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Rosa, em primeiro lugar, eu poderia fazer um ponto de situação de como está a situação no terreno neste momento. O combate às chamas continua a ser complicado ou o início da noite facilitou, de certa forma, o combate dos bombeiros?

Como deve calcular, essas questões são da parte operacional. O que lhe posso dizer é que o combate continua. Continuamos com cerca de 500 bombeiros, aliás, ultrapassa 500 bombeiros, quase 200 carros de combate a incêndio, que estão todos localizados precisamente para, primeiro, salvaguardar as pessoas e bens, a fim de evitar alguma tragédia, daquilo que esteja ao nosso alcance, e tentando, de certa maneira, antever a propagação do incêndio para cercá-lo e conseguir controlá-lo. Mas, como lhe digo, essa parte mais operacional é da resposta que é dada aqui relativamente àquilo que é feito em termos de briefing e em termos de coordenação. Da parte da Câmara, o que nós estamos a fazer é precisamente dar todo o apoio logístico, a necessidade para que esses homens e mulheres que estão no combate ao incêndio consigam efetivamente dar essa mesma resposta, zelando também pela segurança dos mesmos.

Senhora deputada, falou da necessidade de precaver pessoas e bens. Neste momento, há alguma habitação em perigo, alguma aldeia em perigo?

Nós já tivemos que evacuar cerca de 50 pessoas, ou seja, tivemos que conversar com elas e uma vez que havia riscos de incêndio, as pessoas foram conduzidas, a maior parte delas para casas de familiares, por vontade própria. E temos duas pessoas no local para receber pessoas em São Bartolomeu de Messines, na EB2,3, que tem uma equipa multidisciplinar, constituída por parte da Proteção Civil, para receber essas pessoas enquanto suas casas não estejam completamente em segurança.

Isto em que aldeia, em que zona?

São várias localidades. Eu agora não lhe sei precisar, mas posso lhe dizer que ardeu a zona de Corte Pereiro, ardeu a zona da Água Velha. São várias localidades aqui, o Boião, junto ao Boião, junto à Azinheira. São várias localidades, todas próximas de São Marcos da Serra, na parte mais interior, faz já fronteira com o Alentejo, e é esse local que esteve em risco. Agora, o fogo está a se propagar mais para sul, e nós continuamos em alerta e continuamos a acompanhar aquilo que é as pessoas e bens que possam se encontrar no caminho desse mesmo incêndio.

Portanto, os meios estão espalhados por várias localidades. Não há um foco, neste momento, que esteja a concentrar mais atenções.

Entre as frentes. E consoante as características da área, daquilo que é o combustível, ele vai ganhando propulsão ou não. Neste caso, com a umidade, claro que as coisas vão sendo um pouco mais controláveis, mas como temos o vento, isto são situações que depois, no seu conjunto, torna-se mais difícil, mas, no entanto, não invalida de continuarmos a combater de uma forma musculada com todas as corporações que estão na frente deste incêndio.

Só uma última pergunta: do que lhe têm dito em relação às condições climáticas, espera-se uma melhoria durante a noite? Portanto, a nível de vento, a nível também da umidade, pode ajudar, de certa forma, o combate aos bombeiros ou não tem ainda essa noção se as próximas horas vão ser mais complicadas ou mais difíceis?

É como eu lhe disse, devido à tipologia do terreno e também àquilo que é o combustível, que faz com que o fogo se propague, é muito irregular conseguir prever essa situação. É claro que, como eu estava a dizer, a umidade é sempre uma amiga, é sempre alguém que é aliado naquilo que é o combate a incêndio e que se faz sentir. No entanto, face às circunstâncias que eu acabei de referir, dos declives e por onde o incêndio está se a encaminhar, poderá tornar-se difícil, o que não invalida que haja aqui um esforço bastante conjugado, digamos assim, das forças que estão no local, a fim de poder combater este mesmo incêndio e evitando sempre, e isso estar bem presente, que haja tragédias maiores, salvaguardando as pessoas e os bens que se consiga salvaguardar, obviamente.

Só para terminar, as pessoas que foram retiradas de casa já não voltam hoje, imagino eu. Está previsto que voltem amanhã ou ainda não há essa informação?

Hoje será muito difícil conseguir permitir que haja essa volta, ainda mais as pessoas que foram pra casa de familiares, não estamos a ver que seja hoje. Será com certeza após uma reavaliação da situação e depois, sim, vai-se permitir, mas sempre após a reavaliação da situação. Agora, estar a fazer aqui avaliações futuras é muito complicado.