Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Este é um podcast da Rádio Observador. Pode ouvir a rádio também em 98.7, na Grande Lisboa, e 98.4, no Grande Porto. E por isso, aqui está o homem que dá nome à rubrica.

O homem que dá nome às cuecas.

Enganei-te bem, não foi? David Cristina, bom dia.

Sim, pouca gente sabe que o meu nome do meio é Intimissimi.

Bom dia.

Muito bom dia.

Vens falar de transportes?

É verdade. Hoje tenho duas histórias sobre transportes e mais uma ou duas temáticas. Para quem não sabe, parece que a Santa Greta atravessou a Alemanha há uns dias e desta vez não foi de veleiro eólico, nem de burro movido a energia solar, foi mesmo de comboio. É uma excelente escolha, que os comboios alemães têm muita energia renovável e a boa da Greta mandou uma foto da sua viagem, que pôs no Instagram, com a legenda a dizer: "A viajar nos comboios superlotados na Alemanha". E nesta imagem, ela está sentada no chão, rodeada de malas, a olhar pela janela com um ar esperançoso e sábio. Eu acho que nem Miguel Angelo teria pintado um quadro melhor se Miguel Angelo pintasse alunos de Erasmus a fazerem um Interrail. Mas esta imagem não podia identificar-se mais com os fãs da Greta. Até se poderia dizer que nem encenado sairia melhor. Que fotografia maravilhosa. Acho que temos aqui um excerto do som que ela estava a ouvir na altura.

Mas David, não estou a perceber. Qual é aqui o problema?

Eu não tenho problema nenhum, mas parece que a malta da empresa ferroviária alemã, Deutsche Bahn, mandou um tweet em resposta a dizer, em alemão ou inglês: "Obrigado por nos apoiares, à malta dos comboios, na nossa luta contra a mudança climática. Ficamos muito felizes que tenhas viajado conosco, mas tínhamos ficado ainda mais felizes se tivesses dito como foste bem tratada na primeira classe". Parece que aparentemente eles a meteram a ela e à sua comitiva em primeira classe com comidinha vegana à borla e espaço para as pernocas ambientalistas dela.

Mas isso não dava uma boa foto.

Não dava. E eles ficaram um bocadinho zangados que ela tivesse pintado aquilo como se tivesse viajado num comboio cheio de galinhas no Uganda. Mas vamos lá ver uma coisa. A Santa Greta pode ser contra o capitalismo, mas ninguém diz que não a uma primeira classe, amigos. Só não era preciso era postar fotos no Instagram a fazer de conta que se sacrifica por todos nós como Jesus na cruz. Mas eu não quero que pensem que eu estou aqui para mirrar com a Greta.

Não, hoje disseste alguma vez.

Eu quero que saibam que eu embirro-

Só uma mente retorcida.

Eu embirro com muita gente, atenção, não é só com a Greta.

Lá está.

Eu queria que saibam que eu acho muito bem que ela tenha ficado na capa da Time. É sem dúvida uma das pessoas que mais se falou no último ano, mas não sei se sabem, estavam várias pessoas para ir para a capa da Time, entre elas estava o Donald Trump.

Já lá esteve.

Já lá esteve, exatamente. E o cavalheiro, sempre equilibrado, como sempre, respondeu o facto de não ter ido para a capa de uma forma magnânime e educada. Não, foi para o Twitter dizer à Greta que ela precisava de controlar a sua raiva. O Donald, aquele boneco Michelin cor-de-rosa, que diz a alguém que tem que controlar a raiva. Isto é um bocado o roto a dizer ao nu, só que o Donald é o roto e é o nu, é os dois.

Imagem.

Sim, ninguém quer ver.

Ninguém quer.

Ninguém quer ver o Donald nem roto, nem nu. Mas depois o staff do Trump fez uma capa da Time alternativa em que colocou a cabeça do Trump em cima do corpo da Greta. Não é grande surpresa, aquela cabeça no corpo de uma miúda de 16 anos ficou grotesco, mas ainda assim melhor do que o original, curiosamente.

Posta em cima do corpo de uma miúda de 16, não é? Mas ficaria em qualquer corpo.

É verdade. Mas pronto, antes de falar a minha segunda história sobre transportes, queria só fazer um flashback à minha última rubrica.

Da tua última rubrica, vens falar daquele senhor que tinha um meio muito peculiar para matar mosquitos.

O senhor que dava punhos para matar mosquitos, não. Quase. Não é isso. Eu venho falar do André Ventura. Não sei se lembram. É quase igual. O André Ventura ficou todo ofendido porque o Ferro Rodrigues lhe disse para parar de usar a palavra vergonha, que ele estava a usar muito a palavra vergonha. E o André Ventura disse: "Eu não vou fazer aproveitamento político da situação". Pois o senhor André Ventura, não vou fazer aproveitamento político da situação, acabou de pôr um cartaz gigante ao lado do parlamento com a palavra #vergonha. Alguém, por favor, faça um cartaz sarcástico ao lado daquele a dizer #aproveitamento político. E por alguém, claro que estou a falar da iniciativa liberal, os senhores dos cartazes. O André Ventura ainda disse ontem que o cartaz era para ser uma surpresa para hoje. Pois ou bem, o André não sabe como é que funcionam as surpresas ou não sabe como é que funcionam os cartazes. Como é que um cartaz que ele pôs ontem ia ser uma surpresa para hoje? O André deve dizer aos amigos, ele não deve perceber muito bem como é que se faz isto das surpresas, deve dizer aos amigos: "Então tu achas que vais ficar muito surpreendido com a tua festa surpresa na quarta-feira?" Deve ser o nosso André Ventura. E a minha última história de transportes, esta é rápida. No Brasil, houve um homem que se vestiu da própria mãe para tentar passar o exame de condução depois de a senhora ter chumbado três vezes. Quem nunca, não é? Conta que o senhor instrutor começou a desconfiar que, de facto, não se tratasse da senhora, quando em vez da senhora lhe apareceu aquilo que parecia um gajo que tinha fugido do Carnaval de Torres. E pior ainda, parece que o senhor decidiu não arriscar e então além de se vestir como a senhora, também levou uma saia curta para tentar influenciar a decisão.

Foi com tudo, basicamente.

Fim do Mundo em Cuecas, com David Cristina. Se não ouviu tudo, vai poder fazê-lo dentro de minutos no nosso site e também na app do Observador. Até amanhã, David.

Até amanhã.