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A bordo de um simulador de navio no Porto de Leixões, o almirante defende ter capacidade para assumir os comandos do país.

Eu acredito piamente em levar o navio a bom termo.

Com uma manobra difícil, outras nem tanto.

Estas manobras são sempre mais fáceis. Agora, com tanta gente, daqui a bocado estou a bater ali no molhe, porque vocês não me deixam ver nada pra proa.

Na Póvoa de Varzim, Gouveia e Melo reúne os apoiantes num jantar, entre eles o mandatário nacional Rui Rio e o socialista Manuel Pizarro. O antigo ministro da Saúde do PS sobe ao púlpito com uma provocação e uma referência ao passado.

Não sei se ainda é permitido citar Sá Carneiro nos comícios do doutor Gouveia e Melo. Eu, socialista e penitente, não deixo de ser admirador de Sá Carneiro. Lá o vou citar. Primeiro o país e só depois o partido e, em último lugar, a pessoa.

Manuel Pizarro defende Gouveia e Melo como candidato da união e passa até a exemplos práticos.

Quando alguém junta num jantar como este, pessoas como o doutor Rui Rio, eu bem vejo o interesse de me fotografarem ao lado do doutor Rui Rio. Eu gosto do doutor Rui Rio, mas eu sou adversário político do doutor Rui Rio, não acha?

Depois chega a vez do candidato presidencial discursar aos apoiantes. Volta a tirar a atualidade internacional da manga para reforçar a experiência na gestão de crises.

Eu tenho que vos informar que aos 27 anos já eu representava Portugal em reuniões da NATO sozinho. Nada disso me assusta.

Isto sem querer abusar do tema.

Naturalmente, este assunto favorece a minha candidatura. Eu não quero abusar disto, mas os portugueses podem saber que nestas áreas podem contar com uma pessoa conhecedora, com muitas horas de operações.

Termina o discurso para ouvir o hino nacional e agarra a bandeira portuguesa com uma mão e com a gana de mostrar que concorre a Belém sem amarras.

Não sou de esquerda nem de direita, não sou da cor A ou da cor B. Sou, acima de tudo, esta bandeira. Sou Portugal.

Gouveia e Melo, que volta a defender que é necessário renovar o Estado.