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Grande candidato. Dá-me uma bênção.
A AD queria uma chuva abençoada, mas que acabou por afastar as pessoas do encerramento da campanha. A descida do Chiado fez-se a passo acelerado, com sorrisos, braços no ar e fotografias, numa arruada onde marcaram presença Manuela Ferreira Leite, Leonor Beleza ou Assunção Cristas. Sebastião Bugalho desceu ao lado de Nuno Melo, Carlos Moedas e Luís Montenegro, que pelo caminho até fez a vez de repórter.
Candidato, agora vai ter que falar para aqui qualquer coisa.
Falo? Estar aqui-
Que tal esta experiência?
Foi um privilégio, foi uma honra.
Mas depois dos sorrisos e dos acenos para as fotografias, o combate político. A poucas horas do fim, Luís Montenegro quer roubar os votos dos que não confiaram no PSD em março e primeiro aqueles que optaram pelo PS.
Que tanto ergueu e ergue a sua voz contra a extrema-direita, que cria uma linha vermelha para o PSD, está satisfeito por ver o Partido Socialista aprovar coisas importantes para a vida dos portugueses ao colo do apoio do partido que é o Chega?
Depois, os que escolheram o Chega.
Até compreendendo que possam ter tido uma razão válida para ter votado no Chega, mas eu pergunto se estão satisfeitos em ter votado numa força política que prometeu combater o socialismo e vota no Parlamento ao lado das políticas socialistas.
E vinca uma garantia.
Nós nunca trocamos convicções por conveniências.
Uma AD ao centro, que responde aos que querem um país moderado, é a mensagem que Sebastião Bugalho tem vincado nos últimos dias e que reforça debaixo do arco da Rua Augusta, no piscar de olho aos indecisos.
E nós resistimos durante esta política extremada, continuar democratas, continuar moderados, não prescindir do bom senso e da dignidade na política. É isso que a AD também é. É disso que a AD também não desiste.
Sebastião Bugalho na reta final da campanha, que Luís Montenegro acredita que vai dar à AD uma vitória substancial.