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E depois de um dia à volta da gestão de silêncios, António Costa foi a Évora para uma aula de abertura do ano.
A política não pode ser um exercício de números mediáticos, mas tem que ser aquilo que as pessoas de bom senso e com toda a razoabilidade sabem que a política é. De X em X tempo, nós somos chamados a eleições. E depois, no final, deve ser devidamente avaliado.
E apesar de entender que há avaliação contínua, a classificação dos portugueses vai surgir nas próximas eleições. Para já, e em hora-aula a contar pra nota, Costa confirmou o prolongamento do IVA zero até o fim do ano, já esta semana, e novas medidas no apoio ao crédito para breve.
Aguardamos a reunião da próxima semana do Banco Central Europeu para ficar mais claro o que é que vai acontecer, para nos ainda num Conselho de Ministros do mês de setembro, adotarmos novas medidas.
Mas foi já no fim de quarenta e cinco minutos de aula que o Primeiro-Ministro e militante honorário da JS, tirou do bolso novas medidas para os mais jovens. A partir do próximo ano, os passes vão ser grátis em todo o país até aos 23 anos e o IRS Jovem vai mais longe.
No primeiro ano em que as pessoas declaram o seu rendimento, o IRS será zero e haverá total isenção de IRS no primeiro ano de trabalho.
E na tentativa de melhorar os salários, anunciou um novo mecanismo para quem escolhe ficar em Portugal a trabalhar.
Em cada ano de trabalho em Portugal, iremos devolver cada ano de propinas pagas em Portugal. No primeiro ano de trabalho, cada jovem que trabalhe e apresente a sua declaração de IRS receberá líquido os €697.
Este modelo também é válido para mestrados, com o líder do governo a anunciar ainda uma medida sobre habitação para os que procuram sair de casa dos pais, mas sem concretizar, deixou um recado que pode ser ouvido em Belém.
Ainda bem que foram otimistas irritantes, porque é com otimistas irritantes que o país foi sempre à frente.
António Costa, alto e em boa voz, a dar o tiro de partida para o próximo orçamento do Estado.