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Depois de um ano de Covid-19, seria de esperar que o 112 fosse inundado de chamadas, o que acabou por não acontecer.
Notou-se alguma diferença, ao contrário do que as pessoas pensam, para termos um menor número de chamadas. As pessoas respeitaram muito a questão de ligar pra o Saúde 24 e, tal como aconteceu nos hospitais, as pessoas também se retiveram um bocadinho em ligar pra a emergência médica para serem conduzidas a um hospital.
O intendente da PSP, Carlos Martins, é o coordenador nacional do 112 e revela que o número de chamadas caiu 5% no último ano. Nos primeiros meses da pandemia, as pessoas recorreram aos três números que mais conhecem, mas como explica o agente Ricardo Almeida, os portugueses acabaram por libertar a linha.
Se esteve em contato com uma pessoa infectada com covid, devem contatar a Saúde 24 e não a linha de emergência 112. Sintomas muito ligeiros, têm que contatar a Saúde 24 e não o 112. Com o tempo, as pessoas foram contatando mais a Saúde 24. Ao início, notava-se mais esse tipo de contatos.
Os 40 agentes da PSP e 20 militares da GNR que trabalham no Centro Operacional Sul do 112 conseguiram também evitar que o vírus entrasse. Só se registaram um par de infecções por Covid-19 e em profissionais que não estavam ao serviço. Quanto ao cansaço, é palavra proibida.
Continuamos calmos e tranquilos. Só assim é que podemos cumprir esta missão. Se formos nós a cansarmos, como disse, e a saturarmos, a missão não é cumprida. E nós estamos aqui pelo cidadão.
A pandemia ainda não levou a melhor ao serviço 112, que não pode, de forma alguma, entrar em teletrabalho.