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Dois alunos de turmas diferentes testaram positivo. De acordo com o comunicado assinado pelo diretor da escola, estes dois contágios não estão relacionados, tendo ocorrido fora da escola. O caso aconteceu terça-feira, só agora foi tornado público. Para os detalhes e para nos ajudar a perceber o que está exatamente a acontecer, junta-se a nós agora o presidente da Junta de Freguesia do Lumiar. Bom dia, Pedro Delgado Alves. O que nos pode dizer sobre a situação desta escola?
Fundamentalmente, bom dia, em primeiro lugar, os atos acabaram por dar o resultado. Houve, num primeiro momento, um caso detectado, um aluno que tinha tido contágio em contexto familiar. Isso em um primeiro momento, por precaução, as turmas frequentadas e como as disciplinas são cruzadas, abrangia duas turmas em que teria estado, por precaução, ficaram desde logo fora da escola e sem aulas e foram testados os alunos neste período, bem como os professores. Entretanto, um segundo caso numa outra turma esta semana. Levou também ao mesmo procedimento, portanto também as duas turmas que potencialmente estiveram em contacto com o aluno também acabaram por ficar fora do contexto escolar e também com testes para todos. Perante este facto, e também por precaução, uma vez que não só o ano letivo termina, como referiu há pouco, termina hoje mesmo, a escola optou por antecipar em dois dias o fecho das aulas e tendo em conta o número de turmas que estão a funcionar, que neste momento são só as de 11º e 12º ano, e também o facto de quer os professores, quer também os alunos terem sido sujeitos, até por precaução optou por antecipar em dois dias o encerramento das aulas. Sem grande prejuízo, uma vez que o ano letivo estava a terminar, e como medida de precaução.
Anteciparam por dois dias.
Com o delegado de saúde e o essencial da parte letiva estava concluído. Já estavam a arrumar o semestre, por assim dizer, e optaram por tomar essa decisão, aliás, como aconteceu também noutros pontos do país em casos semelhantes.
Pedro Delgado Alves, há o risco de outros alunos da escola, professores ou auxiliares terem sido infetados, o que é que vai acontecer? Vão ser feitos mais testes?
Todos aqueles que tiveram em contacto com os alunos, quer professores, quer os colegas, foram testados e seguiram-se os procedimentos normais. A matéria é acompanhada pelo delegado de saúde e existe o protocolo para essas circunstâncias e, obviamente, o objetivo é eventualmente detectar casos adicionais e também estão em observação e em quarentena, por assim dizer, profilática por precaução, mas no fundo é o rastreio e é o acompanhamento normal que se faz numa circunstância dessa e a escola parece-me que tomou uma decisão perfeitamente comum em casos semelhantes, evitando também por pouco tempo, através desta antecipação do fecho, mas evitando o eventual risco de mais contactos que se pudessem desenvolver e interrompendo logo as eventuais cadeias de transmissão.
Que se possam entretanto realizar. A escola tem condições para reabrir para os exames?
Pronto, agora é mesmo uma questão de aguardar pelos resultados, mas também a planificação de exames abrange um período significativo de tempo e naturalmente a escola está também a ver com o ministério a melhor forma de articular esse regresso para a conclusão dos exames. Sendo certo que aquilo que é diferente é ter havido dois casos no contexto da escola, que depois obrigaram também a fazer os testes e a verificá-la, mas em qualquer momento, neste período de exames, existe sempre a possibilidade de, infelizmente, se um aluno estiver com Covid e não puder estar presente no exame, obviamente, isso implicará depois que se encontrem as soluções para o compensar e para assegurar que depois pode fazer as provas. Quanto à realização dos exames, obviamente, será articulado em função dos resultados que a escola aguarda.