marcam tanto o governo quanto o Partido Socialista, como até a família de Pedro Sánchez. Portanto, sim, por esse lado, tem uma leitura nacional.

E para Diogo Noivo, destas eleições sai também um sinal para a centro-direita: começa a tornar-se impossível governar sem o apoio do Vox.

Há más notícias para a direita também. Se é verdade que a esquerda sofre uma derrota, e uma derrota pesadíssima, também fica claro à direita, assumindo-se que estes resultados podem ser lidos de forma nacional, que não há governo de direita sem o Vox. Portanto, não há governo de direita sem a direita radical.

Declarações à Rádio Observador de Diogo Noivo. O politólogo acredita que o resultado destas eleições é o início de uma tendência que vai virar a Espanha mais à direita. São agora 9h10. Carla, antes do Explicador, que outras notícias estão em destaque a esta hora? A circulação na linha verde do metrô de Lisboa já voltou à normalidade. Informação disponibilizada na página oficial, na rede social X. Esta manhã, uma avaria na sinalização levou à interrupção parcial desta linha entre as estações de Alvalade e do Martim Moniz. Mais de seis horas é o tempo de espera para doentes urgentes em dois dos principais hospitais da área metropolitana de Lisboa, no Garcia de Orta, em Almada, e no Amadora-Sintra. Para pacientes com pulseira verde, a espera ultrapassa as nove horas em ambos os hospitais. Porto e Benfica jogam hoje para o campeonato. Os primeiros a entrar em campo são os Dragões, frente ao Alverca, a partir das 16h45. Logo a seguir, às 20h45, o Benfica recebe o Famalicão. E agora falamos de um novo recorde do Guinness. Temos agora o cão com a maior língua do mundo. Português? Não, o que ele deve fazer. Nos Estados Unidos, no estado do Oklahoma, temos um mastim francês com bulma à mistura. São um pouco grandes. Os mastins são daqueles muito grandes. Mas a língua também é. Pois, quase.

É muita língua, era o deste cão.

Quanto é que tem a língua? Tem quase 20 centímetros. Tem 19,8. Tem mais cinco centímetros que o recorde anterior.

Isso é o que dizem as más-línguas.

O Ozzy, assim se chama este recordista do Guinness. Quatro anos, uma sensação, o cão mais linguarudo do mundo. Com quatro anos, imagina quantos será a idade adulta. A língua começa aqui. Até aos pés, acho eu. Não faço ideia.