Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Está no ar o Domínio da Guerra da Rádio Observador, sempre com o Major-General José Manuel Moreira. Bem-vindo!

Olá, muito bom dia a todos.

Recordo que para além de nos ouvir na rádio, também nos pode ver com imagem, é só acompanhar-nos nas nossas redes sociais. Esta segunda-feira, dia 20 de janeiro, tomou formalmente posse o 47º presidente dos Estados Unidos. Foi um dia recheado de eventos, discursos e muita festa. General, o que é que podemos reter dos discursos de Donald Trump e também dos primeiros decretos executivos?

Festa é a primeira palavra que me ocorre. Quando eu olho para aquilo que são as cerimónias da tomada de posse na Europa, é tudo muito sombrio.

Tudo muito cinzento. Muito sério.

Tudo muito sério. E nos Estados Unidos é uma festa, e essa festa tem inúmeras manifestações ao longo de um dia ou dois. Nós ainda temos que aprender alguma coisa com a política norte-americana, apesar dos europeus terem sempre assim um ar de sobranceria em relação aos Estados Unidos, a nós europeus. Mas na verdade, aquilo é uma festa e dá gosto ver toda aquela festa. Mas passemos para os discursos. Houve dois discursos iniciais, um no dia anterior, chamado o discurso da vitória, e depois o discurso da tomada de posse. Na verdade, não foram discursos escritos para ficar na história, mas foram discursos escritos para cair bem naquilo que era a sua base eleitoral. Talvez tenha exagerado um bocadinho nas críticas a Joe Biden, porque Joe Biden estava ali sentado ao lado.

Foi difícil ouvir aquilo.

Foi difícil, foi um bocado duro. Talvez não tivesse sido tão exaustivo em relação a Joe Biden. Tirando isso e tirando aqueles aspetos que ele foi enunciando com aqueles temas ao longo da campanha, a imigração, a reindustrialização, a sua declaração de guerra formal ao wokeismo, o drill, baby, drill, portanto, o petróleo e o gás. O discurso teve pouco de política externa, porque também não é verdadeiramente o assunto que interessa na América. Ainda assim, eu saliento duas frases que me pareceram interessantes no discurso de tomada de posse. Uma delas foi: "Nós não demos à China o Canal do Panamá." Isto insere-se dentro daquilo que já tinha sido o discurso com a Gronelândia, que eu chamo o plantar bandeirinhas. Quer dizer, eu chego ali, ponho uma bandeirinha e digo: "Isto é meu". Isto era como os padrões dos descobrimentos também. Um bocadinho esta tradição que já vem dos tempos dos portugueses e da época dos descobrimentos. Trump andou a distribuir bandeirinhas, a dizer: "Isto é meu, faz favor de não pôr aqui o pezinho nem os vossos interesses." A segunda é talvez mais interessante, era esta: "Seremos a inveja de todas as nações e não permitiremos que continuem a aproveitar-se de nós." O que significa isto? Significa, por um lado, que nas relações bilaterais que os Estados Unidos mantêm com um conjunto de parceiros, nomeadamente de natureza comercial, que os Estados Unidos se sentem prejudicados e que querem reequilibrar essas balanças, essas trocas comerciais. Mas quer dizer também uma outra coisa que é talvez ainda mais significativa: é que os Estados Unidos não se sentem confortáveis com a atual arquitetura multilateral. Isto é, acham que estão a pagar muito, quando na verdade depois só têm um voto. E que, portanto, há aqui um desfasamento entre aquilo que é a despesa que sobra para os Estados Unidos para alimentar todas estas instituições multilaterais e depois, no final, saem derrotados nas suas votações porque não têm votos suficientes. E, portanto, esta é a intenção. "Não vamos permitir que se continuem a aproveitar de nós." Estas foram as duas frases. Depois, durante a semana, teve finalmente a possibilidade de desenvolver um conjunto de outros temas, esses agora talvez mais importantes para o nosso programa. Um desses temas tem a ver exatamente com a Federação Russa e a Ucrânia. E ele apareceu no dia 22, portanto dois dias depois da tomada de posse, na sua rede social, que tem um post que é muito elucidativo sobre a nova posição dos Estados Unidos relativamente à Federação Russa e a Putin. E é muito significativo. Eu tenho aqui algumas frases que recortei desse texto. Primeiro, começa por passar a mão sobre o pelo da Federação Russa e de Vladimir Putin com três frases muito amigáveis.

Para preparar terreno.

"Eu não estou à espera de magoar a Rússia. Eu não quero magoar a Rússia." Segundo: "Eu adoro o povo russo." Terceiro: "Eu tenho uma boa relação com Putin", e depois até deu o exemplo da ajuda que a Rússia tinha dado aos Estados Unidos no desfecho da Segunda Guerra Mundial. Portanto, começou por preparar o terreno de uma forma muito agradável.

E depois?

Mas depois . "Dito isto, vou fazer à Rússia, cuja economia está em descalabro, e vou fazer ao presidente Putin", portanto, isto é, à Rússia, e também em especial ao meu amigo Putin, "vou lhes fazer um grande favor." Esta de ir fazer um grande favor é de quem está numa posição de poder. Eu vou utilizar a minha posição de poder para, desta vez, fazer um favor à Federação Russa. E que favor é este? É a sua economia está em descalabro e esta questão da guerra só vai ficar cada vez pior. Portanto, é a altura de arrepiar caminho e de acabar com esta guerra ridícula. O termo ridícula dá aqui um ênfase muito especial à forma como os Estados Unidos olham para a falta de bom senso de Vladimir Putin. Esta guerra não faz sentido nenhum, seja qual for o parâmetro que seja utilizado para a medir. A guerra é ridícula. Isto é de um impacto brutal que ainda não tínhamos ouvido.

E assim jogou bem o ego de Putin, não é?

Exatamente, ainda não tínhamos ouvido isto nestes termos. Se não fizermos um acordo, e depois diz uma espécie dentro de parêntesis: e cedo, não é vamos fazer o acordo aqui a 20 anos. Se não fizermos acordo, e cedo, eu não terei outra alternativa que não seja a imposição de novas taxas, tarifas e sanções de tudo aquilo que a Rússia vende aos Estados Unidos e a vários outros países. Portanto, descobrimos aqui, no dia 22 de janeiro, qual é a linha de ação estratégica de pressão de Donald Trump sobre Vladimir Putin. É sobre a economia. Por quê? Porque a economia é naturalmente o elo mais frágil neste momento para o Kremlin, para o regime de Putin. E depois termina com esta que soa uma ameaça tremenda. Podemos fazer isto de maneira fácil ou de maneira difícil.

A bem ou a mal.

A bem ou a mal, mas fazê-lo de maneira fácil talvez seja melhor para todos. Portanto, o dia 22 marcou, do ponto de vista discursivo, uma enorme assertividade sobre a necessidade que a Federação Russa tem que vir à mesa das negociações. Depois há um outro aspecto, que me parece também importante, que tem a ver com as ordens executivas.

Foram várias.

Sim, eu trouxe para aqui seis que me parecem talvez mais interessantes para discutir no âmbito do nosso trabalho. Eu dividi-as em três grupos. Aquelas que eu considero que são fáceis de implementar, as que são difíceis de implementar e as que são quase impossíveis de implementar. Vamos começar pelas fáceis. A primeira: colocar os Estados Unidos fora dos acordos de Paris, dos acordos do clima. É fácil fazer, porque isto está previsto nos acordos. Os Estados Unidos escrevem uma carta formal e ao fim de um ano estão fora dos acordos. Isto já foi ensaiado por Trump no seu primeiro mandato e, portanto, é uma questão que é fácil de fazer. No entanto, quando olhamos para as sondagens nos Estados Unidos, há 50% de americanos que têm dúvidas sobre isto, que preferiam que os Estados Unidos continuassem nos acordos de Paris. Qual é a importância dos Estados Unidos nos acordos de Paris? É a liderança e o exemplo. Não é a mesma coisa o significado dos acordos a nível global quando os Estados Unidos estão presentes ou quando os Estados Unidos estão ausentes. Está a abrir aqui um precedente para que outros sintam que se os Estados Unidos não estão, por que eu hei de estar? Eu quando estou, estou a aumentar os meus custos de produção, porque me estou a obrigar a investir em energias mais caras, em vez de utilizar energias mais baratas. Portanto, metade dos americanos não está de acordo com isto, mas isto, do ponto de vista da execução, é fácil de fazer. Segunda que é fácil: a retirada da Organização Mundial de Saúde. É fácil de fazer porque também o protocolo é semelhante. Os Estados Unidos podem retirar-se já em 2026, desde que agora manifestem esse interesse. Portanto, não depende de terceiros esta retirada. Por que os Estados Unidos estão cansados da Organização Mundial de Saúde? Por causa ainda das questões do Covid-19. Os Estados Unidos acham que a Organização Mundial de Saúde não esteve à altura dos acontecimentos e dos riscos na maneira como lidou com o Covid-19, e que só começou a ser mais assertiva para com a China, na altura em que a epidemia já estava espalhada por todo o mundo. Os Estados Unidos nunca perdoaram à OMS. Acham que a OMS foi condescendente com a China. Não foi suficientemente dura, foi branda demais. Além disso, os Estados Unidos têm um voto na Organização Mundial de Saúde e pagam cerca de um quinto, 20% da Organização Mundial de Saúde é paga pelos Estados Unidos. É aquele entendimento de Trump que o mundo está a aproveitar-se de nós. Nós temos um voto nestas coisas, mas depois pagamos 20% dos custos das despesas destas organizações multilaterais. Terceira que é fácil: renomear o Golfo do México para o Golfo da América. É fácil, os Estados Unidos basta que se refiram nos seus documentos oficiais a que aquilo passe a chamar-se Golfo da América. Isto pega? Não, e os países não são obrigados a fazê-lo. Eu tenho muita pena que Taiwan não seja a Ilha da Formosa. Era muito mais bonito Ilha da Formosa do que Taiwan. Também tenho pena. Os outros países não vão atrás, mas, por exemplo, o Google Maps Que tem a sua sede nos Estados Unidos, pode ser tentado a meter também já isso. Os Estados Unidos têm uma enorme forma de persuasão para estas coisas. Não é difícil também de mudar o nome, o que não quer dizer que os outros países não o façam.

Três fáceis, já estão.

Três fáceis, já estão. Agora vamos para uma difícil. A difícil tem a ver com a declaração dos cartéis de droga como organizações terroristas. Isto por quê? Porque aquilo, quando foi dito, foi dito numa perspectiva que eu compreendo em Trump, que é: isto são organizações estrangeiras, com sede no estrangeiro, que atuam contra os interesses norte-americanos no interior do território americano. Mas depois há aqui um conjunto de outras questões que não estão bem abordadas. É porque elas operam no interior dos Estados Unidos com a conivência de muitos americanos e de empresas americanas que fazem lavagem de dinheiro, etc. Portanto, isto acaba por sobrar também para a ordem interna dos Estados Unidos. Quer dizer, estes terroristas não são só os estrangeiros.

Claro, há toda uma máfia .

Há toda uma máfia interna que também passa a ser lidada ou encarada do ponto de vista legal ou de apoio ao terrorismo. Isto tem contornos legais que são bastante mais complicados e portanto, esta coisa parece mais difícil.

Mas Trump faz parecer tudo fácil, não é? É só chegar e fazer.

É porque simplificou esta questão como eu procurei mostrar. Depois, outra que também vai ser difícil é esta coisa do reconhecimento apenas de dois sexos, homem e mulher. E por quê? Porque isto vai acabar tudo em tribunais. É claro que no Supremo Tribunal os conservadores têm maioria e portanto podem, no final, até dar razão a estas pretensões. Simplesmente, isto vai ser muito combatido do ponto de vista legal, isto vai acabar tudo no Supremo Tribunal. Isto é mais difícil de implementar. Depois há uma que é muitíssimo difícil de implementar. É esta questão do direito da nacionalidade pelo nascimento em território norte-americano. Por quê? Porque isto está na emenda número 14 da Constituição dos Estados Unidos. Mudar a Constituição dos Estados Unidos com algumas frágeis maiorias que tem no Congresso, não será muito fácil. E muitos estados, que estão também do lado dos democratas, opõem-se a isto. E portanto, esta será muito difícil, porque as pessoas dizem que isto é obviamente anticonstitucional e só pode ir em frente depois de uma alteração da Constituição, o que também não parece fácil. E portanto, temos aqui das nossas ordens executivas, as que são fáceis, as que são difíceis e as que são praticamente impossíveis de fazer.

Vamos agora até ao Médio Oriente, depois de 15 meses de cativeiro e de um acordo de cessar-fogo, começaram finalmente a ser libertados os reféns israelitas, trocados por prisioneiros palestinianos. O processo vai durar várias semanas e por isso vai com certeza ter muita atenção mediática. Entretanto, as populações palestinianas começaram a regressar às suas regiões de origem, enquanto as Forças de Defesa de Israel se retiram das zonas mais populosas. General, como é que está a correr todo este processo, esta primeira fase?

Para já, o cessar-fogo tem-se mantido. Mas é preciso engolir sapos aqui, é preciso saber engolir sapos. Israel tem que saber engolir aqui alguns sapos no meio deste processo, e eu já explico porquê. Israel tinha, do ponto de vista político, com esta operação, dois grandes objetivos. Um dos objetivos é a libertação dos reféns. Desde a primeira hora, libertação dos reféns. Ora, agora que está a ocorrer a libertação dos reféns, Israel tem que fechar um bocadinho os olhos àquelas manifestações de pseudovitória do Hamas.

Aliás, foi logo quando houve o cessar-fogo, foi vitória para eles.

O que é importante é que este processo decorra até ter os reféns de volta. Para atingir o objetivo político, Israel tem que ter uma enorme capacidade de contenção nesta fase, porque senão interrompe-se aquilo que é um dos seus objetivos políticos, que é a libertação dos reféns. O segundo objetivo de Israel tinha a ver com a degradação militar do Hamas, para impedir que o Hamas fosse uma solução para o futuro. Isto é, o Hamas seria o passado, mas o futuro de Gaza não passava pelo Hamas. Há coisas que nesta guerra podem ser feitas do ponto de vista militar, que foram aquelas que basicamente foram feitas, mas há coisas que extravasam as operações de natureza militar. Isto é, para acabar com o Hamas, não o consigo fazer apenas utilizando o instrumento de natureza militar. É preciso instrumentos de isolamento político do Hamas no exterior, portanto, a diplomacia entra aqui. É preciso isolar o Hamas do ponto de vista econômico do exterior, portanto, as ações de natureza econômica entram aqui. Há aqui um conjunto muito grande de outras ações que têm que contribuir para isto. Esperar que seja apenas uma ação de natureza militar que acabe com o Hamas, não vai ser conseguido. E portanto, o que é que o Hamas está a fazer agora? Está outra vez a mostrar poder. Por que precisa demonstrar poder? Para que a população de Gaza Sinta e veja que quem manda é o Hamas agora, que o Hamas está no poder, não está disponível para abandonar o poder e que todas as soluções que se procurem encontrar no sistema internacional de administrações provisórias, desenvolvimento de outros países ou da própria autoridade palestiniana, contam com a oposição do Hamas. Portanto, vamos ter agora aquilo que é a segunda fase, que tem a ver exatamente com a discussão sobre a administração de Gaza, uma fase muito difícil, e não é de excluir que voltem outra vez os combates. Mas, para já, é a altura de mostrar contenção para que seja realizado um dos objetivos desta operação, que é a libertação dos reféns.

Desde a tomada de posse de Donald Trump que há um tom mais subtil na forma como os comentadores de referência dos media russos se referem às perspectivas de paz. Uns continuam a vociferar contra Trump, mas outros mudaram para um tom mais conciliador. Que fim novo é este?

É muito interessante ver aquilo que se passa nos media russos. A eleição de Trump não foi recebida de forma consensual em todos os setores da sociedade russa. Aquilo que é a parte ligada mais à economia, os oligarcas não veriam com maus olhos que a intervenção de Trump fosse adequada para terminar com a guerra. Toda esta gente está desejosa de voltar aos negócios com o Ocidente. O Ocidente é um mercado muito grande. Há muitos produtos na Federação Russa, sobretudo de natureza energética e outros recursos naturais, para os quais seria possível reencontrar de novo mercado na Europa se a guerra acabasse rapidamente. E, portanto, há aqui muita gente que também na Federação Russa, ligada sobretudo ao domínio económico, que vê com bons olhos a eleição de Trump e acha que isto é a grande oportunidade que não deve ser desperdiçada para acabar com a guerra. Depois, há aquilo que eu chamo de os bloggers de combate. Esses não querem nada que se pareça com uma derrota. E, portanto, todos esses bloggers e esses comentários nas televisões oficiais é: "Não, nem um passo atrás na negociação com Trump". E depois, há a editora responsável pela linha editorial da televisão russa, que é a Margarita Simonyan. E Margarita Simonyan, na última intervenção, apareceu com coisas absolutamente fantásticas. Dizia ela: "É preciso começar a pensar nas condições realísticas para acabar com esta guerra, o que pode passar por reconhecer o fim das hostilidades ao longo da linha existente neste momento do conflito". Ou seja, isto não é dito por gente muito exaltada, porque Margarita Simonyan é a pessoa que explica aos russos aquilo que Putin quer dizer com as suas intervenções, é a descodificadora. E o que ela veio dizer é que talvez seja bom começarmos a olhar para o fim da guerra de uma forma realista. Isto é, todas aquelas coisas que foram prometidas no início podem não acontecer, e ela está a preparar esse terreno junto à opinião pública russa.

O nosso ponto de mira aponta hoje para uma sondagem muito interessante publicada pelo Financial Times. Foi perguntado às pessoas de diferentes países se consideravam que o novo presidente dos Estados Unidos era bom ou mau para os seus países e, General Arnaut vara aqui os resultados surpreendentes.

Eu fiquei muito surpreendido com esta sondagem e quero partilhá-la com os nossos ouvintes. Ela é verdadeiramente surpreendente, porque a pergunta não é se Trump é bom ou mau. A pergunta é para o seu país. Isto é, se consideram que a eleição de Trump é boa, por exemplo, para a Rússia ou é má para a Rússia. E é surpreendente estes resultados. Primeiro, quem é o bloco dos países que considera que é mau a eleição de Trump? São os países ocidentais. Os países ocidentais têm porcentagens enormes. Por exemplo, em 11 países da Europa, bom, só 22%; mau, 38%. Isto é, o mau supera o bom. Agora olhemos para a Rússia. Para a Rússia, bom, 49%; mau para a Rússia são 8%. Ou seja, a eleição de Trump é olhada pelos europeus e pelo Ocidente como um risco, como uma ameaça, como algo que é mau para os respectivos países, mas para os BRICS, etc., para a Rússia, para a China, etc., veem com muito bons olhos a eleição de Trump, com bons olhos para o respectivo país. E então o da Índia, e com isto termino, é fantástico. Na Índia, 84% dos indianos consideram que é excelente para a Índia a eleição de Trump e apenas 6% consideram que é mau para a Índia.

Isto faz-nos pensar, não é?

Faz-nos pensar.

General Arnaut vara, muito obrigada.

Foi um prazer.

É sempre. Obrigada. Bom fim de semana.

Muito obrigado .