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É absolutamente devastador. Vocês que estão cá há mais tempo, porventura já têm outra imagem. Eu, que só tinha tido a oportunidade de ver através das vossas imagens, ver ao vivo é algo, de facto, absolutamente devastador pela brutalidade do ataque, de forma cruel, como vimos aqueles carros que foram metralhados com pessoas lá dentro. E de facto é muito duro ver, percebe-se. Em cada janela vê-se ali que as pessoas tinham roupa estendida, havia pessoas que estavam ali a viver, que nem a roupa tiveram.

O que é que o está a impressionar mais?

Eu acho que é, sobretudo, a brutalidade que se percebe que aconteceu sobre as populações civis. Nós sabemos que guerra é sempre dramática, mas quando é entre militares, é a regra do jogo. Quando há esta destruição sobre as populações civis, sobre as suas habitações, sobre as viaturas, as pessoas que tentavam fugir, percebe-se que aqui já não estamos a falar de uma guerra normal, estamos a falar de algo que é verdadeiramente criminoso e que visa, efetivamente, a pura destruição da vida das pessoas, a destruição da vida e do futuro de um país. Isso é, de facto, horrível.

Acha que isso merece algum tipo de condenação? Tem-se falado muito dos processos que estão a correr.

Algum.

Algum ponto de condenação do ponto de vista judicial, entende-se, portanto, todos os crimes que vão ser investigados relativamente a esta invasão russa?

É fundamental que esta investigação prossiga e que todos os crimes de guerra sejam devidamente apurados e punidos, porque, de facto, a guerra também tem regras e também tem de obedecer à lei e há valores de humanidade que têm que ser preservados. Isto é inadmissível e, portanto, estes crimes de guerra, os responsáveis têm que ser levados perante a justiça e têm que ser punidos exemplarmente.

Portugal tem algum plano para ajudar a reconstrução de algum local específico da Ucrânia ou isso vai ser discutido com as autoridades ucranianas aqui em Kiev?

Vamos discutir hoje com o presidente e com o primeiro-ministro