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Este é o Domínio da Guerra da rádio Observador, sempre com o Major-General Arno Moreira. Bom dia.
Bom dia a todos.
Bem-vindo, general. Começamos pelo Médio Oriente. Depois de várias semanas de guerra intensa envolvendo meios dos Estados Unidos e de Israel contra forças e infraestruturas do Irão e de um período conturbado de cessar-fogo, chegaram notícias contraditórias sobre a finalização de um memorando. Que ponto de situação podemos fazer, general?
Muito bom. Esta foi uma semana muito complicada de comentar do ponto de vista da análise geopolítica. Muito complicada. Nós que sistematizamos tudo aqui no Domínio da Guerra, vamos dividir esta semana em três áreas temáticas. O que são elementos de continuidade, o que são elementos de novidade e o que são elementos de disrupção que aconteceram esta semana. Vamos começar pelos de continuidade. O que ocorreu esta semana que já tinha ocorrido nas semanas anteriores? A retórica para consumo interno por ambas as partes. Quer Donald Trump, quer a Guarda Revolucionária Iraniana, prosseguiram esta semana uma campanha de retórica, sobretudo virada para aquilo que são os respectivos públicos internos. No caso da Guarda Revolucionária, a tentativa de mostrar que não está nada fechado, que não há humilhação nenhuma do Irão, que o acordo não está fechado, etc. Por parte de Donald Trump, a ideia de que ou o acordo é como eu quero, ou então não há acordo nenhum. Portanto, não houve alteração significativa. É um elemento de continuidade este elemento da retórica interna. Há um outro elemento de continuidade a que talvez não estejamos muito atentos, que é a profunda guerra de desinformação que nós temos. Nós passamos muito do tempo da nossa análise e do nosso comentário a comentar coisas que não existem. Isto é, é aquilo que eu chamo as fontes com acesso ao processo. Ninguém nunca nos explicou o que é isto do acesso ao processo.
Que fontes são essas.
E que fontes são estas. Na grande maioria dos casos, trata-se de pessoas que são contratadas para desinformar, isto é, para pegar num conjunto de notícias dispersas que vão surgindo e depois redigir uma notícia e dar como certa.
Torná-las como oficiais.
É, torná-las como oficiais. Há uma enorme campanha de desinformação que depois é amplificada exatamente pelo comentário. Como nós não temos acesso aos textos que estão verdadeiramente a ser negociados, acabamos por tomar por certo aquilo que temos, que são estas notícias das tais fontes geralmente bem ligadas ao processo, o que quer que isso queira dizer. Há muita desinformação. Estes são os grandes elementos de continuidade. Mas houve esta semana um número muito significativo de elementos de descontinuidade e, portanto, de novidade. A primeira tem a ver com a noção de tempo. Donald Trump trouxe esta semana um elemento novo: afinal, o tempo para ele não é importante. Este é um aspeto muito importante, porque um dos condicionalismos de todo este processo negocial tem a ver com a ideia de que isso acontece geralmente no Ocidente. O Ocidente tem tempos políticos que são marcados por atos de natureza eleitoral, com reflexos depois nas políticas internas e sobretudo nos equilíbrios, na gestão dos poderes de equilíbrios internos políticos, que limitam a nossa capacidade de atuar do ponto de vista da continuidade no tempo. E, portanto, Donald Trump o que veio trazer esta semana foi o anúncio: eu não me interesso para nada as midterm elections.
Era isso que eu ia dizer, para eu falar das midterms.
A mim não me interessa nada. O que eu quero é um bom acordo. Há alguma razão nisto. Isto é, um mau acordo, ainda que a tempo de agir-
É tão prejudicial quanto um bom acordo fora do tempo
...é muito mais prejudicial que um bom acordo fora do tempo. E Donald Trump demorou algum tempo a perceber isto. E retirou o processo de tempo da equação de natureza política, ou pelo menos foi isso que nos veio dizer. Depois, ficou claro que os Estados Unidos querem o retorno do Estreito de Ormuz à liberdade completa de circulação. Isto é, que não estão disponíveis para aceitar nenhuma forma de condicionamento ou de cobrança de portagens no estreito. E para isso, foi introduzido aqui um elemento novo que ainda não tinha acontecido. Os Estados Unidos também ameaçaram Omã. Por quê? Porque o Iraque, para não ficar com o ônus de ser o mau da fita, como as suas águas territoriais ligam às águas de Omã, procurou trazer Omã também para esta autoridade de controle do estreito. Quer dizer, não é o Irão, é o Irão e Omã. Os Estados Unidos, sentindo que Omã poderia estar na dúvida de ganhar aqui um dinheirinho também, quis deixar claro que não vai permitir que Omã faça isso. E ameaçou, talvez em termos desnecessários, públicos, porque não era necessário fazê-lo de forma pública, ameaçou também bombardear Omã. Omã foi também quem esta semana entrou aqui na berlinda do Estreito de Ormuz. E os Estados Unidos anunciaram que vão sancionar esta autoridade que o Irão quer criar, a Persian Gulf Strait AuthorityE quem com ela colabora. Quem com ela colabora é quem paga portagens. As entidades que se provar, o que é muito difícil, que estão a pagar portagens para passar, considera-se que estão a colaborar com a Guarda Revolucionária Iraniana e que serão alvo de sanções. Os Estados Unidos não apenas não querem que esta autoridade exerça qualquer tipo de autoridade, como estão disponíveis para sancionar as empresas que, pagando portagens, estão a colaborar com a Guarda Revolucionária Iraniana. Foi importante esta clarificação. Depois entrou Qatar também na mediação. O Qatar entra aqui porque tem relações interessantes com o Irão e porque o Irão anda à procura também de uma solução de natureza financeira para as negociações. E a viagem ao Qatar do presidente do Banco Central Iraniano foi para estudar que mecanismos existem para, se houver um alívio das sanções, que papel pode ter o Qatar como financiador imediato daquilo que são as necessidades do Irão. E houve ainda um último aspecto dos elementos de descontinuidade: foi o regresso da internet. Ainda estamos para saber, eu ainda não tenho uma visão muito certa sobre isto, se ela voltou com mais restrições ou menos restrições do que tinha anteriormente. Há aqui uma manobra de charme, por um lado, por parte do regime, a dizer: "Nós estamos tão confortáveis que já não precisamos censurar a internet". Não sei se é assim. Temos que esperar para ver sobre isto. Mas o regresso da internet não foi por essa razão, é por uma outra razão, por causa das razões de natureza econômica. É que ao ter abolido a internet, aboliu uma parte importante da economia iraniana que depende da internet para poder fazer negócio. Há muito negócio que é feito online, muitas empresas iranianas que de repente se viram privadas da capacidade de comunicar com fornecedores, com consumidores, etc. O retorno é, do meu ponto de vista, mais de natureza econômica do que uma enorme liberdade do povo iraniano. E depois, elementos de disrupção. Duas ou três vezes foram trocadas ações militares bélicas entre o Irã e os Estados Unidos. Mas foi sempre possível contê-las do ponto de vista geográfico e do ponto de vista também daquilo que é o não alastrar dessas ações. Ambas as partes foram capazes de justificar aquilo que se tinha passado e impedir que escalasse para terminar com o processo negocial. E em resumo desta semana: o processo negocial avança. Estou absolutamente convencido que a parte que competia aos negociadores estará terminada. Estaremos agora dependentes daquilo que podemos chamar o processo de validação política. Isto é, os mediadores entenderam que o texto já é suficientemente consensual. Agora o texto tem que subir aos decisores políticos dos Estados Unidos e do Irã para validarem ou não este texto e propor, eventualmente, alguma alteração. Do meu ponto de vista, estamos neste momento a fazer aquilo que se chama afinar a linguagem, isto é, substituir esta palavra pela outra palavra. Não estaremos já muito a falar de substância, estaremos agora, sobretudo, a falar de forma, por forma a que ambas as partes se reconheçam e possam depois explorar politicamente, também internamente, o acordo como sendo uma vitória de qualquer uma das partes. Eu não fico zangado do acordo ser bom para ambas as partes. Eu acho que é importante haver acordo.
Vamos agora à outra guerra. A Federação Russa informou os países ocidentais de que iria iniciar ataques sistemáticos à capital da Ucrânia e que as representações diplomáticas de Kiev deveriam ser reduzidas e os cidadãos ocidentais retirados. Como é que devemos interpretar esta nova ameaça do Kremlin e por que agora?
Isto terá ocorrido talvez na segunda-feira à tarde, em que Sergey Lavrov terá telefonado a Marco Rubio. Isto não acontece todos os dias. Foi para marcar e dar importância ao assunto. Eu, Lavrov, vou telefonar a Marco Rubio a dizer que para a segurança dos cidadãos americanos na embaixada em Kiev, porque nós vamos iniciar uma manobra de bombardeamento sistemático de Kiev, que talvez fosse importante os Estados Unidos serem avisados com tempo para começarem a retirar o pessoal da sua embaixada em Kiev. E depois isto, claro, este telefonema que era para ser privado, particular, transformou-se num comunicado para todo o mundo ocidental a dizer: retirem rapidamente não apenas os elementos diplomáticos, mas a população, os cidadãos que vivem em Kiev e que são cidadãos ocidentais, porque Kiev vai ser alvo de um bombardeamento sistemático. Isto é novoIsto não é nada novo, porque se houve alguma coisa que nunca faltou a Kyiv foi bombardeamento sistemático por parte desde o início da guerra. É claro que depois daquilo que foram os episódios do Dia da Vitória, Moscovo acelerou e intensificou os ataques a Kyiv. Por quê? Porque Moscovo precisa de sangue para sustentar o fato de não ter quilômetros. Como não tem quilômetros quadrados de conquista na Ucrânia, o Kremlin precisa de sangue ucraniano e a melhor maneira de obter sangue ucraniano é bombardear cidades e centros urbanos. Bom, desta vez o Kremlin utilizou mais qualquer coisa que até aqui não tinha feito. Para além de ter disparado o Oreshnik, e disparou sobre uma área 90 km a sul de Kyiv, o Oreshnik não produziu nada, porque o Oreshnik não tem ogivas desenvolvidas convencionais e, portanto, o que caiu foram os pedaços de metal do Oreshnik que caíram sobre um conjunto de armazéns em Bila Tserkva, a 90 km a sul de Kyiv. Mas não foi apenas isto, foi que, de repente, a Federação Russa começa a falar não apenas naquilo que são os ataques às infraestruturas militares, mas começa a falar também naquilo que são centros de comando, instalações de natureza militar ligadas à indústria, etc, que se situam em Kyiv. Isto levanta imediatamente um problema, que é: onde é que vão os centros de comando, o palácio presidencial onde está Zelensky é um centro de comando. Sim, aparentemente é um centro de comando. Ele está a ameaçar diretamente bombardear Zelensky. A Federação Russa está a fazer estender também a possibilidade de o Kremlin ser considerado um alvo legítimo por parte agora das novas capacidades ucranianas. E, portanto, estamos aqui a entrar num aspecto que é uma verdadeira escalada de contornos ainda difíceis de definir e que tem aqui, para já, esta leitura de semear o pânico e o medo, que é a grande técnica que a Federação Russa tem utilizado nestes últimos tempos. O que é que Zelensky fez? Zelensky escreveu duas cartas. Não é normal. Uma para o Congresso norte-americano e outra diretamente para Trump, a avisar que aquilo que a Federação Russa está a fazer requer uma atenção especial dos Estados Unidos, porque, na verdade, a guerra no Irão retirou muito daquilo que era o fluxo normal dos Patriot que defendiam os céus de Kyiv. E, portanto, Moscovo, por um lado, por que isso acontece nesta altura? Porque Moscovo também sente que-
Tem aqui uma janela, não é?
Tem aqui uma janela. Kyiv está, neste momento, bastante mais vulnerável aos seus ataques e, portanto, a capacidade de intercepção dos mísseis balísticos russos por parte dos Patriot é muito menor neste momento, porque a guerra do Irão consumiu grande parte deste material e agora os Estados Unidos têm que repor estoques e não têm estoques suficientes para alimentar a defesa antiaérea da Ucrânia. Portanto, conjugam-se aqui vários fatores que a Federação Russa está a procurar aproveitar.
General Arno Morada, parece ter começado na Europa uma corrida para a nomeação de um mediador para a questão da guerra na Ucrânia. Parece também haver muitos candidatos, mas poucas posições negociais consolidadas e consensuais à escala europeia.
Isto parece uma verdadeira corrida de São Silvestre, mas lançada com muita antecedência.
Mas o que está por trás do fumo destas tantas candidaturas?
Tantas candidaturas. O tiro de partida para isto foi lançado pelo próprio Vladimir Putin.
Impressionante. E nós ali que discutamos.
No dia 9 de maio, Vladimir Putin veio sugerir que talvez fosse interessante termos o ex-chanceler Gerhard Schröder como um mediador, como um interlocutor entre aquilo que são as exigências russas e aquilo que são as cedências que a Europa tem que concordar. Isto foi imediatamente rejeitado, quer pelos órgãos da União Europeia, quer também pela própria Alemanha, que não se sente confortável a ir buscar uma figura como Schröder, amigo de Putin, para ser o representante da voz da Europa nestas difíceis conversações com Moscovo. E então várias personalidades têm aparecido. Há uma que aparece sempre. Nós quando falamos em Europa e representação da Europa, há uma personalidade que parece consensual: Mario Draghi. Mario Draghi é chamado para tudo. É um assunto de natureza econômica, Mario Draghi. É um assunto de natureza estratégica, Mario Draghi. É um assunto relacionado com o mercado interno europeu, Mario Draghi. É preciso falar com a Federação Russa, Mario Draghi. Portanto, Mario Draghi está na pole position desta corrida à nomeação. Mas há outrosOs bálticos gostariam de ver Stubb, o presidente da Finlândia. Por quê? Porque é uma pessoa que conhece muito bem a forma da Federação Russa de negociar, é uma pessoa que tem interesses de segurança que são muito interessantes para os restantes países bálticos e que acha que poderia acautelar melhor a segurança europeia se fosse ele o representante da Europa nesta discussão. Depois, Angela Merkel. Angela Merkel diz que não, mas esta semana deu três entrevistas.
Para dizer que não.
Para dizer que não. São entrevistas a mais para quem não está realmente interessada. E depois há um conjunto de outros países que gostaria de ver figuras neutrais. Até se fala em Portugal, que Portugal poderia. Por quê? Por não haver uma animosidade, nem uma proximidade geográfica, podia-se facilitar o diálogo se em vez de ter alguém dos países bálticos, ter alguém geograficamente mais distante e, portanto, mais descomprometido com isso. Portanto, candidatos não lhes faltam, mas os candidatos vão falar exatamente de quê? Isso é que são as dúvidas que eu tenho aqui.
Já aqui tínhamos levantado essa questão.
Primeiro, nós não podemos ser mediadores, porque nós somos parte interessada no processo. A Federação Russa não quer discutir a situação exclusivamente da Ucrânia, quer meter a discussão da Ucrânia num grande pacote que é a arquitetura de segurança europeia. Então os europeus vão discutir a arquitetura de segurança europeia.
Como mediadores.
Como mediadores. Não podem como mediadores. Como facilitadores? Como facilitadores também não parece muito adequado. Então e vão deixar os Estados Unidos de lado de fora? Nós já estamos a olhar para a arquitetura de segurança e defesa europeia e excluímos os norte-americanos. Eles não têm que fazer parte do pacote? Acho que esta ideia, que agora começa a ganhar algum fôlego, de que a Europa vai negociar com a Rússia, parece-me um tiro falhado. Falhado e perigosíssimo, porque é isso que a Federação Russa quer. A Federação Russa não quer negociar com os Estados Unidos. A Federação Russa quer negociar com a Europa, porque sabe que a Europa está dividida, que não tem uma posição única comum sobre o assunto e que sem a liderança dos Estados Unidos, vai cada um defender uma coisa diferente, vai causar a maior confusão dentro da Europa. Por outro lado, então nós já prescindimos da presença norte-americana no continente europeu e do chapéu nuclear norte-americano que tem sido o grande elemento de dissuasão das aventuras russas no interior da Europa. Vamos nós negociar e deixamos os Estados Unidos de fora. Que raio de arquitetura que estamos a pensar, que eu gostava que me explicassem, porque ninguém me veio explicar, a mim e aos cidadãos europeus, que arquitetura é esta, qual é esse pensamento que existe, que faz com que a Europa vá falar com a Rússia sobre um assunto que tem que meter necessariamente também os Estados Unidos e o seu chapéu nuclear na Europa. Nós temos aqui um enorme percurso para fazer, que não fizemos em quatro anos. E não fizemos em quatro anos, por quê? Porque nós, aqui que ninguém nos ouve, cada um defende uma coisa diferente sobre a sua visão da arquitetura de segurança europeia. E para não mostrarmos essa divisão, preferimos não discutir. E então avançamos para a parte mais fácil, vamos arranjar um negociador.
E agora estamos todos contentinhos, porque o Putin diz que quer falar.
Porque quer falar, mas Putin não quer falar.
Quer impor.
Putin quer impor um conjunto de visões maximalistas russas, que têm implicações na presença de forças militares dos Estados Unidos na Europa, de bases avançadas na Europa de Leste e que quer fazer recuar, sair outra vez da NATO, um conjunto de países como a Suécia e a Finlândia. Se nós achamos que estamos em condições, muitas felicidades a quem quer arriscar uma ida, que não é consensual entre os europeus e que a dispensa dos norte-americanos nestas discussões, me parece a mim um golpe que fará sorrir Moscovo.
Para terminar, colocamos hoje o nosso ponto de mira na Arménia, que esta semana recebeu a visita do secretário de Estado norte-americano. O que Marco Rubio foi fazer a Erevan?
Marco Rubio esteve em Yerevan, na capital da Arménia, 40 minutos. Esteve 40 minutos lá. Teve tempo de se reunir, naturalmente, com os responsáveis, com as autoridades da Arménia, mas não teve tempo de sair do aeroporto. As negociações e os documentos assinados foram assinados no aeroporto. Mas assinou três documentos muito interessantes e um dia havemos de voltar a isto. Um primeiro é um enquadramento geral, que é uma carta de parceria estratégica. Esta carta de parceria estratégica abre caminho ao estreitamento de relações bilaterais entre a Arménia, que sempre esteve conceptualmente dentro do bloco da Federação Russa, com o Ocidente. O segundo é um quadro de cooperação em terras raras e minerais críticos. Os Estados Unidos andam à procura de fornecedores nisto. E um terceiro, que é uma coisa sobre a qual nós vamos necessariamente falar num próximo programa, é a chamada TRIPP. TRIPP é Trump Route for International Peace and Prosperity. É um corredor, que agora fica confirmado com estas negociações na Arménia, que vai permitir ligar o Ocidente através da Turquia, através da Arménia, através do Azerbaijão, ao Mar Cáspio e através do Mar Cáspio, à Ásia Central. Isto é, vamos competir com a Rota da Seda, vamos competir com os percursos que faziam passar tudo isto através ou da Federação Russa ou do Irão. E, portanto, Trump tem uma estratégia. Andamos todos a dizer que Trump não tem estratégia. Eu um dia venho aqui explicar a estratégia americana, porque anda toda a gente a dizer que não há estratégia.
Então esses 40 minutos de Marco Rubio.
É, 40 minutos assinaram-se coisas muitíssimo importantes.
General Arno Moreira, muito obrigada.
Foi um prazer. Bom fim de semana para todos. Obrigado.
Bom fim de semana. Até para a semana.