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São nove horas. Começa a esta hora a sessão solene na Assembleia da República pra tomada de posse de António José Seguro. Os trabalhos no Parlamento são abertos por José Pedro Aguiar Branco.

Sendo que António José Seguro é empossado Presidente da República esta manhã. O momento está marcado para às 10h, mas a sessão, como dizias, Maria João, começa a esta hora. Vamos já em direto até à Assembleia da República. É lá que está o Miguel Viterbo Dias. Miguel, os primeiros convidados já começaram a chegar e António José Seguro.

Ainda falta cerca de meia hora para a chegada do Presidente da República eleito numa sessão que já está formalmente aberta. José Pedro Aguiar Branco esteve agora aqui mesmo no Hemiciclo, nem se chegou a sentar, para anunciar a abertura da sessão, que foi imediatamente suspensa, porque tanto o presidente do Parlamento como os membros da Mesa e os vice-presidentes da Assembleia da República têm agora funções protocolares a cumprir, nomeadamente o de acompanhar os convidados que vão chegando à Assembleia da República. São várias também as entidades estrangeiras que vão marcar presença nesta tomada de posse, como por exemplo, o rei Filipe sexto, numa altura em que, aqui por dentro do Hemiciclo, depois de suspensa a sessão, vários deputados ficaram à conversa e vão trocando algumas impressões à medida também que as galerias se vão enchendo. Galerias destinadas, como referi, a entidades estrangeiras, também a convidados nacionais e a nomes que podem ter sido indicados tanto por Marcelo Rebelo de Sousa como por António José Seguro para marcarem presença. Mas a acompanhar também esta fase protocolar da chegada dos convidados, está o Vasco Maldonado Correia, junto à entrada principal do Palácio de São Bento. Vasco.

Aqui estou, Miguel, e creio que conseguem ouvir também já a fanfarra aqui preparada para receber António José Seguro e também todos os convidados que já aqui vão chegando, que já por aqui vão passando pela escadaria exterior. Ao longo dos últimos minutos têm passado vários ministros do governo do Luís Montenegro, também alguns dos principais convidados que vão entrando, tanto pela esquerda como pela direita, sendo que quando chegam de carro, chegam aqui pela direita da Assembleia da República, perto da Calçada da Estrela. Também por aí que vão chegando esses convidados, onde está aqui preparado toda esta cerimónia de entrada para a Assembleia da República, por onde António José Seguro vai passar quando forem 9h30 da manhã. Vai chegar acompanhado pela mulher, Margarida Maldonado Freitas, e também pelos filhos. Vai ser aqui recebido pelo presidente da Assembleia da República, vai saudar o estandarte nacional e vai também depois passar aqui pela guarda honorífica, vai fazer a saudação pela guarda de honra e sobe depois a escadaria exterior, a altura em que vai ser depois recebido pelos membros da mesa da Assembleia da República. Esse momento só deverá acontecer quando forem 9h30 da manhã. Sabemos que António José Seguro já saiu de casa das Caldas da Rainha. Ainda antes disso, vai chegar aqui o primeiro-ministro Luís Montenegro, cerca das 9h25. Nesta altura, como dizia, vão chegando os convidados, sendo que a partir desta hora, é o que diz também o cerimonial desta tomada de posse, devem começar a chegar os antigos presidentes da República, que estão convidados, os antigos presidentes da Assembleia da República e também antigos chefes de governo.

E Vasco Maldonado Correia, vai-se assim cumprindo o horário previsto pelo protocolo para a tomada de posse de António José Seguro. O Vasco e também o Miguel Viterbo Dias vão nos dar conta, precisamente, do arranque desta sessão solene, que começa agora com a tomada de posse marcada para às 10h.

E hoje temos um Contracorrente especial que começa mais cedo, já a seguir a este jornal, e termina à 13h, isto para acompanhar toda a cerimónia de tomada de posse. Destaque também para a despedida de Marcelo Rebelo de Sousa, do Palácio de Belém. Foram 10 anos. Importa, por isso, Carla, olharmos para os números que nos mostram várias curiosidades.

Falamos, por exemplo, de viagens ao estrangeiro, condecorações, vetos políticos. Ao longo destes 10 anos, Marcelo Rebelo de Sousa traçou várias diferenças face aos antecessores, e os números mostram isso mesmo, Rui Casanova.

Começamos com as viagens de Marcelo Rebelo de Sousa ao estrangeiro. Foram ao todo 175. A primeira foi logo em março de 2016, após a tomada de posse, teve como destinos o Vaticano e Espanha, com destaque para o encontro com o Papa Francisco.

Saí muito feliz da audiência.

Das 175 viagens, Marcelo visitou ao todo 60 países, mais do que os antecessores. Para comparação, por exemplo, Aníbal Cavaco Silva fez apenas 80 deslocações ao estrangeiro enquanto esteve em Belém. Os números não são tão diferentes quando o tema são as condecorações.

É uma homenagem ao presidente francês e é uma homenagem à França.

Destaque aqui para uma condecoração a Emmanuel Macron, com a Ordem do Infante Dom Henrique. Foi apenas uma das cerca de 2500 condecorações entregues por Marcelo Rebelo de Sousa em Belém, quase sempre em cerimônias restritas. Noutros números, Marcelo Rebelo de Sousa usou 43 vezes o veto político nos 10 anos em Belém e submeteu nove pedidos de fiscalização preventiva ao Tribunal Constitucional. Destacamos, por exemplo, os dois pedidos de fiscalização preventiva sobre a morte medicamente assistida.

Pode dizer-se que se preenche as exigências que o Tribunal Constitucional apresentou sob a primeira versão do diploma, sim ou não?

Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas em Belém, corria o ano de 2023, várias vezes, perante discordâncias ou dúvidas, optou por promulgar os diplomas, mas deixou sempre claras as objeções ou reservas através de recados no site da Presidência.

Rui Casanova, com alguns dos números que marcaram os 10 anos de Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém. Carlos Pedro, agora em direto, também numa altura em que Marcelo está a sair do Palácio de Belém.

Precisamente, Carla, Marcelo Rebelo de Sousa chegou aqui ao Palácio de Belém de carro. Abandona agora a pé, tal como aconteceu há 10 anos, quando entrou aqui no Palácio de Belém, já depois de ter tomado posse como presidente da República. Abandona a pé o Palácio de Belém, logo depois de se ouvir o hino. Ouviu o hino ainda dentro do palácio, e agora é aplaudido por algumas pessoas que se juntam aqui no Jardim Afonso de Albuquerque, à frente do Palácio de Belém, que vão se despedindo de Marcelo Rebelo de Sousa, também sob o olhar atento de algumas pessoas que acompanharam Marcelo na Presidência da República, que vão assistindo a esta cerimónia a partir do Pátio dos Bichos, no Palácio de Belém. Marcelo prepara-se agora para saudar o Esquadrão Presidencial de Segurança de Honra da Guarda Nacional Republicana, esta guarda de honra que marca este início cerimonial da despedida de Marcelo Rebelo de Sousa. Uma cerimónia que, de resto, acontece num processo diferente daquele que aconteceu em 2016, quando Aníbal Cavaco Silva disse adeus a este mesmo Palácio de Belém. Na altura, a cerimónia decorreu dentro do palácio, com direito a passadeira vermelha. Cavaco Silva prestou continência, ouviu o hino e depois, aí sim, saiu pelo portão junto à entrada do Museu da Presidência. Dez anos depois, exatos 10 anos desde a tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa, o ainda presidente da República saiu como entrou e agora, já no exterior do Palácio de Belém, vai saudando a guarda de honra da GNR e no momento em que se ouve agora o hino nacional, o último do presidente Marcelo Rebelo de Sousa, aqui junto ao Palácio de Belém. Vamos ouvir. Marcelo Rebelo de Sousa, a ouvir aqui o hino de Portugal pela última vez enquanto presidente da República, junto do Palácio de Belém, porque ainda vai voltar a ouvi-lo na Assembleia da República, para onde vai seguir depois desta cerimónia. Uma cerimónia que vai captando a atenção de quem por aqui passa a pé, até porque está cortada a circulação automóvel entre o Palácio de Belém e o Jardim Afonso de Albuquerque. Circulam apenas algumas viaturas da polícia, que tem aqui um forte contingente montado. Ainda assim, algumas pessoas, não muitas, até porque o tempo não está convidativo a isso, vão contemplando este momento. Marcelo Rebelo de Sousa, que vai aqui dando o último adeus ao Palácio de Belém enquanto presidente da República, 10 anos depois de ter entrado, vai depois seguir em direção ao Palácio de São Bento e à Assembleia da República, onde vai passar o testemunho a António José Seguro.

Carlos Pedro a registar este momento em que Marcelo Rebelo de Sousa se despede do Palácio de Belém. É a última vez que sai do local com o cargo de presidente da República.

Em Celorico de Basto, a terra onde Marcelo Rebelo de Sousa vota e tem raízes, os habitantes destacam o humanismo e a proximidade do até aqui presidente da República. E há até quem pense que volte ao comentário político. Celorico de Basto, no distrito de Braga, é a terra de parte da família de Marcelo Rebelo de Sousa, é onde o até aqui chefe de Estado vota. Há um agradecimento especial por estes dias a Marcelo. A jornalista Maria Rego foi até lá e encontrou várias histórias de quem sentiu esta proximidade nos últimos anos.

Por Celorico de Basto, Marcelo Rebelo de Sousa deixou a sua marca.

Nós sentíamos que ele tinha orgulho em ter as suas raízes em Celorico.

Sempre adorei vê-lo na televisão, nas entrevistas. Quando era comentador, gostava muito de o ouvir, não perdia.

E mesmo na hora da despedida, há quem deseje um até já.

Não sei se ele voltará a ser comentador. Se for, vou ouvi-lo sempre que possa.

Pelas ruas de Celorico de Basto, há um restaurante que salta à vista, o Nova Vila, revestido de quadros do dono, António Sousa, lado a lado com o presidente da República, de quem destaca o lado humano.

Eu acho que ele vai deixar marca no país, porque era um presidente que convivia com toda a gente.

E o convívio chegava até na hora da refeição.

Metia-se à cozinha, despedia-se, dava uma espreitadela no que havia para almoçar ou jantar e era assim que funcionava.

Mas não era só assim. No restaurante, a bibliotecária Fátima Cunha também partilha como eram as visitas de Marcelo Rebelo de Sousa à biblioteca que tem o seu nome.

O que ele faz quando vem à biblioteca? Desaparece no meio das estantes.

Mas as histórias não ficam por aqui.

Recordo-me que numa feira do livro que trouxe a Ana Maria Magalhães e a Isabel Alçada, que lhes lançou o repto de escrever uma aventura aqui em Celorico, e fizeram. Escreveram uma aventura no castelo e ofereceu os livros aos miúdos.

Ao todo, a Biblioteca Municipal Professor Marcelo Rebelo de Sousa conta com cerca de 150 mil livros doados, um espólio que o torna especial para Fátima Cunha.

Gostei muito do facto de ele ter vindo tantas vezes a Celorico, ter falado de Celorico e desta presença constante, mesmo na biblioteca, com o envio de documentos. Portanto, gostei e acho que é o meu presidente.

Um presidente da República que cessa agora funções, mas que permanece no coração dos habitantes de Celorico de Basto.

Maria Rego em Celorico de Basto esta manhã.

A tomada de posse de António José Seguro e a despedida de Marcelo Rebelo de Sousa é também o tema da história do dia de hoje já disponível em podcast. São 9:13 antes do Contracorrente edição especial. Carla, que outras notícias marcam esta manhã?

Chegou esta madrugada a Lisboa mais um voo de repatriamento vindo do Médio Oriente com 54 portugueses. É o terceiro voo organizado pelo governo, desta vez vai da Arábia Saudita. O governo explica que para já não estão previstos mais voos de repatriamento, mas garante que está atento à situação no terreno e aos pedidos de ajuda de portugueses no território. A instabilidade provocada pelo conflito deve começar a refletir-se nos preços em Portugal, sobretudo a partir de hoje, com destaque para os combustíveis. Está prevista uma subida recorde dos preços do gasóleo, que pode subir mais 0,25 €/L e a gasolina 0,07 €. O governo já anunciou um desconto no ISP para o gasóleo. A oposição tem pedido mais medidas para mitigar os impactos do conflito na economia. Dez distritos do Norte e Centro do continente estão hoje sob aviso amarelo devido às previsões de queda de neve. É o que indica o IPMA, que prevê um dia de chuva em todo o território continental. O estado do tempo deve começar a melhorar ao longo da semana.