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Começamos este jornal das nove a falar das eleições presidenciais. André Ventura não recusa o voto dos membros do grupo neonazi 1143. O candidato critica os jornalistas, descreve a situação como um episódio de deslealdade. O grupo 1143 tem estado na ordem do dia com a detenção de 37 membros, com antecedentes criminais e ligações a grupos de ódio internacionais. Entre este grupo de detidos estão três militantes do Chega, que já foram candidatos pelo partido em outras eleições. Foi, por isso, um dos temas da entrevista de ontem na RTP. André Ventura negou qualquer ligação ao grupo, mas acrescenta que não rejeita quaisquer votos. André Ventura, entrevistado ontem à noite na RTP, admite também que está a contar com os votos dos sociais-democratas na segunda volta. André Ventura desvaloriza os apoios que se têm multiplicado ao candidato apoiado pelo PS. Diz que no dia 8 de fevereiro sabe bem onde a direita moderada vai colocar a cruz. André Ventura entrevistado ontem à noite na RTP, admite também que está a contar com os votos dos sociais-democratas na segunda volta. André Ventura desvaloriza os apoios que se têm multiplicado ao candidato apoiado pelo PS. Diz que no dia 8 de fevereiro sabe bem onde a direita moderada vai colocar a cruz. Esta é já a terceira entrevista de André Ventura desde o dia das eleições. Hoje vai estar na Suíça para um jantar-comício com emigrantes portugueses. Ainda não começou oficialmente a campanha eleitoral, mas o líder do Chega não tem parado. Hoje viaja até à cidade de Zurique para contacto com eleitores portugueses. Ontem esteve num evento com jovens no Lumiar, em Lisboa. Já António José Seguro não tem agenda desde terça-feira, dia em que visitou duas unidades de saúde familiar em Lisboa. Está a seguir uma estratégia oposta. Seguro tem estado longe das câmaras de televisão, não tem dado entrevistas e só retoma a agenda amanhã, no Grande Porto. E o CDS rejeita escolher entre o socialismo e o populismo. Os centristas não vão apoiar nenhum dos candidatos na segunda volta. Nem António José Seguro, nem André Ventura. O vice-presidente Álvaro Castello-Branco sublinha que o CDS está longe de qualquer um dos candidatos da segunda volta. Declarações de Álvaro Castello-Branco, vice-presidente do CDS, ontem à noite na sede do partido. Apesar da posição oficial do partido, há nomes do CDS como Cecília Meireles, Diogo Feio ou Francisco Rodrigues dos Santos, que já anunciaram que vão votar em António José Seguro. E hoje os líderes europeus reúnem-se para discutir a relação com os Estados Unidos, numa altura em que a Dinamarca descarta quaisquer negociações sobre a soberania da Gronelândia. A primeira-ministra da Dinamarca reage assim por comunicado às negociações que aconteceram ontem entre Donald Trump e o secretário-geral da NATO. Sublinha um ponto: a Aliança Atlântica não pode tomar decisões sobre a soberania do território dinamarquês, onde se inclui a Gronelândia. Já os líderes europeus reúnem-se hoje numa cimeira extraordinária em Bruxelas para tentar mostrar um sinal de coesão. Ontem, Trump retirou a ameaça de aplicar tarifas contra os países que se opusessem à anexação deste território autónomo dinamarquês. Em entrevista à CNBC, o líder da Casa Branca revelou ter chegado a um conceito de acordo sobre a Gronelândia com o secretário-geral da NATO.

Retirámos as tarifas porque parece que temos uma espécie de acordo. É um pouco complicado, mas vamos explicá-lo em breve. Tenho falado com o secretário-geral da NATO e com outras pessoas. É o tipo de acordo que quero fechar. A Dinamarca, sim, acredito que Mark Rutte tenha falado com eles.

O secretário-geral da NATO esteve reunido com Trump ontem em Davos, na Suíça. Diz que a soberania da Gronelândia não foi tema em cima da mesa. Esta espécie de acordo envolve, antes, o projeto da cúpula dourada, desenhado por Trump para defender o território norte-americano e que envolve também os direitos de minerais. Este anteprojeto foi bem recebido pelo governo da Dinamarca, com o ministro dos Negócios Estrangeiros a garantir que as negociações que se seguem vão respeitar as linhas vermelhas do país. E na análise, o historiador Bruno Cardoso Reis entende que a Europa não se deve precipitar sobre questões de soberania. Considera que a União Europeia tem de aprender a lidar com Donald Trump. Alerta que o presidente norte-americano tem vindo a recuar quando sente resistência dos aliados e que isso pode ser uma lição. Por isso, defende que Bruxelas não deve aceitar qualquer proposta dos Estados Unidos que coloque em causa a soberania do território.

Não há nenhum acordo sobre a Gronelândia. Para haver acordo, é preciso que a Dinamarca e a Gronelândia concordem, qualquer que seja. Eventualmente, haverá aqui uma proposta que ele terá apalavrado com o secretário-geral da NATO. Mas a mim parece-me que a lição fundamental é que realmente Donald Trump, quando percebe que há resistência e que há custos, recua. Espero que os europeus tenham percebido isso e não se precipitem agora a aceitar qualquer coisa que Trump ponha em cima da mesa. E tudo o que seja cedências de soberania, de facto, não deve ser aceito.

A análise de Bruno Cardoso Reis no Gabinete de Guerra desta manhã. O historiador fala no anúncio confuso por parte do líder da Casa Branca e alerta que é necessário cautela para entender quais são os próximos passos de Trump. A relação entre a Europa e os Estados Unidos é o tema do Explicador desta manhã, que começa já a seguir. Juntam-se a nós três eurodeputados, Francisco Assis, do PS, Paulo Cunha, do PSD, e Tiago Moreira de Sá, do CHEGA. Mas antes, Carla, que outras notícias marcam esta manhã? Ainda Donald Trump, que diz esperar que não seja necessário realizar mais ações no Irão. É uma declaração do presidente norte-americano, depois das ameaças dos Estados Unidos terem alegadamente levado o Irão a cancelar as execuções planeadas, pelo menos de 800 manifestantes. Em entrevista à CNBC, Trump espera que não seja necessário mais ações e alerta que vai continuar atento à situação no país. O presidente norte-americano, que hoje se reúne com Volodymyr Zelenskyy, à margem do Fórum Econômico Mundial. O encontro entre os dois presidentes acontece paralelamente a uma reunião entre Vladimir Putin e os emissários norte-americanos para as negociações de paz. Trump inaugura também hoje em Davos o Conselho de Paz, criado para pôr fim à guerra em Gaza. O alargamento da licença parental vai voltar a ser discutida na Assembleia da República. Isto depois de uma iniciativa de cidadãos que reuniu mais de 42 mil assinaturas. Em causa está o alargamento desta licença inicial para seis meses, paga a 100%, independentemente da partilha entre progenitores. A primeira tentativa de mudança ficou sem efeito depois da queda do governo, em março do ano passado, mas este grupo de cidadãos conseguiu recolher mais assinaturas para o tema voltar a ser discutido.