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9 horas. Está a começar o Jornal das Nove, com a edição do Carlos Pedro. Carlos, está próximo o acordo entre Irão e Estados Unidos, mas Teerão avisa que a retórica americana tem de mudar.
Abbas Araghchi, em entrevista a um canal de televisão iraniano, garante que Teerão não vai recuar perante as ameaças da Casa Branca. O Irão admitiu ontem que a paz nunca esteve tão perto. Ainda assim, o acordo só acontecerá numa fase final, porque primeiro terá de ser assinado um memorando de entendimento entre os dois países, que pressupõe, desde logo, a reabertura do estreito de Ormuz. Quanto ao dossier nuclear, o assunto ficará para uma fase final. O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros admite que as exigências dos Estados Unidos não são, por agora, aceitáveis. Este acordo será feito ainda à revelia de Israel, a quem Abbas Araghchi acusa de tentar minar as negociações.
Devo afirmar explicitamente que este acordo tem inimigos, liderados pelo regime sionista, e estão à procura de pretextos para o sabotar. A nossa posição é clara: se fôssemos ceder à pressão, já teríamos cedido há muito tempo. Se as ameaças de ataques às infraestruturas ou outras ameaças nos fizessem recuar, já teríamos recuado há muito tempo. Não é o caso, e foram enviadas mensagens muito claras para o outro lado de que as ameaças têm o efeito contrário. Se querem avançar para um entendimento, a retórica precisa de mudar. Se querem partir para as ameaças, para a pressão e para a guerra, estamos prontos.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, em entrevista a um canal de televisão do país. O Hezbollah afirma que o memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão exige a retirada de Israel do território libanês, mas avança à Al Jazeera esta manhã. Israel emitiu ordens de evacuação para 20 cidades e vilas do Líbano. A Al Jazeera cita uma publicação das Forças de Defesa Israelitas na rede social X durante a última madrugada. Destaque para os Estados Unidos, que dizem ter abatido vários drones iranianos que tinham como alvo navios no estreito de Ormuz.
E o embaixador de Portugal na NATO garante que o compromisso dos Estados Unidos com o artigo quinto do tratado não está em causa.
É o artigo que define que um ataque a um membro da Aliança Atlântica é um ataque contra todos os aliados. A confiança na posição norte-americana é expressa por Paulo Viseu Pinheiro, em entrevista à Lusa. O representante permanente de Portugal na NATO desvaloriza eventuais receios e, para isso, cita o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
O compromisso do artigo quinto naquilo que é de expansão fundamental, que é o nuclear e todo o apoio convencional crítico, o apoio crítico que é o artigo quinto, esse não está em causa. E em todas as reuniões ministeriais, incluindo a última do ano, que foi informal em Helsinborg, essa unidade foi reafirmada mais recentemente pelo secretário Rubio, que está aí está. E essa unidade é a que se tem mantido.
Paulo Viseu Pinheiro à Lusa admite que a NATO tem passado por algumas crises desde a criação, mas garante que a Aliança Atlântica sai sempre reforçada dessas crises. Ainda nesta entrevista, sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia, o embaixador de Portugal na NATO diz que o compromisso europeu com Kiev vai ser expresso na próxima cimeira da Aliança, que decorre entre 7 e 8 do próximo mês, na cidade turca de Ancara.
9 horas e 3 minutos. A Seleção Nacional de Futebol faz hoje o primeiro treino em solo norte-americano. A comitiva portuguesa chegou aos Estados Unidos ainda antes da meia-noite. Já no hotel, em Miami, o presidente da federação passou uma mensagem de confiança.
Fala numa equipa com qualidade e com bons jogadores. Ainda assim, Pedro Proença pede que a ambição seja moderada. Em Palm Beach, onde a seleção tem o seu quartel-general para esta primeira fase do Campeonato do Mundo de Futebol, Pedro Proença fala numa seleção que está tranquila e preparada.
Aquilo que lhes disse foi exatamente aquilo que disse na presença do presidente da República, do primeiro-ministro, que obviamente há uma ambição contida, mas legítima de quem quer chegar muito longe. A equipa está muito bem, está mentalizada, está tranquila, sente-se uma grande tranquilidade, uma grande maturidade. E essa transmissão de maturidade de jogadores, de equipa técnica, de estrutura da federação, que está habituada a esses grandes torneios, é perceber que até se pode começar menos bem. Muitas vezes as equipas começam menos bem, terminam muitíssimo bem. Caso lembre-se do último campeonato do mundo. Portanto, temos que estar preparados para todos os cenários.
Pedro Proença. Antes falou o selecionador nacional, Roberto Martínez, na chegada da equipa portuguesa ao aeroporto de Miami. O técnico garante que a equipa nacional vai aos Estados Unidos com muita vontade de vencer.
Acho que levamos conosco toda a força do povo português e chegar aqui é o momento de começar o segundo bloco. O primeiro bloco é a preparação em Portugal, o segundo bloco agora é o mundial dos três jogos da fase grupos. Estamos muito entusiasmados e cheios de força, responsabilidade também, mas acima de tudo, coragem e força.
Roberto Martínez aos microfones da Sport TV. Portugal treina hoje pela primeira vez em Miami, perto da meia-noite, pelas 11 horas. Antes disso, um jogador português faz uma conferência de imprensa. A estreia de Portugal está marcada para quarta-feira da próxima semana, diante da República Democrática do Congo.
Ainda no mundial, na última madrugada houve espaço para a primeira goleada da competição. Os Estados Unidos derrotaram a seleção do Paraguai por
4x1. Com gols de Bobadilla, o paraguaio marcou na própria baliza, Folarin Balogun bisou e Giovanni Reyna marcou também para os Estados Unidos, os quatro gols norte-americanos. Mauricio ainda reduziu para a equipe paraguaia, mas de nada valeu. Os Estados Unidos lideram, para já, o grupo D, que junta ainda Turquia e Austrália, que só entram em campo na próxima madrugada. Hoje há mais jogos. Pelas 20h acontece o pontapé de saída no Catar x Suíça do grupo B. Três horas depois, às 23h, hora de Portugal, dá-se a estreia em prova do Brasil, de Carlo Ancelotti. A Canarinha de frente à seleção de Marrocos, o carrasco de Portugal no último Campeonato do Mundo, em 2022. São jogos que poderá acompanhar nos espaços noticiosos da Rádio Observador, onde acompanhamos também os últimos minutos de todas as partidas deste mundial.
E depois do jornal das 10, há Diário do Mundial, com o enviado especial da Rádio Observador às Américas, o Miguel Cordeiro. E já é conhecido, Carlos, o grande vencedor da edição deste ano das Marchas de Lisboa. Ao fim de oito anos de jejum, Alfama volta a vencer.
E com o tema "Os Santos Devem Estar Loucos", que retrata o contraste entre a tradição da marcha e as mudanças sentidas no bairro. Foi assim que o bairro de Alfama levou o título para casa numa das noites mais emblemáticas da cidade de Lisboa. Cerca de 2 mil pessoas participaram neste desfile em representação dos 20 bairros lisboetas. No fim, Alfama venceu, a Marcha de Alcântara ficou em segundo lugar. O pódio fechou com o terceiro lugar entregue à Marcha da Madragoa.
E Carlos, arranca no próximo mês de julho o programa de reabilitação para incendiários. Vai funcionar dentro de sete cadeias, mas também fora das prisões.
Foi anunciado em 2018 e vai agora ser implementado em formato individual em sete cadeias: Castelo Branco, Coimbra, Izeda, em Bragança, Lisboa, Vale do Sousa, Viseu e Porto. O programa é destinado a condenados pelo crime de incêndio. Há 29 presos preventivos nas cadeias portuguesas e 59 condenados pelo crime de incêndio florestal. Fora das prisões, os serviços prisionais contam mais de uma centena de pessoas com a suspensão da execução da pena de prisão e quatro com a obrigação de permanência na habitação com pulseira eletrônica.
E está oficialmente aberta em todo o país a época balnear. Para quem gosta de ir a banhos, há mais de 670 opções.
É pelo menos o que indica o site da Agência Portuguesa do Ambiente, mais de 500 opções no continente, 88 nos Açores e 60 na Madeira. A época balnear chega hoje a todos os conselhos do país. É uma abertura marcada pelas tempestades que provocaram no início do ano erosão costeira. Por isso, algumas praias de Leiria e Valongo estão fora da lista das zonas balneares funcionais deste ano.
E que é com um mergulho que fechamos este jornal das nove, que teve edição do Carlos Pedro.