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Vai o Presidente da República retirar do caso ilações? Ou seja, conclusões imediatas ou a prazo? Sim
São duas as lições.
Tudo visto e ponderado, continuar a preferir a garantia da estabilidade institucional, não fazer aquilo que por aí andam como cenários, implicando imediata e direta ou indiretamente, o apelo ao voto popular antecipado. Os portugueses dispensam esses sobressaltos, essas paragens, esses compassos de espera, num tempo como este.
Os compassos de espera não são para já, mas Marcelo Rebelo de Sousa nunca diz nunca.
Terei de estar ainda mais atento à questão da responsabilidade política e administrativa dos que mandam. Porque até agora eu julgava que sobre essa matéria existia, com mais ou menos distância temporal, acordo no essencial. Viu-se que não, que há uma diferença de fundo. Assim, para prevenir o aparecimento e o avolumar de fatores imparáveis e indesejáveis de conflito, terei de estar ainda mais atento e mais interveniente no dia a dia. Para evitar o recurso a poderes de exercício excepcional, que a Constituição me confere e dos quais não posso abdicar.
A mensagem emblem era para todos os portugueses, sem exceção, mas há um em particular que Marcelo quer mais atento.
Como pode esse ministro não ser responsável por situações rocambolescas, muito bizarras, inadmissíveis ou deploráveis, as palavras não são minhas, suscitadas por esse colaborador, levando-o a apelar aos serviços mais sensíveis da proteção da segurança nacional, que aliás, por definição, estão ao serviço do Estado e não do Governo.
O Presidente da República reafirma as críticas que já tinha feito à decisão de António Costa de não aceitar a demissão de João Galamba, críticas que noutros casos até tinham sido bem acolhidas pelo Primeiro-Ministro.
No passado, com maior ou menor distância temporal, foi sempre possível acertar agulhas. Desta vez, não. Foi pena