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Numa apresentação com mais de uma hora, Luís Montenegro pegou no diagnóstico que tem feito.
Portugal está bem, Portugal recomenda-se. A Europa tem que superar desafios e está posta à prova. O mundo mudou e está instável.
E, por isso, lançou a escada para atirar a Pedro Nuno Santos.
O tempo é para a moderação autêntica, para a autenticidade. O tempo não é daqueles que se mascaram para a campanha eleitoral.
Montenegro a apontar a estratégia do PS de piscar o olho ao centro, com o líder da AD a garantir que não muda em nada.
Este meu sorriso acompanha-me desde que eu nasci e eu não vou deixar de ser quem sou.
Luís Montenegro, que insiste nas contas certas e em agitar o passado do PS com José Sócrates.
Não será conosco que Portugal vai tornar a ter déficit. Não será conosco que tornaremos a ter em Portugal restrições por causa da irresponsabilidade dos governantes.
O programa da AD prevê excedente durante todos os anos até ao fim da legislatura e puxa dos galões para dizer que a melhoria das carreiras não pôs em causa as contas do país.
Nós não estivemos em campanha eleitoral quando negociamos 19 acordos de valorização das carreiras na administração pública.
Mas a antever alguns dos problemas que pode ter na campanha, Luís Montenegro contra-ataca e deixa uma pergunta a Pedro Nuno Santos sobre a descida do IRS.
Diga com seriedade e rigor: o IRS baixou ou não? Diga só, sim ou não.
A AD aposta numa descida de dois mil milhões em quatro anos. Já na saúde, faz mea-culpa, garante um SNS mais robusto, mas em vez de promessas, deixa um pedido.
Mas nós também temos de confiar que as coisas estão melhores.
Luís Montenegro na apresentação do programa da AD, a insistir nas contas certas e no crescimento económico, sempre inspirado em Cavaco Silva, até no tom que quer para a campanha.