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O Presidente da República promulgou o aumento do subsídio de risco para €100. Eu perguntava desde já a vossa posição em relação a este tema.
Em primeiro lugar, lamentamos que o senhor Presidente da República tenha promulgado um documento que não vai ao encontro das expectativas dos profissionais. Esse valor é extremamente baixo, muito aquém daquilo que as estruturas propuseram e depois até fizeram contrapropostas, porque quando há uma negociação, tem que haver cedências de parte a parte. Houve cedências por parte das estruturas sindicais associativas, só não houve cedências por parte do Governo e, por isso, lamentamos esta promulgação. No entanto, apesar de ter sido promulgado, não quer dizer que o documento fique assim. Por isso, nós vamos iniciar reuniões com os grupos parlamentares. Já fizemos algumas, vamos voltar a solicitar essas reuniões para que os grupos parlamentares, em sede de discussão do Orçamento de Estado, possam alterar este valor, nomeadamente este documento. É o último reduto, para além das ações de protesto que vamos realizar, uma já dia 14, em parceria com a própria Associação Sindical dos Profissionais de Polícia, junto à residência oficial do primeiro-ministro. Iremos estar lá concentrados e será uma das primeiras. Esperemos não ter que fazer mais, mas certamente tudo leva a crer que teremos que depois continuar, porque ainda existe essa janela de abertura para podermos alterar este documento. Porque o valor, que são €68,96, fica muito aquém daquilo que os profissionais estavam à espera.
Exatamente. E pegando nesse mesmo último ponto, o Presidente da República também admite que este aumento ficou aquém das expectativas dos sindicatos, mas afirma que é um ponto de partida. Também considera isto?
Mais uma vez digo que lamentamos a promulgação. Agora, se o senhor Presidente da República vê este ponto de partida como essa última janela que temos à frente, que é em sede do Orçamento de Estado poder ser alterado, logicamente que tudo aquilo que pudermos fazer para que isso aconteça, nós vamos fazer. Teve a oportunidade, o senhor Presidente da República, de vetar um documento que não vai ao encontro de uma reivindicação que não é nova, já é muito antiga, dos profissionais das forças de segurança, mas como não o vetou, promulgou, por isso cabe-nos a nós, mais uma vez, termos que voltar à luta e ir para a rua e iniciar diligências junto dos grupos parlamentares, que é, como disse, o último reduto para que esse valor seja aumentado em sede do Orçamento de Estado.
Exatamente. Penso que da minha parte seja tudo, não sei se quer acrescentar alguma ideia.
Não, não há muito mais a dizer. Penso que sobre esta situação, sobre este subsídio de risco, já quase tudo foi dito. É pena é que nem tudo tenha sido feito. E teve o senhor Presidente da República hoje, mais uma vez, uma ferramenta para que de facto mostrasse ao governo que aquele valor não dignifica o risco da profissão dos polícias.