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Rita, o que significa uma possível candidatura de Alexandra Leitão à Câmara Municipal de Lisboa por parte do Partido Socialista?
Significa que depois de muitos estudos de opinião, que foram sendo noticiados nos últimos meses e que a direção socialista estaria a promover para perceber quem estaria em condições mais favoráveis para enfrentar Carlos Moedas numa candidatura a Lisboa, acabou por vingar o nome, ao que tudo indica, de Alexandra Leitão. As informações que o Observador conseguiu apurar esta noite vão no sentido de que a agora líder parlamentar do PS é o nome que apresentou melhores indícios e melhores dados nos estudos, nas sondagens internas que o partido foi fazendo nos últimos tempos e que estava a fazer ainda até o final do ano passado. Portanto, há bem pouco tempo ainda estava a fazer este estudo, o que já estava a criar até alguma impaciência junto de alguns socialistas que começaram a temer que um avanço tardio de uma candidatura a Lisboa pudesse comprometer o trabalho que esse candidato, no caso candidata, teria pela frente, dificultando esse trabalho. Alexandra Leitão não se pode dizer que seja o nome esperado, na medida em que não era o único que estava a ser apontado nos últimos dias. Havia o outro, que era o de Mariana Vieira da Silva, que entre socialistas, nomeadamente socialistas da estrutura do partido em Lisboa, estavam a apontar como o mais provável. E posso dizer até que nas últimas horas era isso mesmo que estava a ser dito por alguns desses dirigentes, que por agora parecia que Mariana Vieira da Silva era o nome mais próximo de ser apontado como candidato à Câmara de Lisboa. A verdade é que não é isso que parece estar próximo de acontecer. E Pedro Nuno Santos terá apostado então no nome da líder parlamentar, tendo de resolver também, num futuro próximo, quem é que fica à frente da bancada socialista no Parlamento.
Neste caso, a decisão poderá ser anunciada nos próximos dias.
Havia aqui um entendimento da direção socialista de, por uma questão formal, esperar pela sexta-feira passada, porque o que aconteceu na sexta-feira passada foram as eleições intercalares da Federação da Área Urbana de Lisboa, umas eleições marcadas depois da demissão de Ricardo Leão, o anterior líder, e que na sexta-feira foram realizadas, venceu Carla Tavares e, portanto, havia esse entendimento de que por uma questão formal, o líder do PS esperaria por esse capítulo estar encerrado para avançar com este processo da candidatura à Câmara de Lisboa. Mas na verdade, apesar de ser um processo que vai ter de ser votado, o nome que for escolhido na concelhia de Lisboa, é uma incumbência que o secretário-geral chama a si, porque se trata da escolha do candidato para a maior autarquia do país. E foi assim que aconteceu no Porto também. Lisboa, Sintra, são municípios grandes em que o líder do partido pode e toma a decisão e depois essa decisão é apreciada pelos órgãos locais do partido.