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Junta-se agora a nós, em direto, Rui Pedro Antunes, editor de política do Observador. Boa tarde, Rui. Temos aqui um arranque de Conselho Nacional um pouco calmo, com Rangel a falar em consensos, com Rui Rio a confirmar a data que tinha avançado. Há esta questão da margem para consenso e acerto de datas, mas espera-se que este conselho aqueça ao longo do dia e que seja também um dia longo nestas decisões do PSD.

Sem dúvida, Miguel. Temos aqui algumas novidades que o Diogo já falou e não vou estar aqui a repetir muito, mas nós já tínhamos antecipado que Rui Rio teria esta jogada ontem num artigo no Observador, em que estava na cabeça de Rui Rio dia 20 ou 27. Ele confirma que é dia 20. O que Paulo Rangel vem dizer, e que até agora tinha dito sempre, era que não havia razões para mexer na data que já estava marcada, 04 de dezembro, e vem aqui admitir chegar a meio caminho. Portanto, entre o dia 20 proposto por Rui Rio hoje, que vai ser proposto hoje pelos apoiantes de Rui Rio, e o dia 04 de dezembro, que está marcado, encontrar ali um meio-termo que seria dia 27. Isto seria para cumprir todas as regras estatutárias. Por quê? E por que Paulo Rangel faz isto? Paulo Rangel tem medo que algum militante qualquer, mesmo que não seja Rui Rio ou apoiante do Rui Rio, depois do ato eleitoral, mesmo que Rangel ganhasse, pudesse alegar que não foram cumpridos todos os trâmites legais. Ora, numa altura em que haverá um presidente eleito e um presidente do partido que ainda está a cessar funções, qualquer imbróglio jurídico sobre a legalidade das eleições ou qualquer tentativa de impugnação do ato daria a Rui Rio todo o poder de formação de listas e toda a legitimidade. Paulo Rangel muito cauteloso nesse aspecto para garantir que, caso ganhe as eleições diretas, terá a legitimidade total e que não haverá ali nenhum problema jurídico. Isto é um ponto. Segundo ponto, que também falavas, Miguel, e que é interessante perceber é o que se está a passar dentro do Conselho Nacional. Começou há pouco tempo. Nós temos lá dentro sempre as nossas abelhinhas sempre a ouvir as coisas que se passam e tenho a dizer também aqui para os ouvintes da Rádio Observador, que naturalmente não podem estar lá dentro, que Salvador Malheiro já falou e já disse que gosta de eleições e defendeu o bom resultado nas autárquicas, até lembrou estar em Aveiro, e também neste momento um voto de pesar pela morte de António Topa, que está a ser lido no Conselho Nacional Extraordinário do PSD. Vamos ver como é que evolui este Conselho Nacional ao longo do tempo. Acho que através do live blog do Observador é uma forma das pessoas irem acompanhando aquilo que se passa à porta fechada neste Conselho Nacional, mas haverá sempre aqui esta guerra de requerimentos. Apresenta este à mesa, apresenta o outro. Há uns que, se forem aprovados, condicionam todos os outros, ou seja, se a data das diretas for alterada, obviamente que a data do congresso depois tem que ter em conta essas datas, precisamente pela questão dos prazos estatutários. E, portanto, vai ser engraçado acompanhar, do ponto de vista político, como é esta guerra de requerimentos. Paulo Rangel, no último Conselho Nacional, que não era extraordinário, era ordinário, portanto, era regular a seguir às autárquicas, tinha a maioria do Conselho Nacional. Vamos ver se Rui Rio conseguiu mudar alguma espingarda pro lado dele, se conseguiu algum voto que não tinha antes e se consegue aqui ter força para dominar o andamento do calendário. Isso também vai ser um sinal de força e mais uma batalha, uma segunda batalha depois desse primeiro Conselho Nacional, que antecipa e é quase uma pré-batalha antes da guerra, que serão as diretas, e que ainda não sabemos qual é o dia.