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Sim, pela sua dimensão. Um resultado negativo era relativamente expectável, um hecatombe com esta dimensão não era. Foi muito para além daquilo que se podia prever. Mas naturalmente que é consequência daquilo que foi acontecendo no partido nos últimos dois anos. Mas mais importante que isso, eu acho que neste momento o CDS tem é que encontrar o seu caminho futuro, que será certamente diferente, porque pela primeira vez está fora do Parlamento e portanto terá que encontrar força noutras áreas em que está representado e num trabalho que o partido tem de fazer de união. De união não só em termos de pessoas, mas de união também em termos daquilo que é o património doutrinário do partido e, portanto, aquilo que o partido sempre foi e que nos últimos tempos em parte deixou de ser. E conseguir, por outro lado, também motivar aqueles que se reveem no CDS, que eu acho que são mais, bastantes mais do que aqueles que votaram no CDS ontem. Há muita gente que pela primeira vez na vida não votou no CDS e que naturalmente eu tenho esperança que vendo um CDS que represente aquilo que a direita democrática em Portugal deve representar e que o CDS sempre representou também, pode voltar a confiar no partido.
Acredita que esta decisão de Francisco Rodrigues dos Santos já estava prevista pelo próprio ou foi tomada a quente? E já agora se concorda.
Não faço a mínima ideia, sinceramente. Com certeza que um presidente do partido que foi eleito depois de o CDS eleger cinco deputados, dizendo que esse era o pior resultado, e era, o pior resultado sempre do partido, que nunca mais se poderia repetir e que dois anos depois disso consegue ter um resultado mais de cinco vezes pior, não me parece que tivesse outra saída que não fosse demitir-se.
Perante este cenário, pondera apresentar a sua candidatura?
Não, está completamente fora de hipótese, por opção pessoal.
Quem mais é que acredita que podia perfilar esta missão?
Acho que neste momento é mais importante a questão da união do partido e depois ter alguém que lidere esse processo e desde logo respeitar quem veja que tem condições para agarrar no partido nestas condições, que não são umas condições fáceis, são de grande dificuldade e portanto quem tiver essa coragem deverá assumir-se e ser apoiado nesse trabalho