Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Marcelo Rebelo de Sousa garante que o apoio de Portugal à Ucrânia mantém-se inabalável quatro anos depois do início da invasão russa.

É uma garantia deixada numa nota publicada no site da Presidência da República esta manhã. Marcelo assegura que Portugal continua, assim como a União Europeia, a apoiar de forma política, militar e financeira a Ucrânia, um apoio que vai continuar a ser prestado pelo tempo que for necessário. O Presidente da República promete também respaldar a adesão da Ucrânia à União Europeia e manter os esforços internacionais para pressionar a Rússia a terminar a agressão. Marcelo elogia também a coragem admirável do povo ucraniano e espera que 2026 traga um fim justo à guerra, com base no acordo inspirado no direito internacional.

O governo da AD também afirma que Portugal está ao lado da Ucrânia desde o início da guerra. O Executivo espera que este ano seja possível alcançar um acordo para acabar com o conflito.

Esta mensagem é transmitida pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros numa publicação na rede social X. Paulo Rangel fala em quatro anos de sofrimento para todo o povo da Ucrânia, militares e civis. Lembra que Portugal tem uma grande comunidade ucraniana e que está ao lado de Kiev desde o início da guerra, com apoio humanitário, financeiro e militar. Paulo Rangel diz que acredita no futuro europeu da Ucrânia e espera que em 2026 seja possível um acordo de paz sustentável, duradouro e justo.

Volodymyr Zelensky assinala estes quatro anos de guerra na Ucrânia com uma mensagem de esperança e resistência. O presidente da Ucrânia destaca que, passado todo este tempo, Vladimir Putin não alcançou os objetivos esperados.

Num vídeo publicado na rede social X, Zelensky destaca a força do povo ucraniano, afirma que a guerra não quebrou o país, garante também que Kiev vai continuar a defender-se e garante que nunca vai desistir de defender a independência da Ucrânia.

Olhando para o início da invasão e refletindo sobre o presente, temos todo o direito de dizer: defendemos a nossa independência e não perdemos a nossa soberania. Putin não alcançou os seus objetivos. Ele não subjugou os ucranianos, ele não venceu esta guerra. Preservamos a Ucrânia e faremos tudo para garantir a paz e a justiça.

Volodymyr Zelensky, num longo vídeo publicado esta manhã nas redes sociais. O presidente da Ucrânia participa a esta hora numa cerimônia em Kiev para assinalar os quatro anos de guerra. Estão presentes Ursula von der Leyen e António Costa. Os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu chegaram de madrugada numa mensagem de apoio à União Europeia. Os dois vão encontrar-se mais logo com Volodymyr Zelensky.

Em Kiev, sente-se cada vez mais o impacto da guerra. Há voluntários a trabalhar todos os dias na linha da frente e avisam que há quem comece a perder a esperança depois de quatro anos de conflito.

Falamos de várias associações de voluntários de países europeus. É o caso da associação polaca Polish Humanitarian Action, que trabalha em Kiev e Kharkiv, cidades onde ainda se nota o impacto da guerra. Os voluntários confessam que têm medo que a Europa comece a esquecer a Ucrânia. João Gama.

Na Ucrânia desde 2014 e em Kiev desde a semana passada, Elena Krajewska descreve um país que enfrenta dificuldades bem além da linha da frente e que se chegam a sentir na capital.

A diferença é palpável. No ano passado, havia mais esperança na cara das pessoas. Estavam menos cansadas desta situação, mas nos últimos meses, sem eletricidade, sem água quente ou potável, sem aquecimento em tantos prédios, isso realmente afetou a confiança das pessoas.

O inverno e as temperaturas baixas que se fazem sentir em Kiev, dificuldades acentuadas pelos ataques russos contra as estruturas energéticas do país. Já em Kharkiv, o cenário é diferente e resume-se numa palavra: destruição.

Em Kharkiv há mais prédios destruídos do que havia no ano passado por bombardeamentos. Praticamente um em cada dois, um em cada três. Podemos ver que é uma cidade na linha da frente.

Elena Krajewska é a porta-voz da Polish Humanitarian Action, uma associação que trabalha em vários pontos da Ucrânia, que ajuda populações que ainda precisam de tudo.

Ajudamos muitas pessoas com ajuda psicológica, porque todos aqui vivem traumas depois de quatro anos. Nós estamos especialmente a apoiar crianças, professores e pais, porque é horrível passar a infância e ser um pai, especialmente um pai recente, durante a guerra.

E que estão cansadas quatro anos depois do início da guerra. Os ucranianos querem continuar a ser lembrados, até porque dizem que não são feitos de ferro.

As pessoas querem paz, querem tranquilidade, querem olhar para o céu e não ter medo. Querem viajar, apanhar um avião e ir a Lisboa, por exemplo. As pessoas estão cansadas. Todos aplaudem os ucranianos por serem invencíveis, mas não é verdade. Dizer isso diminui a dor e o sofrimento que estas pessoas estão a sentir. Pedem-nos que não digamos isso, porque estão aqui a sobreviver, a tentar sobreviver como sociedade.

Elena Krajewska está na Ucrânia para continuar, e não apenas até o fim da guerra, até porque se a guerra acabasse amanhã, lembra que ainda há um país para reconstruir.

João Gama, que falou com uma voluntária em Kiev. Ainda ontem à noite voltaram a ser ouvidas explosões na capital ucraniana. Nas últimas semanas, os ataques russos deixaram milhares de edifícios sem aquecimento em pleno inverno.

Já a seguir, o Explicador com debate entre eurodeputados do PSD, CHEGA e PCP sobre a guerra na Ucrânia. Primeiro, Carla, tempo para as outras notícias que estão em destaque.

O Presidente da República eleito recebe hoje o Primeiro-Ministro no Palácio Nacional de Queluz. Nesta reunião vai ser discutido o PTR, o programa do Governo para a reconstrução dos estragos causados pelas tempestades. Este encontro entre António José Seguro e Luís Montenegro está marcado para às 16h. O Conselho de Reitores pede um pacote de emergência para responder às dificuldades financeiras das universidades já neste ano letivo. De acordo com o documento enviado ao Ministério da Educação a que a Agência Lusa teve acesso, os reitores falam de uma erosão orçamental sistémica e de uma insegurança jurídica sem precedentes no ensino superior. "Os Segredos da Seita do Yoga" é o podcast Plus do Observador. O quinto e penúltimo episódio está agora disponível e conta a história real de uma seita que usava a prática do yoga como ponto de entrada para um mundo de alegada exploração sexual.

Este episódio conta como o guru deste movimento levava as mulheres a ter um sentimento de culpa.

Eu achava que se me fosse feito o convite para alguma iniciação com ele, que eu teria tido tempo de o conhecer, de privar com ele, de decidir se queria ou não queria, de decidir se havia amor ou não. E eu estava convencida de que eu queria. Eu tinha escrito não sei quantas vezes que eu consentia. Se eu não quisesse, eu era um ser moral. Portanto, o que quer que fosse a iniciação, naquele momento, eu já só queria fazê-la rápido pra mim vir embora pra Portugal.

Esta é uma série em podcast narrada pela atriz Daniela Ruah, com banda sonora original de Benjamim.

O último episódio de "Os Segredos da Seita do Yoga" estreia na próxima semana, mas se for assinante Standard ou Premium do Observador, tem acesso antecipado à série completa.