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O partido pediu uma oposição mais firme, mas José Luís Carneiro recusa a ruptura com o PSD.

Somos hoje um partido de oposição. De oposição responsável, construtiva, mas firme para dizer não àquilo que há que dizer não. Não procuramos instabilidade política, mas não ficaremos em silêncio perante os erros do governo.

Ainda assim, vinca que disponibilidade para consensos não significa que os dois partidos sejam iguais.

Há muitas diferenças entre o governo que temos e a alternativa que somos e que queremos continuar a ser.

Por isso, aproveita o encerramento do congresso para lançar várias propostas. José Luís Carneiro quer a economia a crescer mais de 3% ao ano, incentivos fiscais para empresas correspondente ao aumento dos salários, formação qualificada para os jovens e habitação com isenção de mais-valias para venda de casas destinadas à residência permanente. O líder do PS quer ainda acabar com a pobreza infantil até 2035 e reabilitar 80% das habitações com mau isolamento térmico. Já na saúde, o foco são os cuidados primários e um novo sistema de gestão de emergência médica. Carneiro ouviu ainda aplausos dos autarcas ao pedir uma nova lei das finanças locais e quer ainda um Simplex virado para a utilização da inteligência artificial. Com tanta proposta na mesa, mostra disponibilidade para convergências.

Disponíveis para convergir com o governo nas matérias essenciais ao interesse nacional.

O secretário-geral do PS, que ainda assim afasta-se já num tema, a reforma laboral.

No governo, estão do lado do passado. No PS, estamos do lado do futuro. Que fique claro, tal como foi até agora apresentada a proposta laboral, naturalmente que merecerá a rejeição.

E depois de um fim de semana a falar da indicação de juízes para o Tribunal Constitucional, na despedida, apenas breves referências à aproximação do governo ao Chega.

Enquanto o governo capitula perante aqueles que querem dividir, nós trabalhamos para unir.

José Luís Carneiro no primeiro congresso como líder do Partido Socialista.