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Rui Rio fechou o primeiro dia de campanha em jeito de talk show.

Fiz vários papéis, o de moderador e de pivô televisivo ainda não tinha feito.

O de comédico é pior.

O de comédico é pior, só que eu posso meter muito jeito.

Na Praça da República de Braga, o PSD estacionou um caminhão palco, montou uma tenda transparente e pôs três cadeiras à frente de uma plateia. O moderador é André Coelho Lima, cabeça de lista do partido por Braga. Joaquim Miranda Sarmento e Rui Rio respondem às perguntas de quem está a assistir. Na primeira ação do dia, em Barcelos, Rui Rio quis garantir que o PSD não quer privatizar a Segurança Social. Agora, em Braga, garante que o Serviço Nacional de Saúde também vai continuar a ser gratuito, ao contrário do que acusa o PS.

É que está lá duas vezes, na página 64 e na página 65, diz duas vezes que nós queremos que o Serviço Nacional de Saúde seja universal e tendencialmente gratuito. E, portanto, o doutor António Costa tenta recuperar o desagrado da classe média, não com uma proposta concreta e favorável à classe média, mas mentindo sobre aquilo que diz que nós queremos fazer e tentando meter medo às pessoas.

A conversa chegou ainda a um alvo antigo de Rui Rio.

Eu, se fosse gestor de uma empresa de sondagens, que amanhã tem de vender estudos de mercado pra saber que produto as pessoas compram pra auxiliar as empresas, não me metia nestas aventuras, porque isto descredibiliza as empresas e eu, como gestor, não encomendava trabalho nenhum a empresas que se permitem fazer aquilo a que nós assistimos em Portugal há anos.

Depois de Braga, o PSD desce a Lisboa para um segundo dia de campanha com uma ação junto de comerciantes durante a tarde. À noite, há debate com todos.