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Do Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, Manuel Alegre recordou o início do PS e avisou à esquerda qual é a posição do partido.
Somos um partido de esquerda democrática e reformista. Somos herdeiros de Léon Blum e Olof Palme, não de Trotsky, nem de Lênin.
E seguiu com um aviso para Catarina Martins.
Não se pode passar a campanha a atacar António Costa e depois, com alguma presunção, convidá-lo para uma reunião a 31 de janeiro.
O histórico socialista virou-se depois para a direita ou para a extrema-direita, para lembrar.
O 25 de Abril fez-se para derrubar o fascismo, não para que no Portugal democrático possa haver um governo apoiado ou influenciado por forças de extrema-direita.
E, por isso, fez um pedido.
Vamos ao combate com a nossa bandeira, os nossos valores, o nosso punho esquerdo.
António Costa aceitou o desafio e apelou ao voto útil para resolver o campeonato.
Há muitos que vão ao campeonato, mas só dois podem ganhar. E quem decide quem ganha são os portugueses. E ou ganha o PS e continuamos a avançar, ou ganha o PSD e voltamos a recuar. Ninguém nos venha dizer que é votando num terceiro que resolvemos este empate. Não, é votando no PS.
E para garantir que é possível jogar depois de dia 30, voltou a lembrar a capacidade de negociação e o contrapeso de Marcelo.
Soubemos manter no quadro da Assembleia da República diálogos políticos com todos, com aqueles que foram nossos parceiros de caminhada, mas também com aqueles que estavam na oposição. Mantivemos sempre, ao longo destes anos, uma cooperação institucional irrepreensível com o chefe de Estado democraticamente eleito, apesar de não ser da nossa família política.
E para apelar ao voto ao centro, o empurrão ao PSD para o lado de lá da linha.
Temos autoridade para dizer ao PSD que não compreendemos como é que passaram a campanha eleitoral toda a tentar normalizar um partido de extrema-direita como o Chega. A extrema-direita é um partido diferente da democracia.
António Costa a encerrar o maior comício desta campanha, à entrada para as últimas 24 horas de apelo ao voto.