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Por Celorico de Basto, Marcelo Rebelo de Sousa deixou a sua marca.

Nós sentíamos que ele tinha orgulho em ter as suas raízes em Celorico.

Sempre adorei vê-lo na televisão, nas entrevistas, quando era comentador gostava muito de o ouvir e não perdia.

E mesmo na hora da despedida, há quem deseje um até já.

Não sei se ele voltará a ser comentador. Se for, vou ouvi-lo sempre que posso.

Pelas ruas de Celorico de Basto, há um restaurante que salta à vista, o Nova Vila, revestido de quadros do dono, António Sousa, lado a lado com o Presidente da República, de quem destaca o lado humano.

Sim, eu acho que ele vai deixar marca no país, porque era um presidente que convivia com toda a gente.

E o convívio chegava até na hora da refeição.

Metia-se à cozinha, despedia-se, costumava dar uma espreitadela no que havia para almoçar ou jantar e era assim que funcionava.

Mas não era só assim. No restaurante, a bibliotecária Fátima Cunha também partilha como eram as visitas de Marcelo Rebelo de Sousa à biblioteca que tem o seu nome.

O que é que ele faz quando vem à biblioteca? Desaparece no meio das estantes.

As histórias não ficam por aqui.

Recordo-me que numa feira do livro que trouxe a Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, que lhes lançou o repto de escrever uma aventura aqui em Celorico, e fizeram. Escreveram uma aventura no castelo e ofereceu os livros aos miúdos.

Ao todo, a Biblioteca Municipal Professor Marcelo Rebelo de Sousa conta com cerca de 150 mil livros doados, um espólio que o torna especial para Fátima Cunha.

Gostei muito do facto de ele ter vindo tantas vezes a Celorico, ter falado de Celorico e desta presença constante, mesmo na biblioteca, com o envio de documentos. Portanto, gostei e acho que é o meu presidente.

Um presidente da República que cessa agora funções, mas que permanece no coração dos habitantes de Celorico de Basto.