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O INEM, com todos os problemas que existiram há umas semanas, e faz amanhã duas semanas que Luís Montenegro afirmou que ia apresentar muito em breve um plano para reformar a estrutura do INEM, onde é que para este plano? Nunca mais se falou disso.
Efetivamente, desconhecemos ainda o conteúdo ou o teor do plano que o primeiro-ministro anunciou. Aguardamos com alguma expectativa, mas também acreditamos que só pode passar, por um lado, pela valorização dos técnicos de emergência pré-hospitalar, que são a grande carência e a grande causa dos constrangimentos que vieram a público, mas também as reformas estruturais necessárias no INEM, desde logo, através de uma acreditação e da passagem da formação dos técnicos para as faculdades de medicina, tal como a senhora Ministra da Saúde anunciou, que vai permitir, desde logo, formar bastantes mais técnicos em simultâneo e o INEM passa a ter disponíveis mais técnicos para poder contratar sem estar subjugado à capacidade de formação própria do INEM.
Os problemas que se verificaram há umas semanas continuam?
Os problemas que se verificaram há algumas semanas e que vieram a público não continuam, porque fruto do início das negociações com o Ministério da Saúde, os técnicos estão neste momento a dar uma resposta através de horas extra, superior àquela que davam mesmo antes de termos iniciado a greve, numa resposta e num sinal também de confiança no bom termo das negociações. Esperemos, de facto, que possam terminar de forma satisfatória para nós, para os técnicos de emergência pré-hospitalar, para que possamos continuar com esta boa resposta, apesar da sobrecarga de trabalho extraordinário, mas aguardar também que os 200 técnicos que estão agora em procedimento concursal possam iniciar funções e assim já aliviar um pouco em horas extraordinárias os técnicos que estão hoje no instituto.
Portanto, os técnicos estão neste momento a fazer mais horas extra do que o que estavam a fazer, neste caso, antes da greve, é isso?
Certo, é isso. Neste momento, os técnicos de emergência pré-hospitalar estão a fazer mais horas extraordinárias do que as que faziam mesmo antes da greve, num claro sinal de satisfação quanto ao início das negociações. Esperemos é que não sejam interrompidas, que possam de facto chegar a bom porto, para que esta resposta possa continuar a ser dada, lamentando, contudo, salientando que estamos a trabalhar no limite e qualquer pico de afluência mais elevado de chamadas ou qualquer situação de exceção extraordinária, pode levar a que os colegas, mesmo com esta resposta, deixem de conseguir responder de forma eficaz e atempada.
E neste caso, há algum contacto que o sindicato tenha mantido com o governo?
Sim, temos mantido o contacto durante o processo negocial, mas também à margem do mesmo, permitindo aproximar as nossas diferenças na mesa das negociações, de forma que seja possível chegarmos a um entendimento.
Neste caso, o sindicato foi de alguma forma ouvido para que fosse elaborado este plano que foi anunciado por Luís Montenegro?
As nossas conversações com o Ministério da Saúde têm sido muito abrangentes, não só quanto à revisão salarial, à revisão da carreira do técnico de emergência pré-hospitalar, mas também às reformas estruturais que o INEM precisa. Esperemos serenamente que estas nossas propostas, nossas sugestões, estejam vinculadas no mencionado plano que o governo pretende apresentar, porque são essas as respostas estruturais que o país e que o INEM precisa.