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Já são muitos meses, Sandra, já são nove meses em que a primeira proposta apresentada, aquilo que conduziu os trabalhadores, durante estes nove meses, à participação num conjunto alargadíssimo de manifestações, de ações, que conduziu à realização de uma grande greve geral no dia 11 de dezembro, nada disso, chegado ao dia de hoje, alterou seja o que for. Mantém-se a precariedade, mantém-se o outsourcing, mantém-se a facilitação dos despedimentos, mantém-se o ataque ao direito à greve, o impedimento de os sindicatos entrarem nos locais de trabalho. Portanto, continua a estar tudo lá. E passados nove meses, aquilo que entendemos é que os trabalhadores rejeitaram o pacote laboral, a sociedade em geral rejeitou o pacote laboral, mas nós precisamos de derrotar o pacote laboral. A questão é essa. E só há uma maneira: é dar continuidade à luta. E por isso é que a CGTP hoje irá anunciar a convocação de uma greve geral pro dia 3 de junho.
Na última paralisação, na última greve geral, a UGT também avançou. Acha que a outra central sindical também vai nesse sentido? É essa a sua esperança?
A esperança é que a gente continue a trilhar todos o caminho que permita a derrota deste projeto do governo. E quantos mais trilharem este caminho, obviamente, mais força irá haver. Temos todas as condições para o fazer, temos todas as condições para derrotar este projeto do governo. Aquilo que é central é a luta dos trabalhadores. Serão os trabalhadores a definir todo e qualquer desfecho. E portanto, neste processo, neste percurso, os contactos foram feitos com um conjunto alargadíssimo de estruturas sindicais que, mesmo não sendo da CGTP, conosco partilharam deste percurso e de construção da greve geral do ano de dezembro. E portanto, contamos com todos para dar continuidade ao combate