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Balcões fechados e luzes apagadas é o cenário encontrado pelos utentes do Centro de Saúde de Sete Rios em dia de greve da administração pública. Quem tem consulta marcada ainda consegue ser atendido. É o caso de Fátima Duarte, que ainda assim estranha ver os corredores vazios.
Normalmente, há muito movimento. A maior parte das pessoas está em greve. Está muito fechado.
O mesmo confirma Pedro Fernandes. A única pessoa a dar informações é mesmo um segurança.
Quem me atendeu agora, não há uma pessoa na secretaria, foi a segurança que me indicou o gabinete para onde eu deveria ir.
Os administrativos faltaram, já os médicos e os enfermeiros em serviços mínimos. É o que relata Alexandra Alhim, que chegou para tentar marcar uma consulta e não teve sucesso.
O estado do centro de saúde basicamente tem as luzes apagadas e claramente há uma falta de funcionários. Este é o meu centro de saúde, então vê-se o impacto, porque não há administrativos, mal há médicos e como eu não tenho marcação de consulta, é apenas uma referência da Saúde 24, não há qualquer forma de eu ser atendida hoje no centro de saúde.
No entanto, compreende as razões dos trabalhadores que aderiram à greve.
Tenho acompanhado a questão das greves, da luta dos trabalhadores e da greve geral, mas não sabia que hoje havia a greve da função pública. O que eu acho muito bem, eles fazerem greve.
No Centro de Saúde de Sete Rios, ao contrário da agitação do dia a dia, sente-se o impacto da paralisação. Para muitos, como o Bruno Bernardo, foi um dia perdido.
Viemos para aqui desnecessariamente. É só chato.
As queixas dos utentes no Centro de Saúde Sete Rios em dia de greve.