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O Observador sabe que as livrarias vão poder reabrir na segunda-feira, tal como, por exemplo, também os stands de automóveis.

E junta-se agora a nós em direto neste jornal, Alexandre Ferreira. É presidente da ANECRA, Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel. Muito boa tarde, Alexandre Ferreira. Como é que acolheu estas notícias desta tarde, depois dessa reunião da concertação social?

Efetivamente, a notícia do Observador tem fundamento, mas terá de ser confirmada no Conselho de Ministros de amanhã, pois o assunto foi abordado, como disse, em sede de concertação social e temos a confirmação de que houve recetividade por parte do Primeiro-Ministro para a abertura dos stands a 4 de Maio. Face às razões invocadas, nomeadamente o protocolo de segurança conjunto da ANECRA, da ACAP e da ARAN, e o facto de grande número de empresas do setor automóvel já estar a funcionar na componente de assistência oficial e venda de peças e acessórios. Portanto, aguardamos que se cumpram as melhores expectativas.

Ainda assim, a confirmar-se essa reabertura já no próximo dia 4 de Maio, no início da próxima semana, queria perguntar-lhe se há condições de segurança por parte das empresas do sector para avançar já com essa reabertura.

Eu penso que a demonstração de que o protocolo de segurança, que foi subscrito pela ANECRA, pela ACAPARA é um dos motivos pelo qual o governo poderá decidir a favor da abertura no dia 4 de Maio. Este protocolo de segurança é muito amplo e ajusta-se não só às medidas de segurança em tempo de crise, como para o futuro, relativamente ao setor automóvel.

Queria perguntar-lhe também, Alexandre Ferreira, enquanto presidente da ANECRA, Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel, quais são os últimos dados que tem no que diz respeito a prejuízos no setor. Foi um setor que foi também afetado agora com esta travagem da atividade económica. Quais são os últimos dados que tem? E pergunto-lhe também isso, tendo em conta que agora esta notícia da reabertura, se esses dados também vão ao encontro dessa necessidade de uma reabertura de forma rápida por parte das empresas do setor.

Essa é a vontade expressa por parte de grande parte dos nossos associados que têm a atividade de venda de veículos novos e usados. Efetivamente, este mês e meio foi um mês de vendas muito próximas do zero e que preocupam, obviamente, a sustentabilidade das empresas que se dedicam exclusivamente a esta área ou têm nesta componente de venda de veículos novos e usados uma importância que acrescenta ou não rentabilidade às próprias empresas. No que se refere às empresas do setor automóvel que estão a funcionar na componente de assistência oficial e venda de peças e acessórios, digamos que o desastre não é tão grande e o facto de o setor automóvel ter sido considerado um setor essencial vai permitir que algumas empresas que se mantiveram abertas e a prestar serviço consigam superar mais facilmente a crise, o que não é nada fácil, como todos entendemos.

Mas tem conhecimento de muitas empresas que já não vão conseguir retomar a atividade?

Obviamente, infelizmente, não tenho ou não tem a ANECRA, uma resposta quantitativa, de grande porte relativamente às empresas que não veem futuro depois desta crise eventualmente demasiado prolongada. Mas a ANECRA e as restantes associações estão exatamente no terreno para ajudar as empresas do setor a fazerem o seu trabalho e a recuperarem desta crise que teve um impacto tremendo, como todos sabemos.

Mas neste momento não têm números concretos.

Os números concretos serão dados depois de termos apresentado em comunicado de imprensa, efetivamente, um estudo feito no início do mês que corre. Tencionamos, no princípio da semana de maio, dar conhecimento exatamente desse inquérito, que é transversal ao setor automóvel e nos vai permitir ter melhor conhecimento daquilo que é o impacto da crise neste setor.

Só mesmo para terminar, Alexandre Ferreira, presidente da ANECRA, queria perguntar-lhe, ainda a propósito das matérias relacionadas com a segurança, está equacionado, por exemplo, que os trabalhadores, neste caso, por exemplo, dos stands automóveis que se preparam para reabrir no início da próxima semana, tenham de usar máscara, por exemplo, como fator de proteção?

Sem dúvida que as máscaras é uma das componentes da segurança, mas o nosso protocolo de segurança é muito mais extenso e tende a salvaguardar a segurança tanto dos trabalhadores como dos seus clientes.