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Nesta altura temos já em direto o presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira. Boa tarde, Hugo. Obrigado pela disponibilidade e por se juntar a nós.

Boa tarde.

Eu pergunto-lhe, em primeiro lugar, se tem esta indicação de que, depois de estas 30 pessoas terem abandonado este espaço, a festa continuou nalgum sítio, ou seja, podemos recear que estes nove casos aumentem o número?

Não sei exatamente o que lhe dizer em relação a isso. A informação que nós tivemos, com base na autoridade de saúde, é que existiam, durante o fim de semana, três casos positivos. Nós desencadeámos logo um processo em articulação com a autoridade de saúde para, com base nesses três casos positivos devidamente identificados, avançarmos com o testar dos familiares e dos colegas de trabalho. Ontem, quando se deu início a esses testes, apareceram no local onde estávamos a fazer os ditos testes, um conjunto de pessoas que se identificaram como tendo estado na festa e que disseram que, na verdade, a festa foi interrompida, que tiveram umas boas dezenas. Não nos disseram que foram só 30, disseram-nos que foram mais festas e deram-nos a entender que a festa acabou por ser transferida para um outro local. Sabemos também que a autoridade de segurança que esteve no local, que identificou o proprietário e que deu termo à festa. Depois, não temos mais qualquer fonte oficial, porque nos deram a entender que a festa depois foi transferida para um outro concelho. Percebemos também que possivelmente este tipo de festa, ou de festas parecidas, com jovens que são frequentes pontualmente pela região e mesmo fora dela. E é importante que esta tenha sido a última festa que se fez, não cumprindo as normas e pondo em risco toda a saúde pública da região, e o esforço de toda a região e o esforço do país, fazendo este tipo de atitude irresponsável e ilegal.

Presidente, pergunto-lhe precisamente sobre aquilo que estava a dizer, que é habitual ou é comum, pelo menos, que aconteça este tipo de festas nesta zona. Tendo em conta que estamos a chegar ao verão, Lagos, Algarve, é um local apetitoso para estes jovens poderem fazer este tipo de festas. Está previsto algum aumento do policiamento, pelo menos nas próximas semanas, ou alguma medida para tentar evitar que mais festas destas aconteçam?

Ela não é comum no local. Pelo que fui informado, foi a primeira vez que aconteceu, mas que costumam haver este tipo de festas um pouco espalhadas pela região ou que pontualmente acontecem, por grupos que informalmente se organizam e que se juntam. Pelo que ontem nos foi transmitido por alguns jovens, é que isto não era a primeira vez que acontecia. É um pouco aquilo que também pontualmente pode acontecer pelo país, pensando que não acontece nada de mal e depois acaba por resultar no que aqui aconteceu. Em relação ao reforço, ele já é efetivo. Tanto a GNR como a PSP em Lagos já estão reforçadas. No caso, a GNR já tem as patrulhas da cavalaria com os cavalos no concelho. O Corpo de Intervenção de Unidade Especial de Polícia também já foi reforçada a partir de segunda-feira, que já estão a trabalhar a partir de Lagos e obviamente, aquilo que pedimos às forças de segurança é que com este reforço, se possa ter aqui uma atenção redobrada localmente ou a nível do nosso concelho para estes possíveis encontros, sejam em sítios fechados ou sejam em sítios abertos, para evitar este tipo de ajuntamento que não traz nada positivo e que aumenta em muito o risco. E obviamente que, a acontecer isto também noutras partes da região e ao longo do país, que seja posto termo para não estarmos a correr estes riscos obviamente desnecessários.