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É canja! O Porto não é laranja. É canja!

Rui Rio está em cima de uma varanda na Rua de Santa Catarina, no Porto.

Vocês estão embaixo e tirando aqueles que possam ter dois metros de altura, não conseguem ver aquilo que nós aqui de cima da varanda conseguimos ver, que é uma moldura humana, como eu não me lembro de ver em eleições.

O presidente do PSD joga em casa.

Só uma vez um presidente da Câmara do Porto chegou a primeiro-ministro. Foi em 1909. Cento e treze anos depois, um antigo presidente da Câmara do Porto pode chegar novamente a primeiro-ministro do país, com a vossa ajuda e com o voto voto.

A palavra deturpar está na campanha desde o primeiro dia e é sempre aplicada ao PS.

Fez uma campanha na base da mentira, merece perder.

Rui Rio acredita que é o PSD que merece ganhar.

Todos aqueles que não querem que o doutor António Costa continue primeiro-ministro, só têm um voto útil e um voto possível, que é votar no PSD, que é o único partido que está capaz de ganhar ao Partido Socialista.

No Porto, Rui Rio esteve pouco tempo na rua, mas enquanto esteve, viu o que há uns meses seria impensável: o apoio de Paulo Rangel.

Estou absolutamente convicto de que nós vamos ter um resultado vitorioso e até com alguma vantagem, mais do que aquela que muita gente supõe.

Rangel não foi o único crítico convertido à liderança de Rui Rio, o antigo presidente Luís Filipe Menezes também veio.

Há muitos anos que eu não via uma mobilização de rua tão poderosa como esta. Se isto significa uma vitória e uma maioria, não sabemos. Mas atendendo ao facto de que há vinte e tal anos que eu não via tanta gente na rua, eu admito que isto possa significar não uma vitória, mas uma surpresa.

Antes mesmo de Rui Rio chegar a Santa Catarina, houve uma mistura.

Rio, Rio, Rio!

Os apoiantes de Rui Rio abriram caminho para os de João Cotrim Figueiredo, que planearam passar em Santa Catarina à mesma hora. Nada de tensão, apenas um ambiente de colaboração pacífica. Afinal, no domingo, as vozes podem ter de gritar para o mesmo lado