Senadores democratas acusaram esta quarta-feira o diretor do FBI, Kash Patel, durante uma audiência conturbada no Congresso, de ter abusado do seu cargo na polícia federal para intimidar jornalistas.
Patel, por seu lado, refutou veementemente aquelas acusações e destacou o historial do FBI em termos de redução da criminalidade, combate ao tráfico de drogas e às fraudes.
O diretor do FBI e vários senadores democratas trocaram ataques pessoais durante aquela audiência do comité judicial do Senado que durou quatro horas e meia.
“Como um delinquente, você usa a sua agência para perseguir jornalistas”, lançou o senador democrata de New Jersey, Cory Booker. “Jornalistas escreveram sobre o presidente e o seu gabinete foi às suas casas e convocou as mães perante a justiça”, afirmou.
“Um jornalista escreveu sobre si e o seu escritório passou o nome dele nos arquivos e abriu uma investigação”, acusou também.
Kash Patel considerou as acusações uma “mentira absoluta”, rejeitando ter usado os meios do FBI para visar jornalistas.
Em abril, o diretor do FBI iniciou um processo judicial, de 250 milhões de dólares, contra a revista The Atlantic e a autora de um artigo que qualificou como um “ataque difamatório”.
Neste artigo, Kash Patel é acusado de beber excessivamente de forma regular, o que poderia pôr em risco o seu cargo.
Segundo a cadeia de informação MS Now, o FBI terá aberto uma “investigação por ameaças internas” sobre o artigo da The Atlantic.
Desde que assumiu a liderança da polícia federal, Kash Patel também foi acusado de ter conduzido uma purga contra agentes considerados não suficientemente leais ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Entre os agentes despedidos, alguns tinham trabalhado em casos criminais envolvendo o bilionário republicano, após a sua saída da Casa Branca em 2021.
Questionado esta quarta-feira sobre o assunto pelos senadores, Kash Patel afirmou que não houve “expurgo” e que a maioria dos agentes saiu voluntariamente.